Artigos da Semana 322

Hoje é um domingo que é sábado, já que amanhã é feriado e eu estou aqui no bem-bom descansando, como convém a idosos como eu. Vocês jovens que se ralem de trabalhar. Aí, ó. A calçada tá suja e a ia tá imunda. Vão lá limpar. Depois podem ler o que foi postado durante a semana!

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O bolo de Ea-Nasir (sim, aquele pior comerciante da História)

Vocês conhecem a história de Ea-Nasir, o vendedor de cobre vagabundo e trapaceiro que eu já apresentei por aqui como o pior comerciante da História. Ele vendia cobre saído do Golfo Pérsico para a Mesopotâmia, ostentava o cargo oficial de “Alik Dilmun” — importador licenciado que ia até o atual Bahrein trocar prata, cevada e tecido por metal — e morava numa casa de sete cômodos com capela particular, escavada nos anos 1920 pelo arqueólogo Leonard Woolley, que resolveu batizar as ruas de Ur com nomes ingleses só porque podia. Resultado: o maior vigarista documentado da Idade do Bronze mora, para efeitos de citação acadêmica, na Old Street número 1.

Mas tem algumas coisinhas que eu não falei. Continuar lendo “O bolo de Ea-Nasir (sim, aquele pior comerciante da História)”

Balloonfest ‘86: quando lembramos que há um lugarzinho quentinho para boas ideias

Toda cidade americana decadente já teve aquela ideia genial de marketing que parecia infalível no quadro branco e virou motivo de piada nacional. Cleveland, nos anos 1980, tentava desesperadamente deixar de ser conhecida como “a cidade cujo rio pegou fogo” (sim, aconteceu, e é outra história igualmente hilária, mas ficará pra outro dia), e alguém do United Way, ex-publicitário da Procter & Gamble, teve a epifania que só faz sentido dentro de uma sala de reuniões: por que não soltar um milhão e meio de balões ao mesmo tempo e quebrar um recorde mundial?

A ideia era muito simples, como todas as ideias mais idiotas podem ser: arrecadar fundos para a filial local do United Way e vender publicamente Cleveland como uma das cidades emergentes dos EUA. O recorde a ser batido, aliás, pertencia à Disneylândia, que tinha soltado balões no aniversário de 30 anos do parque, um ano antes. Cleveland ia superar Mickey Mouse! O que poderia dar errado?

Balonando e andando sem pensar nas consequências, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Balloonfest ‘86: quando lembramos que há um lugarzinho quentinho para boas ideias”

Homem resolve problema de incontinência graças a muito superbonder e nenhuma noção

A medicina passou o século XX aperfeiçoando antibiótico, anestesia, transplante e robô que opera a distância. Levando em conta a História da Medicina, deixamos de usar caldo de salamandra com cocô de morcego para dor de estômago para chegarmos nos mais modernos tratamentos contra diferentes tipos de câncer. Se faz cirurgias em fetos dentro das barrigas de suas mães. Então vem quem? O cerumano tosco, como um certo corno de 41 anos, em algum canto perdido do Irã, que olhou para esse cardápio inteiro e decidiu que era exagero.

Como andava com goteirinha na torneirinha, Hassan (vou chama-lo e Hassan, me processe!) achou que bastava usar algum artifício de vedar a saída. Daí ele faz o que? Passa supercola no pinto! Continuar lendo “Homem resolve problema de incontinência graças a muito superbonder e nenhuma noção”

Cocô providencial causou explosão de vida na Terra

Há coisas que a humanidade prefere não discutir à mesa do jantar, e o topo dessa lista é ocupado, invariavelmente, por aquilo que sai do corpo depois que a comida termina sua jornada. Trocamos de assunto, torcemos o nariz, e seguimos em frente falando de coisas semelhantes: eleições; no final das contas, ambos acabam sendo a mesma coisa, com a diferença que o cocô propriamente dito é um mero detalhe biológico sem maiores consequências, já que ele não faz leis, não promulga leis e nem te faz conviver com outros iguais a ele.

A Ciência, com seu talento peculiar para nos constranger, acaba de sugerir o contrário: sem excremento, você provavelmente não estaria aqui lendo isto, nem eu escrevendo, nem praticamente nada com sistema nervoso central estaria fazendo o que quer que seja em lugar nenhum do planeta. Sim, o mundo tá aqui do jeito que conhecemos por causa de uma tempestade de merda. Literalmente!

E sim, farei todo tipo de piada deprimente, depressiva, deplorável e digna do melhor da pior Quinta Série! Continuar lendo “Cocô providencial causou explosão de vida na Terra”

Artigos da Semana 321

Esta semana foi doida. Entre divulgação científica postei os dois lados antípodas de uma moeda. O lado A e lado B, o ponto positivo e negativo do uso da IA. Um para fazer o trabalho e várias pessoas, reduzindo o tempo e otimizando recursos. O outro, uma IA louca solta ano mundo digital fazendo um monte de merda.

Tudo dependendo da índole de quem digita start.bat.

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Anatomia da anatomia da invasão do Hugging Face e o que ninguém viu

Em julho, o Hugging Face sofreu um ataque maciço. Saiu em tudo que foi jornal e blogs e tecnologia (gringos, porque os blogs brasileiros estão na base de só fazer publi e escreverem bobagens irrelevantes). Dias depois, A OpenAI, dona do ChatGPT veio fazer mea culpa, me maxima culpa dando algumas explicações sobre o que ocorreu. Eu vi isso e quando saíram as informações dias depois eu percebi uma coisa em meu próprio blog. Continuar lendo “Anatomia da anatomia da invasão do Hugging Face e o que ninguém viu”

Zé Ruela sai de casa e vai pra Washington com uma guilhotina a tiracolo… porque sim!

Existem maneiras mais discretas de chegar a Washington, D.C. Você pode pegar um avião, um trem, um ônibus ou, se estiver particularmente disposto a contemplar a decadência da civilização ocidental, dirigir desde a Califórnia. Agora, atravessar a Murica Fuck Yeah! numa caminhonete carregando uma guilhotina na caçamba e estacionar nas proximidades do Capitólio é uma escolha que exige um certo compromisso com o espetáculo. E foi exatamente isso que um Zé Ruela de 35 anos resolveu fazer, já que não bastava estacionar errado. Era preciso acrescentar à infração uma mensagenzinha implícita.. ou não tão implícita assim.

Decapitando e andando pelas estradas da loucura, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Zé Ruela sai de casa e vai pra Washington com uma guilhotina a tiracolo… porque sim!”

Pedagogia inovadora resolve problemas gasosos em sala de aula

Os Teóricos da Educação passam a vida inteirinha tentando entender o sentido daquela coisa que muitos chamam de “magistério” eu chamo de “sofrimento”. Há décadas (séculos?) estão teorizando e se reunindo e pensando e debatendo o que significa ensinar em seu mais amplo significado; mas isso porque não conheceram Mrs. Sydney-Browning e sua forma de lidar com flatulências, eflúvios anais e crianças peidorreiras criando uma espécie de “Cantinho do Peidinho”.

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Artigos da Semana 320

Aqui, mais uma vez embaixo das minhas cobertas neste dia plúmbeo, contemplo as vicissitudes da vida cochilando placidamente. Na verdade, acordei só para colocar o que foi postado durante a semana. Acho que vou voltar a dormir. Até mais! ZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzz

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