Belyanas: os imensos navios que não eram bem navios

Eu gosto da Rússia pelo seu pragmatismo e exagero, muitas das vezes justificado. O modo russo de ser acaba nos fazendo olhar para eles e perguntar-nos “mas como é que pode?”. São russos, você não pergunta. Um exemplo disso são as belyanas, em russo: беляна. Esta palavra deriva do termo belyi (белый) que significa “branco”. Eram imensos navios construídos para transportar madeira. Continuar lendo “Belyanas: os imensos navios que não eram bem navios”

Por que navios flutuam?

As perguntas mais simples são as mais complicadas, pois muitas vezes desafiam nossos sentidos. Eu vivo dizendo isso e não me cansarei de dizer. Vemos o mundo e tentamos entendê-lo, mas nossos olhos pregam peças na gente e o cérebro muitas vezes se recusa a aceitar a informação.

Muitas coisas são magníficas de se ver. Eu, por exemplo, adoro ver petroleiros e transatlânticos. Eles são um triunfo de nossa engenharia e engenhosidade. Mas algo no cérebro sussurra que não está certo. Sendo o navio (e chamaremos de "navio" qualquer embarcação marítima de grande porte) feito de aço, a pergunta que soa em nossos ouvidos é: "Como aquela bagaça flutua?" E a resposta do Mestre é "Procurai no Livro dos Porquês".

A vontade, o pensamento, isso é Poder! Acorde a minha mente para o grande saber!

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Grandes Nomes da Ciência: Geoffrey Pyke

Algumas pessoas são ímpares. Difícil rotulá-las como cientistas, mas sem poder dizer que eram perfeitos idiotas, mesmo quando suas ideias causem estranheza em determinado momento, seja vista como funcional em certo momento e abandonado já fim da implementação. Uma figura pitoresca desse calibre foi Geoffrey Pyke, o intelectual que idealizou novos materiais de construção, novas técnicas, novos veículos e, pasmem, um porta-aviões totalmente de gelo!

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A história do mineral que guiou os Vikings

Vikings são um dos povos que mais desperta curiosidade. Desde seus rituais sangrentos durante uma cerimônia fúnebre, segundo o mentiroso Heródoto (o qual pode ter relatado muitas coisas, mas também inventou um monte de besteiras, além de colocar deuses e divindades no meio de acontecimentos que ele sequer presenciou), até o proverbial – e igualmente fantasioso – capacete com chifres, os vikings sempre despertaram mais que a curiosidade, mas até mesmo sensos nacionalistas, chegando ao ponto de servirem de inspiração para Himler, que usou a Siegesrune dupla como símbolo da infame Schutzstaffel, conhecida e temida pela sua sigla: SS.

Como eles estavam já navegando por aí uns 900 anos antes de idiotas resolverem ter a "brilhante" ideia de exterminar a metade do mundo (e muito provavelmente escravizar a outra metade), os vikings não podem ser culpados disso e quase mil anos depois, ainda estamos tentando entender como aquele pessoal se aventurava no mar com um barco que não oferecia grande abrigo, além de suas técnicas de navegação.

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