Artigos da Semana 306

A semana tá movimentada, desde Toba explodindo, detergente politizado, veados bebadaços, IA à solta e advogado fazendo o melhor que advogado faz (merda, mas de forma tão merda que só podia ser coisa de jovem).

A semana da loucura!

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Advogadas jovens fazem o que jovem faz e tomam na cabeça em 84 mil reais

A advocacia brasileira decidiu finalmente abandonar qualquer resquício de dignidade institucional (isso é modo de falar, porque a realidade você conhece bem) e mergulhar de cabeça no maravilhoso universo do “truque de Internet que adolescente usa para tentar dar uma volta em professor.

Duas advogadas jovens (e jovem você sabe, né?) acharam que eram muito espertas tomaram na cabeça ao tentar dar uma volta no jogo de pessoas não muito… ok, eram advogados e cada um tenta burlar da melhor maneira possível. O problema é que violaram a primeira regra dos trapaceiros: não se deixe ser pego, mas eram jovens e tentaram manipular a IA com o prompt mais retardado do mundo.

GPTando e andando na Justiça Brasileira, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Advogadas jovens fazem o que jovem faz e tomam na cabeça em 84 mil reais” →

Polícia francesa emite alerta contra veados bêbados causando problemas

O grande problema da guerra Infinita foi ter zoado com a linha temporal. Estamos na versão mais doida dela, só faltando todo mundo ser feito de marshmallow. Sabemos disso porque a humanidade finalmente chegou ao ponto em que a polícia francesa precisou emitir um alerta oficial sobre veados bêbados, alcoolizados, bebuns, cambaleando pelas estradas como universitários às 3 da manhã depois de descobrir open bar de vinho barato. Acho que nada mais francês que ter um monte de veados zanzando por aí completamente embriagados. Continuar lendo “Polícia francesa emite alerta contra veados bêbados causando problemas” →

A saga do detergente sagrado: fé, bactéria e lavagem cerebral

O Brasil descobriu, na semana passada, que a guerra cultural pode ser travada em qualquer front, inclusive na pia da cozinha. Em 7 de maio de 2026, a Anvisa publicou a Resolução 1.834/2026 determinando a suspensão de fabricação, comercialização, distribuição e uso de dezenas de produtos da marca Ypê, a segunda marca mais presente nos lares brasileiros, perdendo apenas para a Coca-Cola no ranking do que o brasileiro médio tem em casa (falta de noção não entrou no cômputo por ser hors concour). A medida atingiu lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes fabricados pela Química Amparo em sua unidade de Amparo (SP), especificamente nos lotes com numeração final 1. Parece simples, parece técnico, parece o tipo de coisa que seria notícia por dois dias e sumia. Parecer, parece, mas o Brasil tem outros planos. Continuar lendo “A saga do detergente sagrado: fé, bactéria e lavagem cerebral” →

Artigos da Semana 305

Hoje é dia das mães, uma data que precisa ser comemorada, ou ela vai tirar o chinelo do pé e chamar pelo seu nome completo. Você sabe o que isso significa, certo? Sabe também que temos aqui o que foi postado durante a semana.

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Cinemark descobre como sabotar uma lei sem quebrar nenhuma lei

Existe algo profundamente fascinante na habilidade humana de destruir uma ideia sem tecnicamente desobedecer a ela. Não é rebelião clássica, daquela com barricada, fumaça e gente gritando slogans revolucionários. Não, caro que não! O século XXI refinou o processo, e hoje a grande revolta acontece em salas climatizadas, entre advogados sorridentes e apresentações de PowerPoint chamadas “otimização operacional”. E foi exatamente isso que aconteceu quando a rede Cinemark que resolveu entrar em campo com o regulamento debaixo do braço e decidiu cumprir a famosa cota de tela da maneira mais absurdamente literal possível, passando seguidamente filme nacional por cem vezes seguidas.

Eu adoro o cheiro de desobediência civil pela manhã! Continuar lendo “Cinemark descobre como sabotar uma lei sem quebrar nenhuma lei” →

Cliente insatisfeita com salão tem plano infalível contra cabeleireiro. Ela falha

Existe algo profundamente cansativo em viver numa sociedade onde qualquer inconveniente cotidiano pode, a qualquer momento, evoluir para uma ocorrência policial. Você acorda achando que o pior que pode acontecer num salão de beleza é sair com o cabelo estranho e uma autoestima temporariamente lesionada. Mas não! Em 2026, nem uma franja pode mais fracassar em paz. Agora existe a possibilidade concreta de ela escalar diretamente para tentativa informal de assassinato. Continuar lendo “Cliente insatisfeita com salão tem plano infalível contra cabeleireiro. Ela falha” →

Diretora de escola promove Rinha de Criança e por algum motivo estranho deu ruim

Há quem diga que se há uma coisa que o mundo da educação especial absolutamente não precisava, era de uma releitura do Clube da Luta com crianças no papel dos protagonistas e uma terapeuta ocupacional empunhando a função de árbitro. Pois, é, foi exatamente isso que aconteceu em Jonesboro, Arkansas, no estabelecimento artisticamente batizado de The Delta Institute for the Developing Brain, que, ao que tudo indica, estava muito mais interessado no desenvolvimento de certos reflexos do que de certos neurônios. Especificamente os reflexos de socar, estrangular e, quando necessário, calar a boca depois.

A primeira regra da Rinha de Criança e que não se fala da Rinha de Criança, mas alguém deu com a língua nos dentes. Continuar lendo “Diretora de escola promove Rinha de Criança e por algum motivo estranho deu ruim” →

Artigos da Semana 304

Acabou o feriadão do trabalhador e você aí, como sempre, não fez nada. Podia ter lido meus artigos, mas estrava na gandaia, né? Bem, eu sou um cara legal e taqui a lista do que foi postado durante a semana.

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O peixe que deixava os romanos doidões, como no LSD

Imagine jantar num restaurante à beira-mar, pedir um peixe grelhado aparentemente inocente e acordar dois dias depois sem qualquer memória do que aconteceu. Não é o enredo de um thriller psicológico nem o relato de uma festa que saiu do controle. É o que pode acontecer quando alguém tem o azar, ou a curiosidade, de comer a Sarpa salpa, modestamente conhecida no mundo árabe como “o peixe que faz sonhos.” Os romanos chamavam-lhe delicatessen. A ciência moderna denomina esse fenômeno de ichthyoallyeinotoxism, dito em latim científico para soar menos embaraçoso nos relatórios hospitalares, porque “intoxicação alucinogênica por peixe” não tem, convenhamos, a dignidade que a situação merece.

Viajando firme na peixaria, chapadões durante o Império, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “O peixe que deixava os romanos doidões, como no LSD” →