A alquimia dos pigmentos medievais

Eu gosto muito dos livrões medievais, principalmente os que vem com iluminuras. As cores eram fantásticas e a técnica complexa.Se fazer um pergaminho já era muito trabalhoso, que dirá preparar e aplicar os pigmentos daquelas artes, e quanto mais artísticos e colorido,maior era o valor do livro (que era mais uma decoração do que efetivamente para leitura).

O problema é que os artistas medievais tinham que fazer suas próprias tintas, ou encomendar. A Alquimia dessa época estava se distanciando do seu misticismo (mas não muito), e enveredava como ciência, para futuramente se tornar aquilo que nós conhecemos como Química. Pigmentos vibrantes eram usados por maceração de substâncias coloridas sólidas e misturadas com ligantes. O resultado tem nos maravilhado ao longo dos séculos.

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As pinturas antigas que apresentam uma cor azul mais antiga ainda

Um dos grandes problemas na produção de corantes é que eles são muito difíceis de se obter. Antes de Perkin (algum dia teremos artigo sobre ele), os corantes eram produzidos praticamente por processo artesanal, valendo-se de produtos naturais. Antes dos corantes sintéticos, valia-se de raízes, frutos, solo e animais para se obter cores, e elas não eram em tão grande variedade. Para os artistas trabalharem, era uma dor de cabeça já na Renascença, agora imagine na Antiguidade!

Ao examinar antigos quadros, especialistas deram de cara com algo inusitado: o azul egípcio. Uma tonalidade de cor que os romanos usavam para controlar os tons de seus quadros e murais. Mas como assim azul egípcio?

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Descoberto novo método para obtenção de corantes azuis

Vendo uma notícia me lembrei do passado. Não é pouco comum que muitas invenções e descobertas acontecem por mero acaso. Mas o caso que vou relatar é um acaso que já aconteceu antes e pelo mesmo motivo, resguardados alguns detalhes.

O químico Willian Perkin, trabalhava como assistente de um eminente cientista Felix Hoffman, descobridor a aspirina. Perkin trabalhava sem descanso em seu pequeno laboratório caseiro, estudando a oxidação da fenilamina, também conhecida como anilina, com dicromato de potássio (K2Cr2O7). Certa vez ao fazer a reação entre estes compostos, apareceu um estranho precipitado; após jogá-lo fora, e lavar os resíduos do frasco com álcool, Perkin se admirou com o aparecimento de uma bonita coloração avermelhada. Tratava-se de um novo o corante, que mais tarde o denominou “Púrpura de Tiro”.

Depois de 156 anos, cientistas da Universidade Estadual do Oregon fazem outra descoberta, também por acaso. Eles descobriram um modo de sintetizar uma bela cor azul, a partir de compostos aquecidos a mais de 1000 ºC. Continuar lendo “Descoberto novo método para obtenção de corantes azuis”