O Navio de Teseu das abelhas

Biólogos são criaturas fascinantes. Eles passam mais de um século tentando responder uma pergunta que parece simples: onde termina um organismo e começa uma sociedade? Parece até algo que aquela inutilidade chamada Filosofia diria, mas biólogos realmente levam a sério e a pergunta é direta e precisa, não alguma bobagem metafísica. Em 1910, William Morton Wheeler olhou para um formigueiro e viu operárias e rainha funcionando como tecidos diferentes de um mesmo corpo. A ideia de “superorganismo” pegou. A colmeia, nessa leitura, deixa de ser um grupo de insetos e vira um único bicho com milhares de células aladas e o sistema reprodutivo entregue a uma única fêmea.

Pois bem: se a colmeia é um organismo, ela tem ciclo de vida, nasce, cresce, se reproduz e morre, certo? Errado, ou pelo menos esse “certo” nunca foi consenso. Uma revisão científica recém-publicada resolve atacar a questão de frente e propõe que boa parte da literatura sobre abelhas melíferas trocou pais por filhos e passou décadas medindo o ciclo de vida de uma entidade que, em essência, estava de cabeça para baixo. Continuar lendo “O Navio de Teseu das abelhas” →

Pesquisa indica que colônias de insetos funcionam como “superorganismos”

Nem todos puderam ver como funciona uma colmeia. Como toda colônia de insetos, ela funciona de modo muito semelhante a um organismo individual, onde cada membro da colônia age como se fosse uma célula, e um grupo dentro dessa colônia funciona como um órgão.

Colônias assim agem como se fossem um “superorganismo”, e isso não acontece só com abelhas, mas com formigas e outros insetos também, onde o comportamento cooperativo garante a segurança e manutenção otimizada, de forma a garantir a sobrevivência de todo o grupo. Como dito, trata-se de uma similaridade a um organismo vivo individual, onde o todo é muito mais que a soma das partes. Continuar lendo “Pesquisa indica que colônias de insetos funcionam como “superorganismos”” →