Aromas do Tempo: cientistas dão aquele cheirinho nos Faraós-oh-oh-oh

Qual é o cheiro de uma múmia de 3.000 anos? Não é uma questão que a maioria de nós já tenha ponderado, mas cientistas descobriram agora que cada múmia egípcia antiga tem sua própria impressão digital aromática distinta – variando de amadeirada e picante a floral e empoeirada.

Em um aromatizado e envolvente estudo Museu Egípcio, no Cairo, pesquisadores fizeram algo sem precedentes: eles capturaram e analisaram os aromas que emanavam de nove múmias diferentes. E não, ninguém cheirou nenhum suvaco de múmia (acho).

Continuar lendo “Aromas do Tempo: cientistas dão aquele cheirinho nos Faraós-oh-oh-oh” →

A história de um motim no exército romano

Os guerreiros estão fugindo. A dor das feridas ainda cicatrizando é a mola mestra de sua fuga. Eles não querem mais castigos, não querem mais sofrimento, mas será sofrimento que eles irão enfrentar. Soldados estão atrás deles e o que se seguirá se forem pegos será muito pior que a morte, embora ela virá de qualquer forma, mas não sem antes receberem tratamento especial. Nas terras gélidas na fronteira norte da Britânia romana, uma história de desespero e sobrevivência estava prestes a se desenrolar. O cenário era uma campanha militar, cujo general que sonhava com os olhos abertos – o pior tipo de homem, segundo T.E. Lawrence. Entre suas tropas, um grupo de auxiliares carregava não apenas suas armas, mas também o peso de um destino que nenhum deles poderia prever.

Esta é uma história de violência, de luta pela liberdade e até mesmo de canibalismo. Continuar lendo “A história de um motim no exército romano” →

O prédio que é uma máquina do tempo

É difícil ter um vislumbre do passado. Mais difícil ainda é ver como esse passado foi sendo alterado com o passar dos anos. Seria legal se pudéssemos viajar pelo tempo e vermos a evolução da arquitetura, por exemplo. Bem… acontece que você pode. No coração de Istambul, Turquia, um na bucólica rua Alaykoskü, no distrito de Cagaloglu, temos um instantâneo palpável da História. Tendo 1.800 anos, um prédio nos ensina um pouco sobre como nossos ancestrais (diferentes deles) construíam. Continuar lendo “O prédio que é uma máquina do tempo” →

Artigos da Semana 240

Minhas férias acabam hoje. #xatiado. Amanhã já volto ao trabalho e estou nas portas do desespero, chorando copiosamente. A única coisa que me impede de chegar a medidas extremas tomando veneno pra rato com tubaína é ler o que foi postado durante a semana.

Continuar lendo “Artigos da Semana 240” →

Quando satélites da Guerra Fria mandaram Q1 e deu água

Diz o filósofo que guerras não fazem ninguém grande, mas ele esqueceu que guerras também acarretam evolução científica e tecnológica. Claro, não é para o bem, mas como no conto de transformar espadas em arados, podemos usar tecnologias bélicas para tempos de paz e aprender mais sobre nossa história e nós mesmos. Continuar lendo “Quando satélites da Guerra Fria mandaram Q1 e deu água” →

Grandes Nomes da Ciência: Tapputi-Belatekallim

Os olhos bem delineados com Kohl negro estão fixos. Mais uma gota! Um suave agitar do frasco. O brilho nos castanhos olhos e um torcer no lábio fino, delicado, mas decidido mostra que sua dona está satisfeita. A mistura revolve no frasco e um espírito benévolo desliza para o ambiente trazendo a leveza, a magnífica onda de olor. A fina corrente de ouro traduz o status daquela mulher que fecha os olhos, deixando aparente a belíssima cor azul do lápis lazúli em suas pálpebras. Sim, está perfeito. As narinas se abrem e inalam a maravilha que produzira e aquela mulher se ergue num farfalhar de sua túnica rica em brocados e detalhes em ouro manda um dos seus servos registrar em um tablete de argila a sua conquista. Ela produzira a magia em forma de perfume, cujo aroma enfeitiçaria todos que sentissem reconhecendo-a como a mais grandiosa de seu tempo.

Ela, Tapputi, a primeira química da história!

Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Tapputi-Belatekallim” →

Os olhos azuis de 17 mil anos

Em uma caverna esquecida pelo tempo, escondida nas profundezas da costa sudoeste da Itália, repousa um segredo que remonta a 17.000 anos. Um cenário digno de um filme de aventura. Ali, alguém há muito morto e enterrado tem uma história para nos contar. Esta história chegou à luz do dia em 1998, mas só agora entendemos o que significa.

Uma história de brilhantes olhos azuis.

Continuar lendo “Os olhos azuis de 17 mil anos” →

Melhores artigos de 2024 parte 3

Adoro meu período de férias. E vocês? Se divertindo? Passaram bem os festejos de Ano Novo? Voltaram ao trabalho ou também estão de férias? Sim, muitos estão trabalhando, eu sei, mas parece que janeiro é sempre mais devagar. Alguns até reclamam que é devagar até demais, mas eu quero é lentidão, mesmo, para poder curtir meu tempo com a família. Vou lhes ajudar a passar o tempo: mais artigos para relembrarem. Alguns, eu sei, vocês lerão pela primeira vez.

Continuar lendo “Melhores artigos de 2024 parte 3” →

O enigma da coisa dura do bairro da luz vermelha

O caminhar por algumas ruas podem ser uma experiência e tanto. Não é algo comum que se encontre algo, mas de vez em quando é. Pense que você pode estar dando um rolê por ruas históricas que têm muita história para contar (nem sempre as que você imagina) de um certo lugarzinho na Holanda, e de repente se deparar com uma descoberta… fascinante, curiosa e um tanto quanto bizarra. Durante uma renovação rotineira em um edifício antigo, arqueólogos se depararam com algo que parecia saído de um conto de mistério medieval: um chão feito de ossos. Ossos? Sim, ossos. Humanos? Olha… não. Mas mesmo assim, não é algo que se encontre todos os dias. Mas por que alguém usaria ossos para construir um piso? E o que isso revela sobre os segredos enterrados do passado? Continuar lendo “O enigma da coisa dura do bairro da luz vermelha” →

Pesquisa em privada velha estuda o que europeus tinham dentro de si

Investigações antropológicas e arqueológicas são muito difíceis. Praticamente uma merda. Não apenas isso, sempre tem um vagabundo querendo roubar o seu trabalho. Malditos parasitas! E por falar em parasitas, descobriram evidências de parasitas intestinais em uma latrina de 500 anos na Bélgica. Sim, é outra pesquisa de merda, mas com ela espera-se que forneça evidências científicas importantes sobre como as doenças infecciosas se espalharam por meio de viagens e comércio.

Alguém vai chamar de Capitalismo de Merda conduzido por burgueses parasitas. E sim, eu farei muitas piadinhas sobre isso ao longo do texto e não vou regretar nada (se Guimarães Rosa pode fazer neologismos, eu também posso). Continuar lendo “Pesquisa em privada velha estuda o que europeus tinham dentro de si” →