Neurônios agora têm controladores de tráfego

Neurônios, como toda criança problemática, às vezes surta e pensa que pode fazer o que quer, como coisa que células conseguem pensar. Eu sei que você pode achar que isso é algum tipo de piadinha, mas não é. Neurônio NÃO PENSA. O "pensamento" nosso de cada momento é formado por um fluxo de elétrons que fica saracoteando de lá pra cá, graças às propriedades físicas e químicas das células em questão. A estrutura do neurônio dependerá muito dos seus vizinhos, pois ele precisará estabelecer ligações sinápticas. Entenderam onde eu quero chegar? Não? Então continuem lendo.

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A história do mineral que guiou os Vikings

Vikings são um dos povos que mais desperta curiosidade. Desde seus rituais sangrentos durante uma cerimônia fúnebre, segundo o mentiroso Heródoto (o qual pode ter relatado muitas coisas, mas também inventou um monte de besteiras, além de colocar deuses e divindades no meio de acontecimentos que ele sequer presenciou), até o proverbial – e igualmente fantasioso – capacete com chifres, os vikings sempre despertaram mais que a curiosidade, mas até mesmo sensos nacionalistas, chegando ao ponto de servirem de inspiração para Himler, que usou a Siegesrune dupla como símbolo da infame Schutzstaffel, conhecida e temida pela sua sigla: SS.

Como eles estavam já navegando por aí uns 900 anos antes de idiotas resolverem ter a "brilhante" ideia de exterminar a metade do mundo (e muito provavelmente escravizar a outra metade), os vikings não podem ser culpados disso e quase mil anos depois, ainda estamos tentando entender como aquele pessoal se aventurava no mar com um barco que não oferecia grande abrigo, além de suas técnicas de navegação.

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Da beleza que nós não vemos

O cérebro é um projeto inteligente que demonstra como o projetista andava bêbado durante a sua criação. É um dos mais porcos sistemas jamais criados, incrivelmente feito na base da gambiarra macgaiverista. Qualquer dia, um exame mais profundo demonstrará que ele foi feito com chiclete, fita veda-tudo e cortado ao meio com um canivete suíço.

Nossos avós diziam que a beleza está nos olhos de quem vê (pergunte a qualquer mulher de jogador de futebol), mas o inverso também é verdade. Nossos olhos, tão malfeitos quanto nossos cérebros, são capazes de ver coisas que não existe, pois a Gambiarra-Mor processa tudo de qualquer jeito.

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A silhueta que dá um baile na sua mente

Eu sei que você conhece a figura ao lado. É a famosa bailarina usada em muitos testes psicológicos, afim de determinar se você pensa "com a esquerda" ou pensa "com a direita", apesar de isso não ter nada a ver com a Imprensa Golpista. Esta animação é uma ilusão de óptica criada pelo webdesigner Nobuyuki Kayahara. Junto a ela vinha a pergunta: "Qual a direção é a dançarina está girando?" Ou seja, a dançarina está girando no sentido horário ou anti-horário?

Com o tempo, sugiram vários testes psicológicos tentando extrair alguma informação de uma resposta que só admite duas alternativas: 1ª) Ela gira para a esquerda; 2ª) Ela gira para a direita. Nossos amiguinhos possocólogos conseguiram descobrir se você é emotivo, racional, se pensa com o lado direito, esquerdo, centro-avante ou na zaga do cérebro.

Mas as coisas nunca são tão simples assim. Nunca.

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A Terra não é plana. A Lua é.

Se você mora numa vasta planície, um campo aberto com montanhas bem longe, é tentador pensar que se vive num mundo chato feito pizza. Mas basta subir alguns metros que, ao longe, nota-se a curvatura da Terra. Ao ver montanhas à grande distância, é inevitável pensar que ali é a borda do mundo e a parede que impede que nós despenquemos para o vazio, como se fosse um imenso parapeito. Os hindus antigos achavam que o mundo era discoide e estava repousado nas costas elefantes apoiados sobre uma imensa tartaruga, lenda aproveitada por Terry Pratchett em seu antológico Discworld (LEIA-O, é uma ordem! Sua vida terá novo significado).

Hoje sabemos que a Terra não tem formato de pizza (ok, alguns ainda acham que sim), mas isso nos traz lembranças do quão pouco sabíamos e éramos a nos apegar ao senso comum. E mesmo hoje, com todo o nosso desenvolvimento científico e tecnológico, a Natureza ainda nos prega peças, como mostrar que a Lua, nosso satélite natural, é tão achatado quando se pensava da Terra de outrora. Com a diferença de termos evidências fotográficas disso.

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Visão de robôs pode ser melhorada com olhos semelhantes aos de abelhas

abelha.jpgNeurobiólogos alemães estudam como se pode melhorar a visão de dispositivos robóticos. Como ainda não dispõem de cérebros positrônicos de platinirídio, ainda está cedo para termos um senhor Data, mas podemos ter pequenos robôs voadores, capazes de se deslocarem pelo ar tranquilamente. O problema é na questão do campo visual. para tanto, o estudo se direcionou para uma das melhores ferramentas visuais existente no mundo natural. Não o olho humano, notadamente uma gambiarra evolutiva com um tosco ponto cego divinamente planejado por um desenhista míope. O órgão escolhido foi o olho de um himenóptero m particular: abelhas.

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O que os olhos vêem, o cérebro processa (ou não)

ilusao-optica.jpgSomos muito dependentes de nossa visão. Achamos que é o principal sentido do corpo (não é), pois estamos acostumados a procurar com os olhos e esquadrinhar o ambiente em que vivemos com uma varredura de olhar. Só que nada é perfeito nos organismos vivos, apesar do que querem que você acredite; e nossa percepção prega truques em nosso olhos, fazendo surgir as chamadas “ilusões de óptica” (não me esqueçam do P). É por causa disso que sempre nos assombramos com o que vemos, que na verdade não vemos. Apenas somos enganados quando o cérebro preenche lacunas com as poucas informações que recebe.

No vídeo a seguir podemos ver uma série de ilusões de movimento, quando uma figura inanimada, feia e totalmente díspar do que nossos preconceitos visuais associam com algo em movimento, nos prega uma peça e mostra-se belamente movimentando-se, com um auxílio de uma pequena máscara. Veja primeiro que eu explico a magia depois.

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Por que a Lua parece maior quando está próxima do horizonte?

lua_montanha.jpgA resposta, como na maioria dos grandes mistérios da humanidade (ok, não é um graaaaaaaande mistério, mas é interessante saber), a Lua sempre nos fascinou; e uma das coisas fantásticas sobre ela é o fato dela parecer maior quanto está próxima ao horizonte do que quanto está no zênite, isto é, bem acima de nós. Este é o primeiro de vários artigos explicando coisas simples, curiosidades que envolvam a ciência, perguntas que quando somos crianças não temos medo de fazer, mas quando adultos ficamos com vergonha, pois seria (em princípio) algo que as pessoas pensam que todos deveriam conhecer. Esta é a série “O Livro dos Por quês”.

Assim, vamos nos perguntar: Por que, diabos, a Lua parece ser maior quanto está próxima ao horizonte, quando está “nascendo”? Eu responderia “Efeito Denorex” (parece, só parece, mas não é). A bem da verdade, não é só com ela que isso acontece. Acontece também com o Sol, nosso amigo Sol. Se bem que não é só com a Lua e o Sol que tal coisa acontece, mas TUDO que observamos nessas condições terá seu tamanho aparente maior do que se estivesse acima de nós.

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Cientistas anunciam avanço em criação de ‘manto de invisilibade’

Cientistas americanos conseguiram criar uma nova versão de uma espécie de “capa de invisibilidade”, que torna objetos tridimensionais invisíveis sob luz infra-vermelha. O manto criado pela equipe, do formato de um lenço com vários buracos, foi capaz de cobrir um objeto dando a impressão visual de que não estaria cobrindo objeto algum.

Segundo os cientistas, o “manto de invisibilidade” cancela a distorção produzida pelo volume do objeto que é escondido debaixo dela ao “curvar” a luz em volta deste volume, como água em volta de uma pedra, e, com isso, criar a ilusão de uma superfície lisa. Os cientistas afirmam que conseguiram um avanço importante em relação a estudos anteriores pelo fato de não terem usado metais no manto. Continuar lendo “Cientistas anunciam avanço em criação de ‘manto de invisilibade’”

Uma controvérsia luminosa

Por Adilson de Oliveira
Departamento de Física – UFSCar

A compreensão que temos do mundo a nossa volta é predominantemente dominada pelo contato sensorial. Tudo o que percebemos por meio dos nossos sentidos influencia o nosso entendimento da realidade. Um simples passeio por um local agradável, como uma praia ensolarada ou um bosque iluminado, faz com que recebamos uma infinidade de sensações, que levam o nosso cérebro a fazer as mais diversas interpretações.

Para alguns, as experiências descritas acima podem estimular paz e tranquilidade. Para outros, podem trazer lembranças há muito tempo guardadas, como aquele passeio feito na infância, que, mesmo distante atualmente, se torna tão presente por alguns segundos. Continuar lendo “Uma controvérsia luminosa”