
Existe uma máxima não escrita no mundo da arqueologia: cave fundo o suficiente e você vai encontrar merda. Literalmente. Mas raramente essa merda vira manchete internacional, é avaliada como “tão insubstituível quanto as Joias da Coroa” e acaba exposta num museu com toda a pompa que normalmente reservamos para relíquias sagradas e tesouros perdidos. Esta é a história do Coprólito do Lloyds Bank, possivelmente o cocô mais famoso da história ocidental; e não, não estou falando do sistema financeiro em 2008.
Ah, e quando falei “essa merda”, não é ofensa ou xingamento, é exatamente o que um coprólito é. Continuar lendo “A Saga do Coprólito Viking”






Vikings formaram uma civilização fascinante. Ok, que eles saíam saqueando terras alheias, estupravam as mulheres, pegavam escravos etc. Bem, pessoal admira os gregos e romanos, sendo que estes nunca foram bonzinhos. Vikings não perdem em termos de selvageria em nada para outras civilizações, como o que os espanhóis e portugueses andaram aprontando durante o período das grandes navegações ou o alvorecer do império britânico.
Vikings foram o povo mais badass que eu conheço. Com eles não tinha essa de ser mais ou menos bonzinho pra te ferrar depois, eles já partiam pra porrada. Só que como grandes navegadores, seria inevitável uma troca, ainda que não tenha sido essa sua intenção. Entre elas estava uma família de camundongos, que acabaram sendo os pais de muitas espécies de roedores caseiros que, se dermos sopa, se mudam para nossas casas sem pagar aluguel.
Vikings são um dos povos que mais desperta curiosidade. Desde seus rituais sangrentos durante uma cerimônia fúnebre, segundo o mentiroso Heródoto (o qual pode ter relatado muitas coisas, mas também inventou um monte de besteiras, além de colocar deuses e divindades no meio de acontecimentos que ele sequer presenciou), até o proverbial – e igualmente fantasioso – capacete com chifres, os vikings sempre despertaram mais que a curiosidade, mas até mesmo sensos nacionalistas, chegando ao ponto de servirem de inspiração para Himler, que usou a