O lado sombrio de seus olhos

Já cansei de dizer o quanto o projeto "inteligente" nos deu ferramentas tão vagabundas quanto nossos olhos e cérebros. Vemos o que queremos, ouvimos o que queremos e até sentimos frio e calor ao mesmo tempo, enquanto a porqueira de nossa massa cinzenta acha que está tudo nos conformes. Nossos olhos são os mais enganados, pois o ambiente nunca está estático, está sempre mudando e as informações que chegam na gambiarra evolutiva chamada "cérebro" estão tão fragmentadas que nem sempre se tem um quadro do que efetivamente está acontecendo. Resultado, o tosco do cérebro não dá o braço a torcer (ainda bem, pois as pessoas andariam na rua em poses estranhas) e acaba inventando a informação. Se antes era o problema de que lado a bailarina estava dançando, agora temos um outro a resolver: como distinguir o claro do escuro?

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Da beleza que nós não vemos

O cérebro é um projeto inteligente que demonstra como o projetista andava bêbado durante a sua criação. É um dos mais porcos sistemas jamais criados, incrivelmente feito na base da gambiarra macgaiverista. Qualquer dia, um exame mais profundo demonstrará que ele foi feito com chiclete, fita veda-tudo e cortado ao meio com um canivete suíço.

Nossos avós diziam que a beleza está nos olhos de quem vê (pergunte a qualquer mulher de jogador de futebol), mas o inverso também é verdade. Nossos olhos, tão malfeitos quanto nossos cérebros, são capazes de ver coisas que não existe, pois a Gambiarra-Mor processa tudo de qualquer jeito.

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