Maria, A virgem que não era

Muito bem, vimos a história por trás dos dogmas marianos. Mas e a fundamentação bíblica? Existe alguma ou foi uma confusão por não terem à disposição manuscritos que só seriam descobertos mais tarde ou será que esta confusão foi de propósito? Há respaldo no Novo Testamento para assegurar a Imaculada Conceição, a Maternidade Divina e a Virgindade Perpétua?

Bem, comecemos do início e iniciemos do começo; a saber: Mateus 1:21-23:

E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco.

Bom, para examinar isso, temos que ver de qual profecia estão falando. A rigor, a referida profecia seria de Isaías, mas vamos examinar Isaías 7:10-14 para entendermos melhor:

E continuou o Senhor a falar com Acaz, dizendo: “Pede para ti ao Senhor teu Deus um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas”. Acaz, porém, disse: “Não pedirei, nem tentarei ao Senhor”. Então ele disse: “Ouvi agora, ó casa de Davi: Pouco vos é afadigardes os homens, senão que também afadigareis ao meu Deus?” Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.”

No texto original (e a gente sempre deve examinar segundo o texto na língua original), Isaías emprega a palavra hebraica almah (עַלְמָה); o problema é que esta palavra não significa “virgem”. Se significar, então, em todas as passagens nas quais esta palavra aparece a palavra almah deveria ter este significado, ou o mais próximo disso, mas não tem. A palavra almah aparece no VT (a Bíblia hebraica) sete vezes no feminino e duas vezes no masculino. Já começa a ficar estranho para o lado de Mateus, que era judeu, e isso demonstra que quem redigiu o Evangelho Segundo Mateus não só não era judeu, como não sabia nada sobre Judaísmo ou pelo menos que tenha lido qualquer uma das escrituras hebraicas. Pode-se afirmar que quem redigiu o Evangelho Segundo Mateus efetivamente não sabia hebraico, pelo que vocês entenderão se prestarem atenção no que eu tenho a dizer e explicarei daqui por diante.

Vejamos o que é dito em Provérbios 30:18-20:

Estas três coisas me maravilham; e quatro há que não conheço: O caminho da águia no ar; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar; e o caminho do homem com uma virgem. O caminho da mulher adúltera é assim: ela come, depois limpa a sua boca e diz: Não fiz nada de mal!

Essa foi a versão João Ferreira de Almeida. Vamos dar uma olhada na versão Ave Maria:

Há três coisas que me são mistério, quatro mesmo, que não compreendo: O voo da águia nos céus, o rastejar da cobra no rochedo, a navegação de um navio em pleno mar, o caminho de um homem junto a uma jovem. Tal é o procedimento da mulher adúltera: come, depois limpa a boca, dizendo: Não fiz mal algum.

Já começamos com os problemas de tradução. Qual é a certa? É preciso ler e entender do que Salomão estava falando. No texto, Salomão compara um homem ao lado de uma “almah” a três outras coisas: uma águia no céu, uma serpente em uma rocha e um navio no mar. A interpretação hebraica é que nenhuma dessas três coisas deixam rastros. Depois que uma águia voou pelo céu, uma cobra deslizou por uma rocha e um navio que navegou e foi embora pelo mar, nada ficou marcado como uma trilha. Ao contrário, uma mulher adúltera que comeu (fez sexo), sim. Fica a traição, apesar de ela dizer que nenhum mal fez.

Seguindo esta linha – e temos que analisar o texto bíblico entendendo o estilo de narrativa literária do próprio texto bíblico –, o rei Salomão declara que, uma vez que um homem tenha uma intimidade sexual com uma almah, ou seja, uma jovem, nenhum traço de relação sexual é visível. Bem, uma relação sexual com uma virgem deixa uma marca, que é o rompimento do hímen e, às vezes, mas sem garantia, marca de sangue. Era comum no dia seguinte às Noites de Núpcias (ou na mesma noite, já que tinha sempre alguém de olho) as famílias exibirem o lençol conjugal sujo de sangue para provar a virgindade da noiva no momento do casamento, a qual deu tchauzinho na consumação do referido casamento. Já em outras sociedades (como ciganos, por exemplo), se a noiva não é virgem, penduram uma panela furada na porta da tenda.

Para os homens, temos que a versão masculina de almah é elem (עֶלֶם), palavra que significa “homem jovem”, o que pode ser encontrado nas passagens do primeiro livro de Samuel, capítulos 17 e 20. Em nenhum momento, elem é referenciado como homem virgem. Como uma palavra que foi vertida para outro gênero muda imediatamente de significado? Não deveria. Se ela é má e ele é mau, ambos não são bons.

Ora, com isso fica demonstrado que Isaías não iria se confundir assim. Se o distinto profeta realmente quisesse falar sobre uma virgem, ele teria usado a palavra betulah (בְּתוּלָה), a qual aparece com frequência no VT e é a única palavra que está relacionada à pureza sexual, tanto em textos escritos no hebraico bíblico quanto no hebraico moderno. Podemos ver um desses exemplos em Ester 2:3:

E ponha o rei oficiais em todas as províncias do seu reino, que ajuntem a todas as moças virgens e formosas, na fortaleza de Susã, na casa das mulheres, aos cuidados de Hegai, camareiro do rei, guarda das mulheres, e dêem-se-lhes os seus enfeites.

O contexto do relato é que Ester foi detida por doze meses junto com “moças virgens” (em hebraico: na’arah betulah), sob a supervisão de Hegai, enquanto o rei procurava uma nova rainha. O rei não estava apenas querendo uma moça jovem, mas efetivamente virgens, e é nesse contexto que a palavra betulah foi utilizada, o que pode ser visto por toda a narrativa do referido capítulo, e, com isso traduz-se o significado de betulah como sendo “virgem”, visto que fica claro que nenhuma delas teve qualquer relação sexual pregressa.

Isso fica confuso. Do que Mateus estava falando, então, se Mateus seria o Evangelho mais ligado ao Judaísmo? Era de se esperar que o redator de Mateus entendesse um mínimo de hebraico, mas não é o que acontece; em várias outras passagens acontecem saias justas, em que o redator pareceu forçar o significado de antigas profecias para atrelá-lo à narrativa de Jesus, causando acontecimentos desconcertantes e um tanto hilários.

Podemos citar a passagem estranha em que Mateus (capítulo 21, versículo 2), ao narrar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, diz:

Ide à aldeia que está defronte de vós, e logo encontrareis uma jumenta presa, e um jumentinho com ela; desprendei-a, e trazei-mos.

O redator de Mateus alega ser o cumprimento de uma profecia, conforme é dito nos versículos 4 e 5:

Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta, que diz: Dizei à filha de Sião: Eis que o teu Rei aí te vem, Manso, e assentado sobre uma jumenta, E sobre um jumentinho, filho de animal de carga.

Sim. Segundo os versículos, Jesus veio montado em dois animais ao mesmo tempo; ou ele estava em pé, com um pé na sela de cada animal. Eu não consigo ver nada de errado nisso. Você consegue? A bem da verdade, o redator de Mateus se baseou na profecia em Zacarias 09:09:

Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e salvo, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta.

O problema é que a passagem de Zacarias usa uma forma literária enfática. É um jumento, um jumentinho, um filho de uma jumenta. Mas é o mesmo animal. O problema das traduções é que, se você for traduzir literalmente, sempre terá problemas com o estilo literário. Não é o tipo de coisa que se faça sempre, é claro. Por exemplo, Bilac usou a estrofe em um poema:

E eu, solitário, volto a face, e tremo,
vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.

A curva é extrema e isso torna o caminho mais extremo ainda.

Este erro na profecia de Zacarias acontece apenas no relato de Mateus, não nos evangelhos de Marcos, Lucas e João. O redator de Mateus quis dar aquela caprichada e derrapou feio. Mas seria então uma forma de Mateus usar de uma ênfase? Poderia, mas aí temos que ler todo o relato, e se virmos o versículo seguinte de Zacarias, que deveria coroar a profecia que, segundo Mateus, estaria falando de Jesus entrando em Jerusalém, damos de cara com:

Zacarias 09:10 – E de Efraim destruirei os carros, e de Jerusalém os cavalos; e o arco de guerra será destruído, e ele anunciará paz aos gentios; e o seu domínio se estenderá de mar a mar, e desde o rio até às extremidades da Terra.

A profecia parece que só ficou na parte da jumenta e do jumentinho. Ou então nada daquilo que foi previsto aconteceu ainda, ou era para ser só uma parte? Como dizer que só parte da profecia está valendo? Você pode até dizer que o Cristianismo chegou em todos os lugares do planeta, mas isso o islamismo também conseguiu. Não houve paz junto aos gentios de qualquer forma; a profecia, mesmo se fosse para o Islã, também falhou.

Voltando ao relato a respeito de Maria e como o redator de Mateus abordou o assunto, ficaria então a pergunta; Ele quis mesmo dizer “virgem” ou apenas estava dizendo que Maria era uma menina recém casada (sim, menina. Na época, as moças eram adolescentes ainda), que engravidara do Espírito Santo?

No relato evangélico segundo Mateus (capítulo 1, versículo 23), o adjetivo utilizado no idioma original (a saber, grego) direcionado a Maria é parthenos (παρθένος). A palavra “parthenos” lhe parece familiar? Deveria, pois faz alusão ao Parthenon de Atenas, um templo em homenagem à Atena Partenos, a Atena Virgem. No caso de Maria, o conceito de virgindade estabelecido por Mateus é reafirmado quando o redator diz logo em seguida que José tomou Maria como esposa, mas “não a conheceu” até que ela deu à Luz Jesus. (Mateus 1:24,25). Esse “conhecer” é uma um eufemismo para fazer sexo, cujo recurso literário é utilizado desde o Gênesis. Mateus diz claramente que José não fez sexo com Maria e ela continuou pura, virgem e intocada até o nascimento de Jesus. O depois é depois, embora alguns digam que ela continuou virgem, outros dizem que não, fez sexo, sim, e dali vieram os irmãos terrenos de Jesus e há aqueles que dizem que foi todo mundo adotado. Nada disso está na Bíblia, exceto que Tiago, o Justo, era irmão de Jesus e ponto final.

Alguns alegam que este Tiago era irmão terreno de Jesus, ou seja, enquanto Jesus era filho de Maria, gerado pelo Espírito Santo, Tiago Menor era filho de Maria com José. Ainda não é consenso se ele realmente era irmão de Jesus, pois tudo o que sabemos está na Bíblia. Em Gálatas 1:19, Paulo fala “Tiago, irmão do Senhor”, em Marcos 6:3, Jesus tem quatro irmãos. Em João 7:5 é dito que nem os irmãos de Jesus acreditavam nele, embora esta parte possa sofrer alguma interpolação, auferindo que possam ser irmãos de criação ou amigos ou irmãos em fé.

Jerônimo de Estridão era um historiador, escritor e tradutor com uma vasta obra teológica. Ele defendia que Jesus não tinha irmãos e as menções aos irmãos, na verdade, queriam dizer primos, pois, segundo ele, tanto no hebraico quanto no aramaico, não havia a palavra específica para “primo”. Não apenas isso, Jerônimo defendia que Maria tinha permanecido sempre virgem, argumentando que os que eram chamados de irmãos e irmãs eram na verdade filhos de Cléofas, um cunhado de Maria, conforme Mateus 27:56 e João 19:25. Jerônimo nasceu no ano 320 e morreu no ano 470, isto é, ele participou do Primeiro Concílio de Éfeso e do Concílio da Calcedônia, e suas ideias ajudaram a sustentar os dogmas marianos.

Porque, no final, tudo se baseou em opiniões, palpites e imposições sob a forma de dogmas.

Mas, afinal, Maria era virgem ou não era? Teve relações sexuais que acabaram por gerar Jesus ou não? A resposta é… não há resposta. Primeiro de tudo, temos o problema da veracidade da história de Jesus de uma maneira geral. Em segundo lugar, o relato não faz sentido, ainda mais que ele precisou ser amarrado à narrativa profética da vinda do Messias, mas isso foi feito de forma tão amadorística, canhestra e ignorante que é melhor é rejeitar tudo e entender que foi tudo fruto de um mal-entendido de alguém que traduziu de forma horrenda uma história escrita num idioma que não dominava e, para sustentar que Jesus é o Messias, acabou por causar uma verdadeira confusão no relato em que nada faz sentido, ainda mais para frisar que Jesus seria tão puro que nem preso ao Pecado Original estaria afetado. Não apenas isso, a grande mola de tudo isso foi a briga pelo poder, pela posição como importância eclesiástica, como fonte de reconhecimento. Pegou-se opiniões pessoas e travou-se guerras no campo retórico e nas armas quando começaram as dissensões no que viria culminar no Protestantismo e na Cisma do Oriente.

E querem saber o mais engraçado? É que depois dele ninguém mais está preso ao Pecado Original, pois Jesus morreu para salvar a humanidade, lavando todos os pecados dela com seu sangue. Só que ainda tem o detalhe: ainda é sustentado que somos pecadores ainda por este mesmo pecado original que Jesus redimiu a todos, mas esqueceram de consultar Jesus se foi assim mesmo. Não consultaram nem Maria se ela ainda é virgem e se os filhos dela são realmente dela.

É tudo uma confusão louca, como tudo que lastreia o Cristianismo. É tudo por causa de uma enorme briga entre prima-donas, numa violenta guerra de egos e luta pelo poder, com pessoas sendo atacadas, julgadas e executadas apenas pelo crime de pensarem de forma diferente, ou exatamente comandando toda essa violenta por terem tido uma ideia diferente.

Não reclamem comigo. Não fui eu quem criou o Cristianismo!

14 comentários em “Maria, A virgem que não era

  1. Muito bom o artigo.
    Descobri agora até a origem do feriado em 8 de dezembro na minha cidade, entre muitas outras coisas.
    Só uma observação: é dito que Jerônimo de Estridão nasceu no ano 320 e morreu em 470. O cara se cuidava bem assim mesmo?

  2. As “profecias” da Torah, ou antigo testamento para os cristãos, previram, entre outros atributos, que o Messias seria decente de Abrahão, Isaac e Davi. O problema é que na genealogia de Jesus, quem era decente desses personagens citados era José, não Maria. José não participou, segundo a mitologia cristã, na fecundação. Então, Jesus não é o prometido da religião judaica, de onde a cristã se derivou. A discussão se Maria era mãe de Jesus Cristo, o Messias, já teria se resolvido aí. Resolvido isso, pouco importaria se ela era virgem ou não.

    1. Jesus foi também dito como Filho de Abraão, o nascimento virginal de Jesus também foi dito por Isaías.

      1. Abraão é patriarca láááááááá trás. Dizer que ele é descendente de Abraão é o mesmo que dizer que Jesus descende do Homo habilis

  3. A Bíblia não inventou a virgindade de Maria, até porque também foi dito em Isaías isso.

  4. JESUS, JOSÉ, MARIA E OS apóstolos nunca existiram
    Assim como Jesus, também Maria, sua mãe é sobrenatural e está, portanto, fora da Humanidade, pois o concebeu de modo milagroso e o deu à luz, ficando sempre virgem. Existem nos dogmas, relativos à mariolatria, superstições católicas. E de fato, assim é.
    O catolicismo – dizemos de uma vez para sempre – não fez mais do que desenvolver logicamente o cristianismo, inclusos, claro está, os autos de fé. A virgindade de Maria não é tão estranha ao cristianismo como a sua concepção milagrosa.
    Maria é a mãe de um Deus, e a mãe de um Deus não pode ser manchada com as fraquezas da natureza humana. Mateus não diz que José gerou Jesus, mas somente que era o marido de Maria e que Jesus nasceu dela, sendo assim juridicamente descendente de Davi. Não podia, portanto, ficar grávida de Cristo, por obra de um homem, assim como não podia morrer. As outras virgens, mães dos Deuses Redentores, tinham-na já precedido e prefigurado.
    O sobrenaturalismo de Maria confirma, por sua vez, o sobrenaturalismo do Cristo. Partindo da premissa romanista de que Maria esta acima de todas as mulheres, a MARIOLOGIA (ou seja, a Mariolatria) desenvolveu o costume pagão de “venerá-la”, ou melhor, “adorá-la.” Contudo, o Senhor Deus Bíblico nos diz claramente:
    “… ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4:10 e Dt 6:13).
    Desse modo, o culto dedicado à Maria, mãe de Jesus, seria uma grande heresia. Esse culto, de modo algum, agradaria a Deus. E qualquer culto de adoração deveria ser prestado única e exclusivamente a Deus. É grosseira heresia, é blasfêmia, sem sobra de quaisquer dúvidas! E assim no século IV introduziram o quarto Deus…Maria, depois do Concílio de Êfeso. E a ela, que chamaram Mãe de Deus, se seguiram outros…e outros…uma infinidade deles. São estátuas, defuntos e pedaços de defuntos santos por todo o planeta.
    Em 1910 o papa Pio XI, resolveu acabar com a polêmica e um dia diz que Deus lhe tinha revelado durante a noite que a mãe de Deus não tinha morrido mas sim subido ao céu. Nada que as ovelhas não tivessem já imaginado, mas para ficar oficial teve que ter o aval do Vaticano. Foi a chamada Assunção, a mais recente alteração da Bíblia.

    Coitada da “virgem Maria” a quarta pessoa da trindade, advogada, auxiliadora e amparo inventada pelo Catolicismo!

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