
Em 2003, Scott McNealy, então CEO da Sun Microsystems, disse uma frase que o mundo da tecnologia fingiu não ter ouvido: “Você não tem privacidade. Supere isso.” À época, algumas pessoas riram nervosamente, como quem ouve uma piada de mau gosto num jantar de família. Hoje, vinte e dois anos depois, um homem chamado Sammy Azdoufal se sentou no sofá com a intenção de conectar seu aspirador robô a um controle de PlayStation 5, e acidentalmente se tornou o senhor absoluto de quase sete mil lares espalhados por vinte e quatro países. McNealy não estava sendo cínico. Estava sendo profético! Continuar lendo “O homem que virou o Deus dos Aspiradores”



Com essa, sir Nigel Irvine ajeitaria o óculos e murmuraria "deveras fascinante". Os agentes do Serviço Secreto de Informações – muitas vezes chamado erroneamente de MI-6 – estão debruçados sobre uma mensagem secreta. Bem, coleta e análise de informações é algo corriqueiro numa agência de serviço secreto, ainda mais quando é uma mensagem codificada. O diferencial é que esta mensagem é velha, bem velha. Ela é da 2ª Guerra Mundial e ainda estava presa ao seu transportador: um pombo-correio.
Mais que um grande físico, cientista e laureado com prêmio Nobel, Richard Feynman tornou-se uma lenda. Se ele tivesse escolhido ser químico, teria alcançado a perfeição absoluta que só os grandes possuímos. Infelizmente, o modo jocoso lhe trouxe alguns probleminhas, onde o próprio Niels Bohr só faltou colocar um chapéu colorido e perguntar-lhe se Feynman não ia com a cara dele. Outro que muito provavelmente não via Feynman com bons olhos era J. Edgar Hoover, mas isso não era novidade, já que ele não ia com a cara de ninguém, a não ser Walt Disney, que era muito legal com as crianças, mas dedurou tudo que foi artista de Hollywood.
O que difere os seres humanos do mundo natural é que não precisamos desenvolver tecnologias na base da Seleção Natural, onde as modificações são lentamente testadas, descartadas, testadas de novo ad infinitum, até que algo mostre que é realmente útil e faz diferença para o determinado ser vivo. Obviamente, isso não adiantará muito se ocorrer algum desastre natural que acabe dizimando quase tudo pela frente, ou alguma mutação doida crie uma cilada evolutiva. Não, nós não precisamos o velho sistema de tentativa-e-erro,e se a Natureza fez o favor de ir testando e selecionando ao longo dos bilhões de anos de história evolutiva, só mesmo um idiota começaria a reinventar tudo do zero, e foi isso que os pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, fizeram: tomaram pássaros como modelos, onde alguns loucos estudam maravilhosas máquinas voadoras.