Moralidade, Ética e Religião

Por Marcos de Almeida

ethics-1.gifÉ possível que haja uma moralidade sem religião? É necessário existir um deus ou deuses de modo a que isso se torne indispensável para a moralidade? O fato de que algumas pessoas não são religiosas, as impedem de ser, automaticamente, morais? E se a resposta a estas questões exigirem a crença em uma divindade, qual das religiões é o real fundamento para a moralidade? A grande constatação é que ao olhar-se o quadro mundial dos dias de hoje, é possível afirmar que existem conflitos em número equivalente ao das religiões e pontos de vista religiosos. Continuar lendo “Moralidade, Ética e Religião”

A filosofia entre a religião e a ciência

Por Bertrand Russel

bertrand_russel.jpgOs conceitos da vida e do mundo que chamamos “filosóficos” são produto de dois fatores: um, constituído de fatores religiosos e éticos herdados; o outro, pela espécie de investigação que podemos denominar “científica”, empregando a palavra em seu sentido mais amplo. Os filósofos, individualmente, têm diferido amplamente quanto às proporções em que esses dois fatores entraram em seu sistema, mas é a presença de ambos que, em certo grau, caracteriza a filosofia. Continue lendo »

Examinando a Religião

religiãoPor Voltaire
Extraído do dicionário Filosófico

Voltaire, é considerado como o melhor representante do intelectualismo do século XVIII. Em seu Dicionário Filosófico, Voltaire ataca as mazelas da França de sua época e os absurdos do fanatismo religioso. Neste verbete, o autor – cujo verdadeiro nome era François-Marie Arouet – analisa filosoficamente a religião, mediante sua óptica e seu intelecto.

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A Genética Forense no Brasil

Por André Smarra, Eduardo Paradela e André Figueiredo

genetica.jpgEnquanto nos Estados Unidos a preocupação da polícia é tentar corresponder às expectativas dos programas nacionais de investigação forense, no Brasil ainda há um longo caminho a percorrer em busca da equiparação aos padrões internacionais de qualidade para as ciências forenses. As análises de DNA exemplificam bem esse quadro. Para obter os mesmos níveis de segurança dos exames realizados em laboratórios de referência no exterior, é preciso estabelecer rígidos padrões de qualidade, entre ele a calibração periódica de equipamentos, a coleta apropriada de material e o estabelecimento de procedimentos que minimizem as chances de troca acidental, ou proposital, de amostras. Continuar lendo “A Genética Forense no Brasil”

A relatividade do errado

relatividade_errado.jpgPor Isaac Asimov

Outro dia eu recebi uma carta. Estava escrita à mão em uma letra ruim, tornando a leitura muito difícil. Não obstante, eu tentei devido à possibilidade de que fosse alguma coisa importante. Na primeira frase, o escritor me disse que estava se formando em literatura Inglesa, mas que sentia que precisava me ensinar ciência. (Eu suspirei levemente, pois conhecia muito poucos bacharéis em literatura inglesa equipados para me ensinar ciência, mas sou perfeitamente ciente do meu estado de vasta ignorância e estou preparado para aprender tanto quanto possa de qualquer um, então continuei lendo.) Continuar lendo “A relatividade do errado”

Dimensões e Tolices

tesseract.jpgO termo Dimensão costuma gerar muita confusão com o pessoal leigo ou não técnico, e exatamente por esse motivo é explorado por místicos, profetas da nova-era, pretensos paranormais e mesmo, “vigaristas científicos”, pessoas que só falam ficção com o intuito de se mostrarem como gênios perante os demais.

Dentro desse contexto, um exemplo muito comum é o de pessoas que se referem a “habitantes de outra dimensão”. Como facilmente podemos perceber, aqui o termo é empregado como um “lugar diferente do nosso universo” e seja na ficção-científica, seja em seitas ou religiões espíritas, etc, a imagem mais apropriada, neste caso, seria de um “universo paralelo” ou um outro universo. Este mesmo significado se aplica quando o termo é empregado para referenciar as chamadas “dimensões astrais”, “dimensões espirituais”, etc. Em outras palavras, nestes casos a palavra Dimensão não está em seu conceito ordinário ou matemático. Continuar lendo “Dimensões e Tolices”

Como a fé bíblica se protege dos críticos

biblical_errancy.jpg C. Dennis McKinsey
(extraído do livro “The Encyclopedia of Biblical Errancy”)

Qualquer filosofia, teoria ou ideologia que se baseia essencialmente na fé, irracionalidade e obediência cega a alegações, propostas e promessas não comprovadas é altamente vulnerável a críticas e ataques. As afirmações de gente que se baseia mais na fé que na razão, mais na crença que em provas, mais na obediência que no livre exame e mais na superstição que na ciência estarão sempre sujeitas à contestação e à refutação.

A estratégia básica do Novo Testamento em resposta a estes problemas consiste na solificação e no isolamento. Os adeptos são levados a se tornarem tão firmes em sua fé que nenhuma evidência em contrário será capaz de abalar sua decisão. A atitude que o Novo Testamento procura criar é “Eu não me importo com nenhuma evidência que possa existir que prove que vários fenômenos ou preceitos no Novo Testamento são fraudulentos e que o livro é basicamente uma ferramenta de doutrinação usada por um grupo dominante. Se está na Bíblia, então é verdade”. Depois que este ponto de vista foi gravado na mente, a porta se fecha para qualquer outro diálogo. A razão não é mais necessária, Jesus está no controle. Continuar lendo “Como a fé bíblica se protege dos críticos”

Informação e Conhecimento

Extraído do livro “O Mundo assombrado pelos demônios”

desconexao.jpgQuando desci do avião, uma pessoa me esperava, tendo nas mãos um papel com o meu nome. Era o motorista que os organizadores da conferência de cientistas na TV amavelmente haviam me providenciado. “Permite que lhe faça uma pergunta?” ele disse, enquanto esperávamos minha bagagem. “Não dá confusão você ter o mesmo nome do daquele cientista?” Eu não entendi. Estaria ele me gozando? “Sou eu o cientista”, respondi. Ele sorriu: “Desculpe. Pensei que você tinha o mesmo problema que eu”. Estendeu a mão e se apresentou: “Meu nome é William F. Buckley”. O nome era muito parecido com o de um polêmico entrevistador de televisão. Já no carro, me confessou que estava encantado por saber que eu era “aquele cientista” e indagou se havia algum inconveniente em que me fizesse algumas perguntas sobre ciência; mas não foi sobre ciência sobre o que falamos. Continue lendo »

Alquimia

alquimista_01a.jpgTodos nós já ouvimos falar sobre “alquimia”. Muitos vêem como algo hermético, cheio de “saberes ocultos”, com conceitos mágicos apenas ao alcance de iniciados. Mas não é bem assim. Sua história mostra que nada tinha de “mágico” ou “hermético” na antigüidade. Na verdade, era uma ciência como todas as de hoje. Uma ciência que evoluiu e acabou recebendo outro nome. Mas, como começou a alquimia mesmo? Qual o seu nome atual?

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Tabela Periódica

professor_quim.gifTão importante como um tubo de ensaio, a tabela periódica é um importante instrumento de auxílio para o químico. Recomenda-se que não se saia de casa sem ela… Ela é necessária, pois decorar as informações de todos os elementos seria impossível. Mas, como foi que surgiu esta poderosa ferramenta de consulta?

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