O Brasil que odeia superdotados

Eu sempre digo, com justa propriedade, que o Brasil odeia ciência, mas a verdade é que eu estou sendo até getil com isso. O Brasil não odeia só ciência e cientistas. Odeia qualquer pessoa com um mínimo de capacidade a mais. No caso de superdotados, então, pior ainda. Na cartilha pollyanística, todos nós somos capazes, todos somos iguais, mesmo os mais lentinhos.

Deixem-me contar o segredinho: existem pessoas medianas, existem pessoas com deficiências e existem pessoas superdotadas. Eu tive mais um vislumbre do câncer educacional que reina neste país ao ler a história comovente de dois superdotados, mas com destinos muito, muito diferentes.

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