Eu sinto o peso…

Estou aqui sentado, à minha janela. Faz tempo, muito tempo, que não falo da minha janela. Não a abri pois a massa de ar infernal que tá lá fora deixa impraticável, mas olho pela janela. Estou inquieto e não sei por quê. Não sei se pela falta de decorações ou a falta do chamado “espírito natalino”. Não sei. Algo de errado não está certo.

Minha vasta idade trás fantasmas, mas não os de Scrooge, mas algo que eu considero mais assustador: bons fantasmas trazendo boas lembranças. Mas assim como as más lembranças, boas lembranças machucam. Lembranças machucam. Continuar lendo “Eu sinto o peso…”

Uma última luz

Hoje é ante-véspera de Natal. Isso me traz memórias. Memórias de coisas que não acontecerão de novo. Memórias que tiveram seu momento único. Aliás, cada dia é um evento único, algo a ser recordado. Algumas coisas ruins, algumas coisas boas. A recordação é inerente a nós. Animais também tem memórias, mas só seres humanos tem completo entendimento do que o que foi recordado significa.

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