Observando a evolução de 500 gerações de 100 populações, cientistas da Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne, na Suíça, conseguiram estabelecer algumas hipóteses sobre como e por quê a comunicação evoluiu entre os seres vivos, e como a capacidade de trocar informação pode levar a estratégias para cooperar e enganar. A análise, no entanto, não envolveu formas de vida reais, e sim robôs. Continuar lendo “Seleção natural ensina robôs a cooperar e mentir”
Categoria Robótica
Bactérias são utilizadas como motores para micro-robôs
Por Belle Dumé
NewScientist
Um dos principais desafios no desenvolvimento de robôs em microescala reside na miniaturização de sua fonte de energia e de sua propulsão. Agora, pesquisadores norte-americanos descobriram uma solução para esse problema, aproveitando-se do movimento natural de uma bactéria para mover micro-objetos através da água. Continuar lendo “Bactérias são utilizadas como motores para micro-robôs”
Cingapura cria concurso para robôs-soldados
O governo de Cingapura lançou um concurso que premiará o primeiro grupo a conseguir desenvolver um robô capaz de operar de forma autônoma num ambiente urbano durante uma guerra, entrando e saindo de prédios para procurar e destruir alvos, exatamente como faz um soldado humano.
A Agência de Ciência e Tecnologia de Defesa do país diz que está oferecendo cerca de US$ 652 mil para quem construir um robô que realize as tarefas estipuladas no menor tempo. O concurso, chamado de TechX Challenge, é aberto a todos – indivíduos, companhias, universidades e institutos de pesquisa podem se inscrever, e grupos internacionais não são proibidos, mas eles precisam ter algum parceiro de Cingapura. Continuar lendo “Cingapura cria concurso para robôs-soldados”
Estudantes brasileiros criam robô ‘emotivo’
Os avanços da robótica também estão ao alcance dos universitários. Um grupo de cinco formandos brasileiros criou um robô controlado à distância, voltado para o entretenimento, capaz de reproduzir falas e expressar emoções por meio das cores dos olhos — vermelho representa raiva, enquanto verde expressa felicidade e laranja, tristeza. Continuar lendo “Estudantes brasileiros criam robô ‘emotivo’”
Robôs em Movimento
Por Brie Finegold
Em outubro de 2005, equipes ficaram assistindo enquanto robôs tentavam navegar pelo acidentado terreno do deserto de Mojave, como parte de um desafio patrocinado pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada em Defesa (Darpa). O desafio do ano anterior tinha sido interrompido porque nenhum dos competidores completara mais do que 5% da corrida de 241,5 quilômetros. Mas no ano passado tudo mudou. Quatro robôs completaram a corrida em menos de dez horas, e o vencedor, o robô da Equipe de Corrida de Stanford, carinhosamente chamado de Stanley, atingiu velocidades tão altas quanto 61 quilômetros por hora. Essa mudança de sorte drástica pode ser atribuída a avanços no software e nos sensores. Continuar lendo “Robôs em Movimento”
Nova mão biônica permite movimento realista dos dedos
Por: Fergus Walsh
Uma empresa da Escócia desenvolveu a mais moderna mão biônica já feita, com cinco dedos que se movem de forma independente, com motores próprios, e com articulações parecidas com as de dedos de verdade. A novidade da i-LIMB permite que ela tenha uma “pegada” mais firme do que outras mãos artificiais hoje no mercado, que em geral têm apenas dois dedos e um dedão. Continuar lendo “Nova mão biônica permite movimento realista dos dedos”
Cientista prevê ‘direitos humanos’ para robôs
Um relatório do governo britânico afirma que robôs podem e devem, no futuro, gozar do que hoje se consideram direitos humanos, diz matéria do diário econômico Financial Times.
A previsão, segundo o jornal, foi apresentada pelo cientista do governo, David King, em um relatório de 270 páginas no qual elabora projeções para o mundo dentro de 50 anos. Continuar lendo “Cientista prevê ‘direitos humanos’ para robôs”
Redes neurais artificiais
Por Emerson Alecrim.
Introdução
O estudo das redes neurais artificiais é algo fascinante e esse fascínio aumenta à medida que se tem mais conhecimento sobre o assunto. Trata-se de um conceito de extrema importância da computação, responsável pela solução de muitos problemas complexos. Este artigo explicará o que são redes neurais artificiais e abordará de maneira básica seu funcionamento. Continuar lendo “Redes neurais artificiais”
Grupo cria robô que se conserta sozinho
É um feito que faz pensar em robôs com consciência e mentalidade próprias. Cientistas apresentaram na quinta-feira um robô quadrúpede e perspicaz, parecido com uma estrela-do-mar, que é capaz de notar danos em seu corpo e encontrar sozinho um jeito de consertá-los. Continuar lendo “Grupo cria robô que se conserta sozinho”
A formiga de Langton
<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/langtonsant.jpg” alt=”langtonsant.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ />Imagine um plano completamente branco, dividido em quadrados de mesmo tamanho. Sobre ele, uma formiguinha avança um quadrado por vez, enquanto uma série de três regras simples se aplica a ela e ao plano.<!–more–> A primeira regra diz que quando a formiguinha encontrar um quadrado preto deverá fazer uma curva de noventa graus para a esquerda. A segunda regra diz que quando a formiguinha encontrar um quadrado branco deverá fazer uma curva de noventa graus para a direita. A terceira e última regra diz que quando a formiguinha sair de um quadrado ele deverá mudar de cor, de branco para preto ou de preto para branco, conforme o caso. Este sisteminha teórico, conhecido como Formiga de Langton (Langton’s Ant), foi criado nos anos oitenta por Chris Langton, estudioso de sistemas de vida artificial (simulação em computador de organismos vivos) e máquinas de Turing (modelos abstratos de funcionamento de computadores).
<img src=”http://www.burburinho.com/img/nn030720.gif” align=”right” border=”0″ height=”290″ hspace=”10″ width=”200″ />A formiguinha imaginária de Langton é um excelente exemplo de como regras simples podem gerar sistemas complexos. Quando deixada desacompanhada num plano completamente branco, seguindo as três regras básicas do seu universo, a formiga começa a criar padrões aparentemente simétricos em sua primeira centena de movimentos. Logo em seguida, porém, fica impossível reconhecer qualquer padrão de movimento e ela perambula aparentemente a esmo durante seus próximos dez mil movimentos. E quando tudo parece indicar que nenhuma forma reconhecível voltará a ser criada, a formiga começa a desenhar uma espécie de auto-estrada retilínea e com padrões decorativos, seguindo na mesma direção rumo ao infinito. Não existe qualquer regra no sistema instruindo a formiguinha a se comportar como um inseto bêbado durante dez mil movimentos ou a construir uma rodovia (mirmecovia?) depois disso. Trata-se de comportamento emergente, resultados complexos surgidos de regras simples.
Um observador atento não teria muita dificuldade em descobrir as regras do sistema, bastando para isso uma análise de causas e conseqüências. Mas o mesmo observador não teria como prever que, depois de milhares de movimentos desordenados, a formiguinha fosse iniciar a construção de uma auto-estrada. Observando o sistema em sua fase caótica, poderia concluir (erroneamente) que se trata de um sistema essencialmente caótico. Observando o sistema em sua fase ordenada, poderia concluir (erroneamente) que se trata de um sistema essencialmente ordenado. Mesmo num ambiente extremamente simples (um plano branco) e uma diminuta coleção de regras (apenas três), os resultados podem ser imprevisíveis. Quando acrescentamos mais alguns elementos, como alguns quadrados pretos pelo caminho ou uma segunda formiga, qualquer tentativa de determinar o futuro do sistema, ou mesmo de parte dele, é completamente infrutífera. Sim, podemos executar a simulação e descobrir o que sempre acontece numa determinada situação. Mas não temos como prever os resultados de situações novas.
E qual a importância disto tudo? Imagine que o sistema em questão é um pouco mais elaborado. Em vez de um plano, temos um espaço tridimensional. Em vez de uma simples formiguinha, temos milhões de elementos diferentes interagindo. Em vez de três regras simples, temos uma coleção bem maior de regras um pouco mais complicadas, e que ainda não conhecemos na totalidade, como gravidade, eletricidade, magnetismo, relatividade e mecânica quântica, entre outras. Sim, estamos falando do nosso universo. Se não conseguimos prever o comportamento de uma formiguinha imaginária num sistema extremamente simples, será possível compreender na totalidade algo cuja complexidade é infinitamente maior?
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Fonte: <a href=”http://www.burburinho.com/20030720.html”>http://www.burburinho.com/20030720.html</a></em>
