A plastisfera da Antártida

Por Pere Monràs i Riera e Elisenda Ballesté

A Antártica, o continente mais remoto, inóspito e intocado do mundo, não está livre da poluição marinha. Onde a atividade humana vai, os detritos plásticos inevitavelmente a seguem.

O que os primeiros exploradores dessa região selvagem gelada poderiam pensar hoje, ao descobrir um continente transformado por atividades pesqueiras permanentes, estações de pesquisa, presença militar, turismo e todos os seus impactos ambientais? Entre eles, destaca-se a poluição plástica, que criou um novo nicho ecológico único no oceano. Continuar lendo “A plastisfera da Antártida”

Elementos-traço zoando com ecossistemas marinhos

Estamos acostumados a ouvir todos os dias que as mudanças climáticas vão ferrar a vida vida das pessoas, aumentando temperaturas, mudando o clima e fazendo com que seu chefe sempre chegue perto de você quando estiver dormindo no trabalho. Bem, além disso tudo, mudanças climáticas também afetam a química dos oceanos de maneiras que muitas vezes passam despercebidas, moldando o planeta da pior maneira possível.

Um dos aspectos menos discutidos, mas igualmente cruciais, é como essas mudanças afetam os elementos-traço nos ecossistemas marinhos costeiros. Esses elementos, que incluem tanto nutrientes essenciais quanto contaminantes tóxicos, desempenham um papel vital na saúde dos oceanos e, por extensão, na nossa própria saúde. Quem poderá nos proteger? Continuar lendo “Elementos-traço zoando com ecossistemas marinhos”

Restaurante zueiro batiza uma das suas bebidas em homenagem a um lago imundo

Poluição é algo triste e faz muita gente chorar. Obviamente, enquanto muitos choram, outros vendem lenços… ou manguaça. Manguaça é um ponto agregador de todos os indignados, já que eles normalmente não conseguem que suas indignações sejam ouvidas, então, só resta encher a caveira de mé. Tendo isso em mente, um restaurante indiano decidiu criar um coquetel inspirado na poluição do imundo Lago Varthur. Sim, você leu corretamente. Em uma cidade conhecida por seus lagos espumantes e poluídos, agora temos um coquetel para comemorar… a poluição? Continuar lendo “Restaurante zueiro batiza uma das suas bebidas em homenagem a um lago imundo”

Mercúrio: das usinas de carvão para nossas mesas

O debate em torno dos impactos ambientais das usinas de energia a carvão ganha uma nova dimensão com um estudo que investiga o caminho do mercúrio, um metal tóxico, desde essas instalações até os peixes que acabam em nossas mesas. Um estudo revela uma conexão preocupante entre as emissões de mercúrio das usinas de carvão e a presença desse metal nos alimentos que consumimos. Continuar lendo “Mercúrio: das usinas de carvão para nossas mesas”

Poluição das usinas a carvão é muito pior do que se imaginava

Todo mundo sabe que usinas a carvão e óleo são extremamente poluentes e que as partículas de poluição do ar emitidas por estas usinas – principalmente as de carvão – são mais prejudiciais à saúde humana do que muitos especialistas imaginavam, e é mais do que duas vezes mais provável que contribuam para mortes prematuras do que as partículas de poluição do ar de outras fontes.

Para saberem qual o impacto que as usinas a carvão tem sobre as pessoas, pesquisadores mapearam como suas emissões viajam pela atmosfera. O estudo de caso levou em conta as usinas a carvão dos EUA, então, os pesquisadores relacionaram as emissões de cada usina com registros de mortes de americanos com mais de 65 anos no Medicare.

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Arábia Saudita diz que reduzir petróleo é fora de cogitação, se ferra aí

Se você acompanha os noticiários, deve estar sabendo que está rolando a COP28. COP significa “Conferência das Partes”, em que as chamadas “partes” são os países que assinaram o acordo climático original da ONU em 1992, parta depois ignorarem solenemente. Eu me lembro da ECO92. Muito blábláblá, exército na rua para garantir segurança e… só. Agora, está rolando o 28º encontro, e já sabemos o que vai ser resolvido, não sabemos?

Vou dar uma pista. Continuar lendo “Arábia Saudita diz que reduzir petróleo é fora de cogitação, se ferra aí”

Um camelódromo de roupa no meio do deserto

Eu vi comentarem sobre o imenso lixão de roupas no Deserto de Atacama, no Chile. Isso não é recente, há décadas este lixão está lá, e vai crescendo, crescendo, crescendo… aquilo é que nem algo meu, que não para de crescer: a fatura do meu cartão. A área do Deserto do Atacama está se tornando uma das principais regiões de descarte de roupas em crescimento global, devido à produção acelerada de roupas baratas e “de grife”, conhecidas como fast fashion (ou “moda rápida”), sendo essencialmente moda de baixo custo. Esse fenômeno resultou em um alarmante desperdício, em que as empresas não têm onde enfiar essas roupas (eu tenho excelentes sugestões) e, por isso, jogam lá no meio do deserto e seja lá o que os deuses incas quiserem. Continuar lendo “Um camelódromo de roupa no meio do deserto”

COVID provocou mudanças climáticas?

As emissões de gases de efeito estufa diminuíram um pouco durante o primeiro ano da COVID, mas não o suficiente para causar um impacto duradouro. Ainda assim, foi perceptível a mudança graças a menos viagens e menos carros na estrada, significando melhor qualidade do ar, embora com um preço alto que foi pago.

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A torneira que emporcalha tudo

Todo ano, há sempre grandes discussões entre vários países sobre a polui;ção por plástico. Obviamente, nunca leva a nada, já que ninguém quer ficar sem os plásticos, uma alternativa barata e eficiente de ser produzida. Ok, é poluente, mas qual alternativa tão barata quanto?

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Os efeitos do CO2 nas águas do Golfo do México

Um dos grandes problemas da quantidade enorme de dióxido de carbono no ar é que ele vai pros oceanos. A boa notícia é que CO2 é pouco solúvel em água, e o pouco que se dissolve gera um ácido bem fraco. A má notícia é que isso é totalmente irrelevante dada a imensa quantidade de CO2 emitido, o que efetivamente causa acidez nos oceanos. Ok, seria pior se fosse SO3, mas a parte pior é que a poluição atmosférica também conta com óxidos de enxofre e nitrogênio.

Tomando por base o Golfo do México, pesquisadores estudam a taxa de acidificação das águas marinhas, com grandes quantidades de CO2 se dissolvendo cada vez mais no oceano aberto do referido golfo, com taxas semelhantes às medidas no oceano aberto do Atlântico e Pacífico.

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