A Verdadeira História da Idade Média

Você pensa que sabe algo sobre a Idade Média. O caos sem sentido, os belos castelos, a imundície, os garbosos cavaleiros, a ignorância exacerbada, as Cruzadas, as iluminuras, as pestes devastadoras, os monastérios, a influência da religião, a Queda de Roma, a ascensão do Islã, o período do retrocesso, a tão-chamada Idade das Trevas. De início posso dizer: você apenas tem fragmentos, mas História não é feita de fragmentos. Fragmentos de informações são como pedras; você pode construir conhecimento com eles, como um castelo é feito de pedras. Mas um amontoado de fragmentos não são a História propriamente dita como um amontoado de pedras não é um castelo. Continuar lendo “A Verdadeira História da Idade Média”

Nefertiti: Rainha, Poder e Mistério

Os pés mundanos caminham pelo terreno outrora sagrado. A luz intensa açoita quilômetros e mais quilômetros quadrados em volta e nada demais aparenta. Apenas deserto, areia, cascalho e pedras, mas há muito mais que os pobres olhos humanos podem ver. Os pés cautelosos temem estragar algo importante, algo irrecuperável se destruído, enquanto outros pés despreocupados caminham pela região, pouco importância dando. Apenas pagaram, faça-se o serviço, e apenas isso. Continuar lendo “Nefertiti: Rainha, Poder e Mistério”

Quando comeram, espancaram e enforcaram um político. Não nessa mesma ordem

Este foi um caso que aconteceu nos Países Baixos, apesar de todo mundo chamar de Holanda, mas quando falam Holanda, não é bem Holanda, ok? São os Países Baixos, ainda que o caso tenha acontecido na Holanda, a província. A República dos Países Baixos foi estabelecida depois que sete províncias holandesas (pois é, o gentílico é esse. Mais para frente eu volto a este assunto) se revoltaram contra o domínio espanhol, no evento do chamado Guerra dos 80 anos. Com isso, as províncias de Groningen, Frisia, Overijssel, Guelders, Utrecht, Zelândia e… Holanda formaram uma aliança em 1579 – no que foi chamado União de Utrecht – e mostraram o dedo médio para a Espanha, declarando sua independência em 1581 por meio do “Ato de Abjuração”. Continuar lendo “Quando comeram, espancaram e enforcaram um político. Não nessa mesma ordem”

O meme idiota que compara estradas romanas com estradas atuais

Você conhece o meme acima. Ele parece fazer total sentido, mas é apenas meme feito por jovem inculto, o tipo comum de jovem. Sim, as estradas romanas eram e são um feito admirável de engenharia de sua época, mas seriam totalmente inviáveis hoje… ou até seriam viáveis, mas isso acarretaria alguns probleminhas, que veremos mais para frente. De antemão, posso dizer que nada do que este memezinho idiota diz faz sentido. Nada!

Afinal, como eram as estradas romanas? As estradas dos antigos eram realmente melhores que as nossas, com toda a formação em ciência e engenharia? Vamos ver no Livro dos Porquês. Continuar lendo “O meme idiota que compara estradas romanas com estradas atuais”

Artigos da Semana 111

E chegou o domingão. A senhora, dona de casa, que está até este presente momento esperando pelo artigo enquanto seu marido dorme no sofá desde o pós-almoço, sua espera não será em vão. Tem vibrador explosivo, avós que pegavam no duro, pesquisador com livros abertos ao mesmo tempo, gente que recebeu dinheiro a mais e picou a mula, e pecinhas de Lego guerreando entre si. Chega mais, senhora!

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O fogo domado pela cruz

Com a evangelização da Europa, os cultos da Antigüidade à fecundidade e ao Sol, que aconteciam no dia do solstício de verão, foram integrados ao cristianismo. Passaram a acontecer no dia 24 de junho, festa do nascimento de São João Batista. Essa escolha não foi feita ao acaso e guiada apenas pela efeméride, ou seja, a suposta natividade do santo em seguida à noite mais curta do ano no Hemisfério Norte. Na verdade, João, aquele que purificava os judeus pecadores no rio Jordão, representa os elementos que governam as cerimônias solsticiais, a saber, o fogo e a água. Nos Evangelhos, João pronuncia as seguintes palavras: “Eu utilizo a água, mas aquele que vier depois de mim batizará com fogo”. Continuar lendo “O fogo domado pela cruz”

Os Evangelistas eram historiadores confiáveis?

evangelistasPor Richard Carrier
Trad. Sky Kunde

A qualidade ou confiabilidade de um fonte requer uma avaliação de todos os fatores relevantes. Os evangelhos são falhos como relatos confiáveis porque falham em todos os critérios, não porque falham em um ou dois. Para encurtar a conversa, Lucas, o melhor deles, não oferece nenhuma das marcas de um historiador crítico e cuidadoso, em vez disso prega e propagandeia, e implicitamente serve uma agenda ideológica, não uma objetiva investigação em direção a verdade.

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