Robô inteligente é resultado natural da evolução das espécies, diz Kurzweil

Por Ricardo Anderaos

Em palestra ministrada na PUC-SP, através de equipamento de telepresença criado por empresa norte-americana, o escritor Ray Kurzweil fala sobre a web dentro de nós e especula sobre a união entre as máquinas e nossas mentes. Continuar lendo “Robô inteligente é resultado natural da evolução das espécies, diz Kurzweil”

Cabos e tomadas podem virar coisa do passado

Por Jonathan Fildes

O emaranhado de fios e tomadas necessários para recarregar os acessórios eletrônicos atuais podem em breve se tornar uma coisa do passado.

Pesquisadores americanos esboçaram um sistema relativamente simples que poderia carregar equipamentos como computadores laptop ou tocadores de MP3 sem o uso de fios. Continuar lendo “Cabos e tomadas podem virar coisa do passado”

Perigo no ar

por Eduardo Augusto Geraque
Scientific American Brasil – novembro/2006

Apesar dos avanços nos últimos 20 anos, a poluição atmosférica continua a ser um problema grave de saúde pública em São Paulo. No inverno, é comum observar um céu marrom em São Paulo devido à chamada inversão térmica, que dificulta a dispersão dos poluentes.
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O Paradoxo de Fermi

Reza a lenda que certo dia no laboratório de Los Alamos, um grupo de jovens cientistas discutia animadamente a possibilidade de vida extraterrena. Concluíram que os extraterrestres deveriam existir, afinal, o Universo é infinito e nós não devemos ser os únicos seres inteligentes em todo esse espaço. Seria então que o físico Enrico Fermi, que estava ouvindo a conversa, teria se levantado em resposta e professado a célebre frase “Então onde eles estão?”. Como Fermi era brilhante e muito famoso, sendo o inventor entre outras coisas do primeiro reator nuclear, desta simples frase nascia o ‘paradoxo de Fermi’, um dos principais argumentos usados para afirmar que nós estamos sozinhos. Segundo ele, se os ETs existem, eles já deveriam ter pousado na frente da Casa Branca. Read more »

Aposta no biodiesel

Por Suzana Kahn Ribeiro
Scientific American Brasil – outubro de 2006

mamona.jpgPara superar o desafio de atender a crescente demanda por energia de forma sustentável, causando o menor impacto possível ao ambiente, é necessário buscar alternativas energéticas que possam substituir os combustíveis fósseis, mesmo que parcialmente. O limite ao uso do petróleo não vai se dar pelo esgotamento da fonte, mas pela redução da capacidade ambiental do planeta de absorver os gases oriundos de sua combustão. Neste artigo vamos defender como alternativa o biodiesel, mas antes é importante ponderar sobre a situação que nos conduz ao seu uso. Continuar lendo “Aposta no biodiesel”

Cimento

Presente tanto em casas de ricos quanto nas de pobres, em muros de casas e de presídios, em hospitais e quartéis. Não saberíamos, hoje, realizar nenhuma construção sem o auxílio dele, o cimento. Continuar lendo “Cimento”

Ainda sobre bananas e diamantes

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/profissionais.jpg&#8221; alt=”profissionais.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ /><em>Por <a href=”http://visie.com.br/blog/ainda-sobre-bananas-e-diamantes&#8221; target=”_blank”>Elcio Ferreira</a></em>

Tenho bons amigos empresários e gerentes de projeto, com os quais converso bastante. Um tema comum é o mercado de trabalho. Eles sabem que eu trabalho com treinamento e ocasionalmente me pedem para indicar um profissional. O que eu vou dizer aqui não está baseado em nenhuma pesquisa formal, mas nesses bate-papos com amigos. Parece haver um consenso entre eles: há muita gente despreparada no mercado. Não há falta de vagas, mas falta de desenvolvedores preparados para as vagas existentes.<!–more–>

Aliás, essa foi uma das coisas em que pensamos bastante antes de abrir a Visie. Trabalhar com treinamento para quem já é profissional de web é uma maneira de preencher lacunas no mercado, e isso significa ganhar dinheiro oferecendo algo de valor real, que vai fazer diferença na vida dos alunos.

Conversei anteontem com um amigo que acaba de contratar um bom desenvolvedor VB. Salário de mais de R$ 6000,00, razoável, não? Mas ele teve dificuldades em contratar. Não achava alguém que desse conta do recado.

Veja, por exemplo, essa oferta de emprego: <a href=”http://www.ubuntu.com/employment#head-27c5e9fad34a047bc0b7f0aad9c9736f9173a0d5″>Python Developer para o Ubuntu</a>. Você trabalha em casa, com Python (uau!) e num projeto Open Source. Trabalha com uma equipe grande, faz viagens ocasionais ao exterior para encontrar o resto do time e ganha em Euros!

Veja a descrição da vaga. O sujeito precisa saber Python e de experiência com Orientação a Objeto (e citam Python, Ruby, Java, C++ e C#) e com SQL. Essa é parte técnica. Parece fácil?

Além disso, o candidato precisa de um bom inglês, curso superior, responsabilidade e produtividade, trabalhar bem em equipe, conhecer TDD e metodologias ágeis, experiência com padrões de código e com arquitetura cliente/servidor. Pedem também que o sujeito goste de revisar código e discutir design de software com os colegas.

Perceba algo curioso ali. Entre as exigências para o candidato não há muita coisa a respeito da linguagem de programação ou do banco de dados. O foco está na metodologia. A questão não é com “o quê” você trabalha, mas “como”.

Peguei uma vaga pública num projeto Open Source como exemplo, mas há uma porção de oportunidades como essa por aí, com ferramentas Open Source, com .NET, com Java ou com quase qualquer linguagem atual com a qual você preferir trabalhar. Gente que está interessada em alguém que tenha no currículo não uma lista de linguagens, mas conhecimentos, e se possível experiência, que comprovem que ele sabe trabalhar <strong>bem</strong> com essas linguagens.
Veja um currículo como um milhão de outros que recebemos, na parte que diz o que o sujeito sabe fazer:

Conhecimentos avançados:
<ul>
<li>.NET (C# e VB.NET)</li>
<li>MS SQL Server</li>
<li>Oracle</li>
<li>ASP e ASP.NET</li>
<li>HTML, CSS e Javascript</li>
<li>Visual Basic 6 (e anteriores)</li>
<li>Windows DNA</li>
<li>Crystal Reports</li>
<li>Visual Studio .NET</li>
<li>Dreamweaver</li>
<li><em>… e assim por diante …</em></li>
</ul>
Troque .NET e ASP por Java, ou Python, ou Ruby, ou PHP. Troque MS SQL Server por MySQL ou Postgre e Oracle por Sybase. Troque VB 6 por Delphi ou Swing/AWT, e Windows DNA por J2EE, ou LAMP, Visual Studio .NET por Eclipse, Dreamweaver por GoLive, ou FrontPage (argh!) Variando essas opções, você vai ter varrido 95% dos currículos de programadores brasileiros.

O sujeito do currículo aí em cima me deu uma impressionante lista de siglas, mas esqueceu-se de dizer se vai escrever os testes de unidade antes do código, se só fará commit de código funcionando para o controle de versões, se seu código vai estar identado e comentado, se vai refatorar o código até que esteja em sua forma mais simples, se vai escrever pensando em reuso e documentar isso para o resto da equipe, se o HTML gerado será semântico e aproveitável pelos designers, se trabalha bem em equipe, ajuda os colegas menos experientes e escuta os mais experientes e se vai trazer ânimo, energia e bom humor para o time.

Vamos falar sobre <strong>como</strong> você trabalha, tá legal?

É importante ter uma impressionante lista de siglas em seu currículo, principalmente se você for usá-las. Mas apenas conhecer linguagens e ferramentas não faz de você mais do que um <a href=”http://en.wikipedia.org/wiki/Code_monkey”>Code Monkey</a>.

Digamos, por exemplo, que eu precise de um programador com experiência em testes de unidade. Não vou pesquisar por uma linguagem específica porque assim fica mais fácil encontrar algum com experiência em testes de unidade, embora, numa situação real, eu fosse procurar um com experiência em testes de unidade <strong>e</strong> Java (ou Python, ou C#, ou Ruby, ou PHP…) Bom, vamos lá: <a href=”http://www.apinfo.com/”>www.apinfo.com</a&gt;

Veja os resultados da pesquisa agora:
<ul>
<li>TDD: 0 currículos</li>
<li>teste de unidade ou testes de unidade: 0 currículos</li>
<li>teste unitário ou testes unitários: 7 currículos</li>
<li>unit test ou unit tests: 0 currículos</li>
<li>extreme (porque o pessoal da extreme programming trabalha com testes de unidade): 13 currículos</li>
</ul>
Percebeu? Treze currículos no Brasil inteiro. Para comparar, faça uma pesquisa por PHP ou mesmo Python.
Um bom programador aprende uma linguagem nova em uma semana, e se torna fluente e produtivo nela em poucos meses. <strong>Como</strong> você trabalha é muito mais importante que <strong>com o quê</strong>. Como você desenha o software, como você analisa e resolve problemas de software, como você assegura que seu software funciona bem, como você se assegura de que outras pessoas da equipe não irão quebrar seu software, de que outra pessoa poderá continuar seu trabalho, de que não terá que reescrever todo o sistema se o cliente mudar uma regra de negócios?

Um de nossos objetivos para o próximo ano é oferecer a nossos alunos a possibilidade de obter esse conhecimento. Quem for ao <a href=”http://visie.com.br/workshop/&#8221; title=”Workshop Produtividade Web 2.0″>Workshop de Produtividade</a> entenderá do que estamos falando. Chega de perder tempo, você precisar trabalhar rápido e ter completo controle sobre o que está fazendo.

Você pode nos ajudar, deixando o seu comentário, nos dizendo <strong>como</strong> você trabalha. Como faz para ser produtivo e garantir a qualidade do seu trabalho?

Projeto sobre Internet foi mal interpretado, diz Azeredo

privacidade.gifDepois de ter o projeto sobre o controle da Internet retirado da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) afirmou hoje que a proposta foi mal interpretada. Segundo Azeredo, relator do projeto, a medida tem como principal objetivo o combate aos crime cibernéticos e não deve ferir a privacidade do usuário da rede.

“O que se fala é de um cadastramento do usuário apenas uma vez, quando se contrata um provedor, semelhante ao contrato com uma empresa de telefonia, quando se compra um telefone”, disse ele, em um debate na rádio CBN com o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). Continuar lendo “Projeto sobre Internet foi mal interpretado, diz Azeredo”

Teste de Turing e a “Sala Chinesa”

Este teste foi inventado por Alan M. Turing (1912-1954) e descrito pela primeira vez em seu artigo de 1950. O arranjo básico para o teste inclui duas pessoas e a máquina a ser testada. Uma pessoa é um interrogador e a outra pessoa e o computador são os interrogados. O interrogador e os interrogados ficam em salas diferentes e portanto fisicamente separados. O interrogador pode apenas fazer perguntas utilizando um teclado (por exemplo um terminal de computador). Cada interrogado deve tentar convencer o interrogador de que ele é humano, e não a máquina. Turing sugeriu que o teste deveria durar aproximadamente cinco minutos, mas a duração precisa do teste é um pouco irrelevante.

Diz-se que a máquina passou no teste se o interrogador não pode diferenciar os interrogados, ou “chuta” qual dos interrogados é a máquina. A máquina não passa no teste caso o interrogador consiga identificá-la. A visão de Turing era que qualquer máquina que passa no teste deve ser considerada inteligente, ou mais precisamente, com a habilidade de “pensar”. Em outras palavras, Turing propôs que o teste é um critério adequado para avaliar inteligência artificial.

Muitos outros contestaram a validade do teste de Turing para avaliar inteligência, como Searle, com sua experiência mental da “sala chinesa” , primeiramente formulada em 1980 em seu artigo Minds, brains and programs, para combater a idéia de inteligência artificial “forte”, ou seja, que um computador adequadamente programado não é simplesmente uma simulação ou modelo de uma mente, mas sim uma mente de fato. Isto significa que o computador pensa, apresenta compreensão e estados cognitivos.

Suponha a existência de um computador que se comporta como se compreendesse a língua chinesa. Em outras palavras o computador toma como entrada símbolos em Chinês como entrada(pergunta), consulta um algoritmo e então produz outros símbolos em Chinês como saída (resposta). Suponha também que o computador executa essa função de maneira tão convincente, que passaria facilmente no teste de Turing, ou seja, seria capaz de convencer um nativo da língua chinesa de que ele também fala chinês, e o interrogador pensa que o computador é na realidade um outro chinês. Os defensores da IA(inteligência artificial) forte diriam que o computador realmente compreende o chinês, exatamente como uma pessoa.

Agora Searle nos pede para imaginá-lo no lugar do computador, ou seja, ele agora é quem recebe a entrada, e utilizando o algoritmo produz uma saída. Apesar de produzir a saída, Searle, que não fala chinês, não entende absolutamente nada. Então seu argumento é que, assim como ele, o computador não entende nem a entrada nem a saída, apesar de poder produzí-la. Eles são então apenas manipuladores não conscientes de símbolos. Por exemplo podemos supor que Searle, trancado dentro da sala chinesa, não tivesse sido alimentado por dois dias. Se lhe pedissem uma resposta para uma pergunta em chinês, como “Você quer comer um pato à Peking com rolinhos primavera?” , esta seria respondida por ele, sem a menor compreensão de seu significado, e com certeza sua boca não ficaria cheia de água!

O argumento de Searle é que, como não podemos encontrar onde se encontra a consciência responsável pelas respostas em chinês, tal consciência não existe. Porém há outros pontos de vista em relação a este argumento. Um deles é que o sistema Searle-algoritmo entende chinês, porém cada uma de suas partes em separado não. O contra argumento de Searle a esse respeito é que se o algoritimo fosse memorizado por ele, ainda assim ele não entenderia chinês.


Fonte: Turing e Searle

O que é um buraco negro?

blackhole.gifDe forma muito simplista, um buraco negro é uma região no espaço que contém tanta massa concentrada que nenhum objeto consegue escapar de sua atração gravitacional. Como a melhor teoria gravitacional no momento ainda é a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, somos obrigados a mergulhar em alguns dos resultados preditos por essa teoria para entender alguns detalhes de um buraco negro, mas vamos começar devagar, pensando sobre a gravidade em circunstâncias relativamente simples. Continuar lendo “O que é um buraco negro?”