Homeopatia desmascarada
Por: Ana Luiza Barbosa de Oliveira
Introdução
Quase todo mundo já deve ter tomado remédios homeopáticos. Eles são considerados seguros e não causam efeitos colaterais como os remédios da alopatia (medicina tradicional), sendo freqüentemente usados por pais zelosos no tratamente de doenças infantis. No entanto, a maioria das pessoas que utiliza a homeopatia tem apenas uma vaga idéia de como estes remédios são preparados.
Apesar de largamente difundida, a prática da homeopatia tem inúmeros críticos. Sua forma de preparação faz com que os remédios homeopáticos não contenham um princípio ativo químico em quantidades mensuráveis, sendo sua ação baseada em uma suposta transmissão de energia capaz de curar a doença em questão. Este conceito é largamente contestado por não estar de acordo com o conhecimento científico atual e a eficácia deste tipo de remédio ainda não foi claramente determinada por estudos experimentais independentes.
No Brasil, a homeopatia é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina, o que faz com que as críticas a esta prática partam, geralmente, de profissionais de outras áreas, como a química e a biologia. Profissionais da área médica que não concordam com a homeopatia são impedidos de criticá-la abertamente devido a seu código de ética.
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domingo, 6 de abril de 2008 às 11:48
André
Outro assunto que acho interessante e que só encontrei no site Ockhan (que anda meio abandonado) é sobre as mensagens subliminares. Muita gente acredita que essa bobagem pode influenciar alguém. Eu gostaria até de mandar um artigo para o blog de vocês sobre isso, mas não tenho competência para escrever um.
Abraços
Jeferson
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sábado, 12 de abril de 2008 às 20:04
As hipóteses do fundador da homeopatia de acordo com o artigo, foram publicadas no século XVIII, e o eixo central de toda esta “pesquisa” sobre homeopatia, tem como base o princípio vitalista na antiguidade.
Hipócrates em 370 aC era um vitalista. Ele acreditava que a matéria viva compreendia a tal energia vital, que proporciona aos seres vivos características especiais. Dizem que a ‘fase hipocrática’ é usada ainda hoje pra caracterizar o doente na iminência de morte no momento em que esta energia se extingue de um ser. Os médicos como o artigo tratou não falam mesmo de seu ceticismo diante este quase curandeirismo mesmo por que existem médicos que prescrevem práticas homeopatas não sendo então geral em toda classe médica. São as heranças da proto ciência de que todo corpo enfermo assim está por possuir uma alma enfêrma manifestando-se ou dando indícios por estados emocionais.
Voltando a hipócrates, ele sustentava que cada caso era um caso. A manifestação da doença não dependia apenas de sua natureza, mas também do doente e de seus hábitos de vida. Isso explicava por que uma mesma enfermidade podia evoluir de forma diferente em pessoas distintas. Já havia na antiguidade a consciência do tratamento individual do doente. Porém não justifica utilizar métodos tão arcaicos hoje em dia pelo que se sabe das doenças e seus mecanismos mais elementares.
Sabemos que as doenças nada tem a ver com uma alma ‘enferma’ ou alguma ‘energia’ vital em estado de deterioração. Isto me lembra do que o médico Dráusio Varella dizia quando via seus pacientes em estado de depressão quando tinham câncer culpando-se por terem tido o câncer, como se a doença fosse única e exclusivamente culpa do portador. Esta é uma característica tipicamente cristã, o homem culpar-se por todos os males mesmo que desconheçam suas causas!
A promoçaõ para o ‘equilíbrio natural’ era uma das palavras-chave na antiguidade e foi sendo desenvolvida até a idade média e a gente pode até encontrar na medicina atual e suas contradições apontadas por outros profisisonais da saúde. Estranhamente o que se vê hoje de práticas de cura como feitas na antiguidade vemos hoje. Só por curiosidade, Cornelius Celso um estudioso de medicina na era medieval era rigoroso em suas terapêuticas. Era um crítico severo no uso de práticas com ervas e plantas medicinais e de encantamentos para alívio ou cura de moléstias. Ele considerava as práticas de encantamento não só eram insipientes como não-religiosas. (Claro que a religião não poderia ficar de fora, mesmo com alguns lapsos de lucidez). Celso rejeitava a idéia hipocrática de que o corpo possuída forças curativas naturais. Incrível como existem médicos hoje em dia impregnados pela idéia que a natureza não faz nada sem propósito! Me parece que há forças sim…mas aquelas que estã na contra-mão da história impulsionadas pela ignorância.
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