O Ceticismo e a “pedra irremovível”

O Ceticismo filosófico originou-se a partir da filosofia grega. Arcesilaos (315-241 a.C.) e Carneades (213-129 a.C.) desenvolveram perspectivas teóricas, que refutavam concepções absolutas de verdade e mentira. Carneades criticava as visões dos Dogmatistas, especialmente os defensores do Estoicismo, alegando que a certeza absoluta do conhecimento é impossível. Continuar lendo “O Ceticismo e a “pedra irremovível””

Preces de terceiros não ajudam doentes

oracao.jpgNa Scientific American, edição de julho de 2006, saiu uma reportagem a respeito de uma pesquisa que visava testar o efeito das orações de pessoas em prol de doentes internados em hospitais. O resultado não é lá muito inesperado… Continuar lendo “Preces de terceiros não ajudam doentes”

Criacionistas sofrem golpes na eleição americana

criacionismo.jpgUm dos principais campeões do movimento contra o ensino da evolução, o senador Rick Santorum, do Partido Republicano, não conseguiu ser reeleito.

O movimento do design inteligente (DI), que busca contestar o ensino da teoria da evolução nas escolas públicas dos Estados Unidos, sofreu duras derrotas políticas na recente rodada eleitoral americana. Continuar lendo “Criacionistas sofrem golpes na eleição americana”

Aposta no biodiesel

Por Suzana Kahn Ribeiro
Scientific American Brasil – outubro de 2006

mamona.jpgPara superar o desafio de atender a crescente demanda por energia de forma sustentável, causando o menor impacto possível ao ambiente, é necessário buscar alternativas energéticas que possam substituir os combustíveis fósseis, mesmo que parcialmente. O limite ao uso do petróleo não vai se dar pelo esgotamento da fonte, mas pela redução da capacidade ambiental do planeta de absorver os gases oriundos de sua combustão. Neste artigo vamos defender como alternativa o biodiesel, mas antes é importante ponderar sobre a situação que nos conduz ao seu uso. Continuar lendo “Aposta no biodiesel”

Campanha pede 1 bilhão de árvores contra o efeito estufa

mudas.jpgO projeto, lançado por uma ganhadora do Nobel da Paz, pede que os participantes usem um website especial, criado pela ONU, para registrar as árvores plantadas.

A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Wangari Maathai, convocou cidadãos de todo o mundo para plantar 1 bilhão de árvores ao longo de 2007, a fim de combater o aquecimento global. “Isto é algo que qualquer um pode fazer”, disse Maathai, durante a conferência das Nações Unidas sobre a mudança climática, que levou delegados de mais de 100 países ao Quênia. Continuar lendo “Campanha pede 1 bilhão de árvores contra o efeito estufa”

Cimento

Presente tanto em casas de ricos quanto nas de pobres, em muros de casas e de presídios, em hospitais e quartéis. Não saberíamos, hoje, realizar nenhuma construção sem o auxílio dele, o cimento. Continuar lendo “Cimento”

Ainda sobre bananas e diamantes

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/profissionais.jpg&#8221; alt=”profissionais.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ /><em>Por <a href=”http://visie.com.br/blog/ainda-sobre-bananas-e-diamantes&#8221; target=”_blank”>Elcio Ferreira</a></em>

Tenho bons amigos empresários e gerentes de projeto, com os quais converso bastante. Um tema comum é o mercado de trabalho. Eles sabem que eu trabalho com treinamento e ocasionalmente me pedem para indicar um profissional. O que eu vou dizer aqui não está baseado em nenhuma pesquisa formal, mas nesses bate-papos com amigos. Parece haver um consenso entre eles: há muita gente despreparada no mercado. Não há falta de vagas, mas falta de desenvolvedores preparados para as vagas existentes.<!–more–>

Aliás, essa foi uma das coisas em que pensamos bastante antes de abrir a Visie. Trabalhar com treinamento para quem já é profissional de web é uma maneira de preencher lacunas no mercado, e isso significa ganhar dinheiro oferecendo algo de valor real, que vai fazer diferença na vida dos alunos.

Conversei anteontem com um amigo que acaba de contratar um bom desenvolvedor VB. Salário de mais de R$ 6000,00, razoável, não? Mas ele teve dificuldades em contratar. Não achava alguém que desse conta do recado.

Veja, por exemplo, essa oferta de emprego: <a href=”http://www.ubuntu.com/employment#head-27c5e9fad34a047bc0b7f0aad9c9736f9173a0d5″>Python Developer para o Ubuntu</a>. Você trabalha em casa, com Python (uau!) e num projeto Open Source. Trabalha com uma equipe grande, faz viagens ocasionais ao exterior para encontrar o resto do time e ganha em Euros!

Veja a descrição da vaga. O sujeito precisa saber Python e de experiência com Orientação a Objeto (e citam Python, Ruby, Java, C++ e C#) e com SQL. Essa é parte técnica. Parece fácil?

Além disso, o candidato precisa de um bom inglês, curso superior, responsabilidade e produtividade, trabalhar bem em equipe, conhecer TDD e metodologias ágeis, experiência com padrões de código e com arquitetura cliente/servidor. Pedem também que o sujeito goste de revisar código e discutir design de software com os colegas.

Perceba algo curioso ali. Entre as exigências para o candidato não há muita coisa a respeito da linguagem de programação ou do banco de dados. O foco está na metodologia. A questão não é com “o quê” você trabalha, mas “como”.

Peguei uma vaga pública num projeto Open Source como exemplo, mas há uma porção de oportunidades como essa por aí, com ferramentas Open Source, com .NET, com Java ou com quase qualquer linguagem atual com a qual você preferir trabalhar. Gente que está interessada em alguém que tenha no currículo não uma lista de linguagens, mas conhecimentos, e se possível experiência, que comprovem que ele sabe trabalhar <strong>bem</strong> com essas linguagens.
Veja um currículo como um milhão de outros que recebemos, na parte que diz o que o sujeito sabe fazer:

Conhecimentos avançados:
<ul>
<li>.NET (C# e VB.NET)</li>
<li>MS SQL Server</li>
<li>Oracle</li>
<li>ASP e ASP.NET</li>
<li>HTML, CSS e Javascript</li>
<li>Visual Basic 6 (e anteriores)</li>
<li>Windows DNA</li>
<li>Crystal Reports</li>
<li>Visual Studio .NET</li>
<li>Dreamweaver</li>
<li><em>… e assim por diante …</em></li>
</ul>
Troque .NET e ASP por Java, ou Python, ou Ruby, ou PHP. Troque MS SQL Server por MySQL ou Postgre e Oracle por Sybase. Troque VB 6 por Delphi ou Swing/AWT, e Windows DNA por J2EE, ou LAMP, Visual Studio .NET por Eclipse, Dreamweaver por GoLive, ou FrontPage (argh!) Variando essas opções, você vai ter varrido 95% dos currículos de programadores brasileiros.

O sujeito do currículo aí em cima me deu uma impressionante lista de siglas, mas esqueceu-se de dizer se vai escrever os testes de unidade antes do código, se só fará commit de código funcionando para o controle de versões, se seu código vai estar identado e comentado, se vai refatorar o código até que esteja em sua forma mais simples, se vai escrever pensando em reuso e documentar isso para o resto da equipe, se o HTML gerado será semântico e aproveitável pelos designers, se trabalha bem em equipe, ajuda os colegas menos experientes e escuta os mais experientes e se vai trazer ânimo, energia e bom humor para o time.

Vamos falar sobre <strong>como</strong> você trabalha, tá legal?

É importante ter uma impressionante lista de siglas em seu currículo, principalmente se você for usá-las. Mas apenas conhecer linguagens e ferramentas não faz de você mais do que um <a href=”http://en.wikipedia.org/wiki/Code_monkey”>Code Monkey</a>.

Digamos, por exemplo, que eu precise de um programador com experiência em testes de unidade. Não vou pesquisar por uma linguagem específica porque assim fica mais fácil encontrar algum com experiência em testes de unidade, embora, numa situação real, eu fosse procurar um com experiência em testes de unidade <strong>e</strong> Java (ou Python, ou C#, ou Ruby, ou PHP…) Bom, vamos lá: <a href=”http://www.apinfo.com/”>www.apinfo.com</a&gt;

Veja os resultados da pesquisa agora:
<ul>
<li>TDD: 0 currículos</li>
<li>teste de unidade ou testes de unidade: 0 currículos</li>
<li>teste unitário ou testes unitários: 7 currículos</li>
<li>unit test ou unit tests: 0 currículos</li>
<li>extreme (porque o pessoal da extreme programming trabalha com testes de unidade): 13 currículos</li>
</ul>
Percebeu? Treze currículos no Brasil inteiro. Para comparar, faça uma pesquisa por PHP ou mesmo Python.
Um bom programador aprende uma linguagem nova em uma semana, e se torna fluente e produtivo nela em poucos meses. <strong>Como</strong> você trabalha é muito mais importante que <strong>com o quê</strong>. Como você desenha o software, como você analisa e resolve problemas de software, como você assegura que seu software funciona bem, como você se assegura de que outras pessoas da equipe não irão quebrar seu software, de que outra pessoa poderá continuar seu trabalho, de que não terá que reescrever todo o sistema se o cliente mudar uma regra de negócios?

Um de nossos objetivos para o próximo ano é oferecer a nossos alunos a possibilidade de obter esse conhecimento. Quem for ao <a href=”http://visie.com.br/workshop/&#8221; title=”Workshop Produtividade Web 2.0″>Workshop de Produtividade</a> entenderá do que estamos falando. Chega de perder tempo, você precisar trabalhar rápido e ter completo controle sobre o que está fazendo.

Você pode nos ajudar, deixando o seu comentário, nos dizendo <strong>como</strong> você trabalha. Como faz para ser produtivo e garantir a qualidade do seu trabalho?

Projeto sobre Internet foi mal interpretado, diz Azeredo

privacidade.gifDepois de ter o projeto sobre o controle da Internet retirado da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) afirmou hoje que a proposta foi mal interpretada. Segundo Azeredo, relator do projeto, a medida tem como principal objetivo o combate aos crime cibernéticos e não deve ferir a privacidade do usuário da rede.

“O que se fala é de um cadastramento do usuário apenas uma vez, quando se contrata um provedor, semelhante ao contrato com uma empresa de telefonia, quando se compra um telefone”, disse ele, em um debate na rádio CBN com o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). Continuar lendo “Projeto sobre Internet foi mal interpretado, diz Azeredo”

Nosso primeiro bebê

por Christopher P. Sloan
National Geographic Brasil – novembro/2006

Zeresenay Alemseged tem dois filhos pequenos. Um deles é Alula, um menino que passa a maior parte do tempo no colo da mãe em uma casa térrea de Adis-Abeba, capital da Etiópia. O outro é uma menina de 3 anos que passou 3,3 milhões de anos incrustada em arenito, até que o cientista etíope e sua equipe retirassem seus ossos fossilizados do bloco rochoso. Foi um longo e lento renascimento para um bebê que viveu na aurora da humanidade.
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Inscrições em rochas são a forma mais antiga de escrita do Novo Mundo

Existem fortes indícios de que a civilização mais antiga do México e da América Central possuía um sistema de escrita. Ao analisar um bloco de rocha coberto por uma seqüência de símbolos desbotados, o antropólogo Stephen Houston, da Universidade Brown, nos Estados Unidos, e seus colegas declararam se tratar de uma amostra da primeira forma de escrita do Novo Mundo. As inscrições datam de cerca de 900 a.C. ou mais, e pertencem à primeira sociedade complexa da região, a Olmeca. “Imagine decifrar a escrita dessa civilização extraordinária, que conhecemos há 100 anos. Isso permitiria conhecer muito mais sobre ela do que somente por meio de seus artefatos”, diz Houston. Os resultados do estudo foram publicados na revista Science de 15 de setembro. Continuar lendo “Inscrições em rochas são a forma mais antiga de escrita do Novo Mundo”