A Internet pública e livre morreu. As empresas privadas venceram

Nos anos 1990, havia um vilão claro na História da Internet: as redes proprietárias pertencentes ao que hoje chamam de Big Techs (na época eram chamadas de empresas fidaputas, mesmo). Havia a AOL, a CompuServe e a Microsoft, com sua Microsoft Network (abreviada para MSN, que se resumiu a um serviço de mensagens instantâneas) recém-lançada. Eram serviços que funcionavam como condomínios fechados: você pagava a mensalidade, entrava no ambiente controlado pela empresa, consumia o conteúdo que ela selecionava e não saía dali para lugar nenhum. Bill Gates chegou a escrever um livro inteiro, A Estrada do Futuro, celebrando esse modelo de conectividade, sendo que parte da maravilha que ele descrevia era, convenhamos, a própria rede da Microsoft. A Internet aberta mal aparecia.

As pessoas reagiram com indignação saudável. Não queriam jardins murados. Não queriam intermediários decidindo o que podia ser lido, publicado ou discutido. Queriam um bosque a ser explorado, uma rede descentralizada, livre, construída sobre protocolos públicos que nenhuma empresa controlasse. Lutaram por isso e conseguiram. E foi lindo enquanto durou. Continuar lendo “A Internet pública e livre morreu. As empresas privadas venceram” →

O pirata de terno que popularizou a maldição da sexta-feira 13

Se você acordou hoje, olhou o calendário e sentiu aquele desconforto irracional de perceber que é sexta-feira 13, pode respirar fundo e direcionar sua indignação para um endereço específico: Thomas Lawson, um dos maiores exportadores de paranoia coletiva da história moderna. O homem que ajudou o mundo inteiro a olhar o calendário com desconfiança nasceu pobre, ficou absurdamente rico, faliu com elegância e morreu esquecido. No meio do caminho, ainda arranjou tempo para afundar um navio e escrever um livro. Não necessariamente nessa ordem.

Hoje é Sexta-Feira 13, dia da SEXTA INSANA DO HORROR! Continuar lendo “O pirata de terno que popularizou a maldição da sexta-feira 13” →

Lâmpadas, conspirações, carros e o pior da Indústria

O sinistro grupo se reúne. Eles têm uma meta, uma ideia, um plano. Os homens sentados à mesa são homens poderosos, e a ideia deles é dificultar a vida das pessoas, prejudicá-las, mas eles não se importam; eles visam seus próprios interesses. Eles visam lucrar muito, sugar cada tostão das pessoas, se aproveitar das necessidades alheias. Continuar lendo “Lâmpadas, conspirações, carros e o pior da Indústria” →