
Tudo o que nós temos hoje em termos de cultura no tocante a obras antigas deitadas por escrito é graças aos eruditos árabes e aos monastérios cristãos. O ato de recolher, compilar, copiar, guardar, armazenar e, mais importante, impedir que algum débil mental usasse para fazer fogueiras ou limpar a bunda preservou uma miríade de obras.
Não que alguns débeis mentais não tivessem oportunidade de queimar e limpar a bunda com inúmeros trabalhos e textos que hoje estão perdidos.
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Quando pensamos em obras medievais, a primeira coisa que nos vêm à cabeça são os pergaminhos. Uma técnica que apresenta melhor qualidade que o papiro e se mantém com qualidade depois de séculos. Claro, tudo depende de como ele foi costurado e feito em livros, com capas grossas e bem armazenado. Parte das técnicas se perderam, mas ainda é fascinante como o homem medieval produzia trabalhos de altíssima qualidade, seja pelo conteúdo cultural desses livros, como do ponto e vista artístico, com aquelas capaz lindas e fabulosas iluminuras.
Há a expressão que determinada coisa ou pessoa é “um livro aberto”, significando que é facilmente “lido”, isto é, facilmente de se conhecer e antecipar as atitudes. Isso, obviamente, vem do conceito que é preciso abrir um livro para se conhecer o conteúdo lá dentro, e um livro aberto é muito mais fácil de se saber o que tem dentro. O problema é que livros antigos, verdadeiras raridades, não podem ficar expostos ao ar, ou sus páginas irão se deteriorar rápido. Em contrapartida, é um crime ter uma preciosidade dessas e não desvendar os segredos de suas páginas. Pode a Ciência ajudar?