Guia confiante prova que confiança mata

Existe uma conquista da civilização que ninguém celebra porque todo mundo assume que já estava resolvida: descobrimos, ao longo de uns quarenta mil anos de tentativas, que altura mata. Não de forma metafórica, não condicionalmente, não dependendo do humor do dia. Literalmente, sem exceções cadastradas desde o Paleolítico. A Gravidade é aquele funcionário público que nunca faltou um dia sequer, não tira licença, não aceita propina e não tem o menor interesse em como você se sente a respeito dela, por isso todo mundo a detesta e ela está pouco se dando para o que você pensa. Você pode questionar a democracia, a fé, o capitalismo, o resultado do jogo de ontem. Questionar a Gravidade é uma discussão com desfecho garantido, e o garantidor não é você.

E ainda assim, toda semana, alguém olha para uma rocha íngreme e pensa a frase mais cara da história evolutiva da nossa espécie: Comigo dá.

Mais uma vez, não deu. Continuar lendo “Guia confiante prova que confiança mata”

O homem que quis carregar o Império e acabou esmagado por ele

Há muitas maneiras de um rei morrer. Batalha, envenenamento, conspiração de corte, uma queda não muito discreta das escadas do palácio e até comer demais. A História está cheia de monarcas que partiram desta para melhor de formas que fariam corar qualquer roteirista de tragédia grega. Mas poucos conseguiram a façanha de Ying Dang, o Rei Wu, do reino de Qin, que em 307 A.E.C. decidiu provar ao mundo que era o homem de maior proeza atlética do Período dos Reinos Combatentes, e foi literalmente esmagado pela própria ambição. No caso dele, a ambição tinha a forma de um caldeirão de bronze do tamanho de uma banheira de hidromassagem imperial. Continuar lendo “O homem que quis carregar o Império e acabou esmagado por ele”

Mortes Insólitas de famosos (ou não tão famosos)

A história adora vender a ideia de que grandes nomes têm finais à altura: discursos solenes, últimas palavras memoráveis e um certo ar de grandeza inevitável. Mas basta folhear com um pouco mais de atenção para perceber que a realidade, como sempre, prefere o improviso e, frequentemente, o ridículo. Entre gênios, artistas, guerreiros e cientistas, há uma coleção nada pequena de pessoas brilhantes que não caíram em batalha nem sucumbiram a grandes tragédias, mas sim a erros banais, decisões questionáveis e coincidências que fariam qualquer roteirista ser acusado de exagero.

Olhando de soslaio para ve se Dona Morte tá atrás de mim, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Mortes Insólitas de famosos (ou não tão famosos)”

Quando ser Rei não salva de morrer de forma ridícula

Ser rei parece o máximo no papel: castelos, coroas, poder absoluto. Mas a história tem um senso de humor macabro e adora nos lembrar que nem todo o ouro do mundo compra uma morte digna. Enquanto o cidadão comum geralmente parte desta vida de forma discreta, alguns monarcas conseguiram a proeza de transformar seus últimos momentos em episódios tão absurdos que fariam até os filmes do Leslie Nielsen parecerem documentários da BBC.

Aqui vai um listão de mortes ignominiosas, esquisitas e… ok, admito: hilárias. Continuar lendo “Quando ser Rei não salva de morrer de forma ridícula”

Mortes Insólitas de Imperadores Romanos

O Império Romano, famoso por seus gladiadores, campanhas militares e guerras civis, também produziu algumas das mortes mais absurdas da história – especialmente entre seus imperadores. Estes governantes, que comandavam um dos maiores impérios do mundo, frequentemente sucumbiam não apenas às intrigas políticas, mas também às suas próprias escolhas (e, em alguns casos, a puro azar). Vamos explorar essas tragédias épicas com um toque de humor, porque, convenhamos, alguns desses finais são dignos de roteiro de comédia sombria. Continuar lendo “Mortes Insólitas de Imperadores Romanos”