LEVANTA-TE E ANDA: Fóssil ganha exoesqueleto para cientistas estudarem seus movimentos

Eu procuro sempre dar uma assuntada nos periódicos científicos, sites de universidades e institutos de pesquisa para saber o que anda rolando e trazer para vocês. Claro, para pesquisas internacionais. Universidade brasileira não faz divulgação científica. Talvez para ninguém saber da Ciência Salame. Eu desisti de pedir a pesquisador para me mandar seus papers para eu ler e divulgar. É a síndrome “é pro Fantástico?”, para depois reclamarem que jornaleiros publicaram tudo errado. Normalmente, eu posto coisas que estão recém-publicadas, na larga maioria das vezes antes dos veículos de informação e de “informação”, com informações certas e detalhes adicionais e alguma observação para elucidar pontos. Então, eu vi um artigo, digo, um vídeo compartilhado pela Reuters do dia 5 de fevereiro, mostrando que cientistas pegaram um fóssil e montaram num robô para saber como ele andava quando era vivo (o fóssil, não o robô). Ao pesquisar a respeito, vi que não era nada disso.

Sim, eu cheguei depois. Vários tinham veiculado, mais notadamente copiando a postagem da Reuters. Mas o que foi descoberto e qual era a pesquisa?

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Encontrados defuntos romanos sem cabeça no lugar certo. Algo como brasileiros de hoje

A vida do pessoal antigamente não era nada fácil. Além de não ter iFood, ter que sair para pagar as contas em banco e não terem ainda disponíveis a roda, sepultamentos também eram um tanto quanto… estranhos. Que o diga o assentamento romano encontrado em Suffolk, Inglaterra. O que tem de estranho lá? Bem, não tanto o fato de terem encontrado um cemitério com 52 esqueletos muito bem preservados. A parte estranha é que 17 deles estavam enterrados direitinho, sendo que os demais estavam decapitados.

Quem foi o maluco que enterrou aqueles 17 sujeitos intactos? Preguiça do estagiário de completar o serviço?

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Os segredos escondidos nos dentões dos conodontes

Você tem todo o direito de achar a Natureza linda, ética e maravilhosa, assim como os vegans, que pulam por jardins verdejantes ao lado de teletubies. Infelizmente, a Natureza está pouco se lixando pro que você acha ou deixa de achar. Sim, claro, todo mundo acha que seres humanos são predadores malvados, só que há 480 milhões de anos havia outro predador malvado, um perfeito psicopata, que saía comendo geral: o conodonte.

Conodontes eram verdadeiros assassinos, com uma estrutura digna de um predador, e com comportamento similar. Análises fósseis nos trazem um vislumbre mais detalhado daqueles dentões malvados, destruidores de bichinhos fofos (ou nem tão fofos asim) nos mares de antigamente.

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Oceanos, chuvas e clima do passado, hoje e sempre

Se você estudou num colégio decente, você aprendeu sobre ciclo da água. Se não estudou, provavelmente está perpetuando esta bobagem de “a água está acabando” e fica com receio de dar descarga, achando que cada vez que você puxar a cordinha o mundo estará próximo de virar um deserto. Claro, os sistemas pluviais e correntes oceânicas estão mais interligados do que você pensa, já que as mudanças nas correntes oceânicas no Oceano Atlântico influenciam a precipitação no Hemisfério Ocidental, e esta “ligação” está ativa há milhares de anos.

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O diplodoco que saiu pra viagem

Todo mundo gosta de dinossauros. Se seu filho não gosta de dinossauros, leve-o agora mesmo num psicólogo, pois ele tem sérios problemas. Se você não gosta de dinossauros, é caso perdido. Atire-se do primeiro prédio ou doe seu corpo para uma usina termelétrica. Estes monstros colossais eram fantásticos e quanto mais sabemos sobre eles, mais fascinam. Hoje, temos vários museus exibindo fósseis com milhões de anos (ou 6 mil, se você for fundamentalista) que contam um pouco da história da vida na Terra. O problema é que montar um bichão grandão dá muito trabalho e requer muitos especialistas. Agora imaginem na hora de transferir um esqueletão grande de um lugar pro outro. Bem, foi o que o pessoal do Natural History Museum fez.

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Os Amonites

Os amonitas eram formados pelo povo filho de Amom que habitava a área ao leste do rio Jordão, de Gileade e do mar morto, no que hoje é a Jordânia, cuja capital (hoje, Amã) formava um conjunto das principais cidades. Claro, você deve estar pensando se eu cometi um erro de grafia no título, mas, não. O assunto não é sobre os povos semíticos de um trecho da Palestina do século IX, e sim sobre moluscos cujos primeiros exemplares surgiram no período Devoniano Tardio, em torno de mais ou menos 360 milhões de anos, tendo ido para a vala junto com os dinossauros na extinção do Cretáceo-Terciário.

(não pergunte por que eu fiz isso. eu mesmo não sei)

No meio de uma floresta, um mamífero mostra o dedo médio para todos eles.

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Pesquisadores encontram carrapatão velho que mordeu dinossauros

Eu sei que você achou maneiro aquele lance de mosquitos no âmbar, extraindo deles o sangue de dinossauros que foram picados e assim libera um T-rex atrás de jipes. Apesar do leve fundo de verdade, 90% é pura ficção; e o fundo de verdade é que sim, consegue-se ter mosquitos bem preservados em âmbar, mas não é só eles.

Menos glamouroso que o filme e o livro, cientistas estudam outro tipo de bicho que ficou preso no âmbar depois de ter chupado (ÊPA!) os dinossauros. NO caso, o animal em questão são carrapatos.

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Trilobitas e os segredos dos seus olhos

Olhos são uma coisa fascinante. Depois de 3 bilhões de evolução biológica, temos uma maravilha que nos faz enxergar, salvo se for aquele pontinho cego safado, que é onde o nervo óptico toca a retina e lá fica incapaz de receber luz que foi refletida pelo objeto, sem poder criar a imagem naquele ponto. Também tem o fato do cristalino se embaçar, causando cataratas. Também tem aquele lance de ficar com a visão como se estivesse por um tudo, miopia, hipermetropia, astigmatismo, vista cansada etc. Mas é tudo um projeto inteligente.

No início, os olhos não eram tão divinamente planejados assim e alguns animais desenvolveram olhos múltiplos, de forma que captassem mais luz e imagens, sendo tudo montado no cérebro. Mas com os primeiros olhos compostos foram formados?

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Cientistas investigam as pistas de antigos assassinatos

O dia amanheceu nublado, escuro. A vítima estava se dirigindo a esmo, no máximo, procurando um lugar para fazer uma refeição ou, simplesmente, vagando, como seria seu direito, segundo pensava. Mas ela estava errada. O assassino frio e sanguinário estava à espreita. Começou a chover, mas a vítima pareceu não se dar conta disso. O que passava pela sua mente, não se sabe, jamais saberemos. Seu algoz estava pronto para atacar. Ele era mais rápido, mais forte, mais voraz. Foi tudo muito rápido; a vítima sequer teve conhecimento do que estava acontecendo, até o golpe final. A morte lhe veio rápido, como se a ira de algum deus caísse como uma tormenta, cujo assassino era um monstro impiedoso.

Hoje, nós conseguimos estudar o que houve. Evidências geológicas nos dão pistas fósseis de coo os queridinhos trilobitas eram maníacos psicopatas. Ou então é a Natureza, mesmo, que os vegans insistem em dizer que é perfeitinha e que os bichinhos são que nem os desenhos da Disney.

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Desvendando os segredos da Praga de Justiniano

O sinistro poder está à espreita. O poder que não tem paixão alguma, amor ou simples complacência. Durante o reinado do imperador Justiniano, (entre 541 e 542 da Era Comum), uma verdadeira praga assolou todo o império romano oriental. O número de mortes, de acordo com o relato de Procópio de Cesareia, chegou a 10 mil pessoas e 10 mil pessoas já é muita gente hoje, ainda mais no século VI. Ela teria começado em Pelusium, perto de Suez, no Egito.

Hoje, cientistas tentam entender o que aconteceu, por que aconteceu e se pode acontecer de novo.

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