Jordanianos dizem que encontraram mina do Rei Salomão

PÉÉ-PÉÉ-PÉÉ-PÉÉ-PÉÉ-PÉÉ-PÉÉ-PÉÉ

O alarme do Ceticismo.net está soando, isso significa que vem besteira por aí. POSTOS DE COMBATE!!! POSTOS DE COMBATE!!!

Um arqueólogo encontrou os restos de uma antiga mina de cobre na Jordânia e alega que esta pertenceu ao lendário Rei Salomão, famoso por apartar briga de lavadeiras.

Escavações na Jordânia sugerem que a extração de cobre em escala industrial no antigo reino de Edom – região que, segundo a Bíblia, teria sido vassala dos reis de Israel – coincide, em seu auge, com a época do filho de Davi. Em outras palavras: as célebres “minas do rei Salomão” podem ter existido do outro lado do rio Jordão.

Gostou? Legal, eu espero você parar de rir. A pesquisa, coordenada pelo arqueólogo Thomas E. Levy, da Universidade da Califórnia em San Diego, está na edição desta semana da prestigiosa revista científica americana PNAS, e tenta refutar aqueles que que vaicinam que Salomão é tão real quanto a Fada do Dente, como o arqueólogo israelense Israel Finkelstein, da Universidade de Tel-Aviv. Continuar lendo “Jordanianos dizem que encontraram mina do Rei Salomão”

A ancestralidade dos pássaros revelada

Adoro as quartas-feira. Além da notícia sobre o lagarto sem patas (que para os idiotas criaBURRIcionistas não passará de uma cobra ou alguma criação de Satã), trazemos mais uma dorzinha de estômago para os estúpidos acéfalos que acreditam em chuvaradas e que um deus tribal largou um barro e pulou um homem de lá.

Sempre encheram o saco sobre a ancestralidade dos pássaros e sua clara ligação para com os dinossauros, mas duas notícias mostram bem que tal ligação não só é verdadeira, como devidamente provada! Mal, aê, Sabino. Continuar lendo “A ancestralidade dos pássaros revelada”

Aventureiros dizem ter encontrado pegadas do Yeti

O Detector de Bobagens do Ceticismo.net apitou alto hoje. Uma equipe de idiotas aventureiros japoneses acreditam ter descoberto nada menos que as pegadas feitas pelo lendário Yeti, conhecido como “Abominável Homem das Neves”, ao percorrer regiões do Nepal e do Tibete. Informou a agência AFP.

Caso você não saiba, e tenha preguiça de pesquisar, Yeti é o nome ocidental para uma criatura que supostamente mora na região do Himalaia, perto o Nepal. O nome deriva do tibetano Yeh-Teh. Segundo o mito local, o Yeti é (gargalhadas) filho de um rei macaco com um ogro (gargalhadas). Ele é um bicho grande, forte, peludo e… inexistente! Mas, tem sempre um otário que acredita nestas idiotices. Continuar lendo “Aventureiros dizem ter encontrado pegadas do Yeti”

Lembranças da infância terrestre

A Terra foi formada há estimados 4,54 bilhões de anos, assim como os demais planetas do Sistema Solar. Lamento, pessoal, mas eu tinha que reafirmar isso. Podem chorar à vontade.

Muitos alegam que não há registros disponíveis desse início, mas a Ciência sempre surpreende (principalmente aos idiotas que a subestimam). Um grupo de pesquisadores norte-americanos acaba de descobrir a mais antiga amostra de que se tem notícia: Trata-se de um veio rosado de rochas na costa leste da baía de Hudson, ao norte de Quebec, no Canadá, que análises geoquímicas confirmaram ter 4,28 bilhões de anos. A idade supera em pelo menos 250 milhões de anos as rochas mais antigas até então conhecidas. Read more »

“Computador” grego calculava eclipses e data das Olimpíadas

Antiga calculadora astronômica utilizada pelos gregos para determinar a posição do Sol, da Terra e da Lua, superou por mais de 1.000 anos, qualquer dispositivo conhecido. O instrumento também era usado para calcular datas de eventos mais comuns, como as próximas Olimpíadas. Um projeto desses, só poderia ter sido obra de um cientista brilhante: Arquimedes.

Esses e outros segredos foram desvendados através de fragmentos de bronze do mecanismo de Anticítera, um instrumento semelhante a um relógio, descoberto em 1901 por mergulhadores de procuravam esponjas próximo à ilha grega de Anticítera, entre Cítera e Creta.

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Deus e o Diabo na terra da Internet

São muitas as historias que circulam na internet, e como não podemos tratar de todas, pois esta série não teria fim, e ocuparia um extenso tempo pesquisando e refutando todas elas, deixamos aqui as mais famosas “histórias verídicas que não passam de mentira”.

Se nossos leitores acharem mais dessas histórias por aí, compartilhem conosco postando comentários a respeito. Nós temos interesse em que vocês usem a cabeça de vez em quando, e se virem as besteiras aqui refutadas em comunidades ou fóruns de discussão, não se acanhem em nos linkar. Entregamos de bandeja pra vocês quaisquer argumentos necessários para derrubar este montes de asneiras.

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Explosão de biodiversidade explicada

Puxa! Eu estava triste por não tido tempo para oferecer mais alguns “presentinhos” para os criaBURRIcionistas. Mas, não se preocupem, pessoal, aqui vai mais um torpedinho no seu barquinho de papel chamado CriaBURRIcionismo (o pessoal adora os nomes que eu dou para as insanidades crenças deles).

Foram encontrados microfósseis de conodontes revelam variações da temperatura do mar há quase 500 milhões de anos! 500 mil? Sim, mais uma camadinha de cimento no túmulo dos frágeis 6 mil anos de criação. hehehe Continuar lendo “Explosão de biodiversidade explicada”

Arqueólogos desenterram cabeça de imperatriz romana

De acordo com os indícios encontrados, os especialistas acreditam que a peça mostre o rosto de Faustina, a Velha, que foi casada com o imperador Antonino Pio. A cabeça foi desenterrada de um sítio arqueológico na antiga cidade de Sagalassos, no sudoeste da Turquia, onde, no ano passado, foi encontrada uma estátua gigante do imperador romano Adriano.

A peça de mármore foi encontrada a apenas seis metros de onde a estátua de Adriano foi retirada. O rosto de Faustina estava virado para baixo, enterrado nas ruínas de termas romanas parcialmente destruídas por um terremoto entre os anos 540 e 620 d.C. Continuar lendo “Arqueólogos desenterram cabeça de imperatriz romana”

Viagem ao mundo de Júlio Verne

Viagem ao Centro da Terra é, com certeza, uma das maiores obras de ficção científica já escritas. Seu autor, o grande Júlio Verne, é considerado o Pai da Ficção Científica Moderna. Não, meu caro, ele não inventou este gênero literário. A FC (ou sua abreviatura em inglês SciFi) não foi algo que surgiu muito recentemente. Outros autores já tinham se aventurado em romances que usavam paradigmas científicos. Um deles era, nada mais nada menos, que Johann Kepler. Kepler ao que se tem notícia escreveu o primeiro conto de ficção científica em sua obra Somnium, onde ele narra uma viagem à Lua, quando seus personagens fazem uso de um “Elixir Especial”.

Escrever histórias assim, numa época onde a Igreja não via com bons olhos quaisquer manifestações científicas de toda espécie, ainda mais que façam uso de um “elixir da lata”. Kepler viveu numa era tumultuada, onde a Guerra dos 30 anos o obrigou a fugir de um canto a outro, pelo fato de ele ser protestante, e os chatólicos nunca foram amiguinhos de quem pensava diferente (claro que o mesmo acontece com os protestantes, mas isso fica para outro artigo).

Júlio Verne, tal qual Kepler, se baseou em muitos fatos científicos de sua época para construir seus romances, envoltos de aventura e fantasia. Este artigo é mais do que um simples chato que vai procurar erros e incorreções na obra (que por sinal está em cartaz nos cinemas com Brandon Fraser – com sua eterna cara de débil mental – e a maravilhosa Anita Briem). Vamos ver o que o escritor – que foi responsável por muitas crianças desejarem se tornar cientistas – reservou-nos em suas linhas. Peguem suas mochilas, calcem suas botas, segurem as cordas e desçam comigo a uma Viagem ao Mundo de Verne. Continuar lendo “Viagem ao mundo de Júlio Verne”

Revelada a origem da construção do mito de Jesus

Por Israel Knohl
Traduzido por: Charles Coffer Júnior

A primeira menção do “Messias morto” chamou-se Mashiah ben Yosef (Messias Filho de José) é do Talmud (Sukkah 52a). No meu livro “O Messias Antes de Jesus” (University of California Press, 2000), considero que a história desse Messias morto é baseada em um fato histórico. Penso que está ligada à revolta judaica na Terra de Israel na seqüência da morte do Rei Herodes, em 4 a.C.

Esta insurreição judaica foi brutalmente reprimida pelos exércitos de Herodes e do imperador romano Augusto, e os líderes da revolta messiânica foram mortos. Estes eventos definem a tradição do Messias morto Filho de Joseph em movimento e abriu o caminho para a emergência do conceito de “messianismo catastrófico”. Interpretações do texto bíblico ajudaram a moldar a convicção de que a morte do messias era um elemento necessário e indivisível de salvação. A minha conclusão, baseada em escritos apocalípticos datados deste período, foi de que certos grupos acreditavam o Messias iria morrer, ser ressuscitada em três dias, e subir ao céu (ver “O Messias Antes de Jesus”, 27-42). Continue lendo »