Category Archives: Linguí­stica

Manual Básico do Debate

O debate é uma das maiores conquistas dos seres humanos. Nós aprendemos a dialogar, aprendemos a expor ideias e compartilhá-las. É dessa troca, dessa interação que descobrimos muitas coisas. O problema é que isso é lindo no papel (ou numa postagem de blog), mas as pessoas tendem a ser tirânicas com relação à opinião alheia.

Volta e meia me perguntam como abordar um tema num debate, como atacar o oponente, como expor suas ideias. Eu normalmente não respondo este tipo de pedido, porque, filhos, quem entra na chuva é para se queimar (MATHEUS, V.). Se você não tem condições, pense duas vezes. Mas isso não impede de eu dar dicas básicas. Não será um compêndio total e profundo de coo debater pela Internet, mas ajudará bastante.

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

R.I.P. Educação Brasileira e seu politicamente correto

O mundo está mudando. Eu posso sentir no ar, eu posso sentir na água; e quando o Sinistro Inimigo do Mundo se ergue da fortaleza de Barad-Dhûr, o chão treme. Os elfos estremecem, os homens mortais, fadados ao eterno sono, sentem um vento pesado e pútrido. Os anões resolvem se embrenhar nas profundezas da terra e orcs proliferam, montados em wargs. Os Homens do Oeste não estão sendo páreo para o alastre de trolls à toa. Alguns deles estão saindo até à luz do dia. Os ishtari mandaram uma mensagem para Manwë, na terra de Arda, mas ele está choroso. Eru, o único – que na língua dos eldar é Ilúvatar –, mostra sua ira e decreta que já está na hora de desfazer tudo o que Melkor aprontou.

E tudo isso porque a droga de um "prefessor" resolveu ser babaca e assassinou a Língua Portuguesa. SHAME ON YOU!!!!

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O estupendo mundo de Arthur Clarke

Arthur Clarke foi um dos marcos da literatura de Ficção Científica. Seu mundo de computadores, alienígenas, foguetes, flutuações quânticas era apenas uma pequena casca do que ele realmente foi. Engenheiro, especialista em radares e o cara que sentou e fez todos os cálculos provando a viabilidade do satélite geoestacionário.

Sua obra literária é vasta e bem conhecida. Graças ao seu argumento, tivemos o primeiro filme de ficção científica bem produzido: o pouso na Lua em 1969, digo, 2001, Uma Odisseia no Espaço, de 1968.

Neste episódio do SciCast, eu e grande elenco conversamos sobre a pessoa, o profissional, o soldado, o técnico, o autor.

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Qual é o segredo do Disco de Festo?

Em 15 de julho de 1908, o arqueólogo Luigi Pernier estava estudando o sítio arqueológico de um palácio minóico de Festo, próximo a Hagia Triada, que fica na costa sul da ilha de Creta. Lá, diferente do que certos apóstolos tendem a se enganar, os cretenses não eram sempre mentirosos, mesmo quando isso era dito por um cretense. Durante as escavações, Pernier encontrou uma coisa estranha. Um prato de argila com umas inscrições. O que estava ali? Ninguém sabia. Para que servia aquele treco? Ninguém fazia a menor ideia. Aquilo poderia ser usado como frisbee? Meio pesado. Aquilo era minóico? Eu que sei?

Mas alguns pesquisadores parece que descobriram os segredos envoltos no Disco de Festo. Aliens? Maçonaria? Feitiços da Bruxa do 71?

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Brevíssima introdução à linguística gerativa (oi Chomsky!)

Desculpem a demora, amiguinhos e amiguinhas, mas, como sabem os que me seguem no twitter, estou atolada de estudos para o mestrado e a monografia. Quem me segue lá já deve ter me visto falando que sou gerativista, ou seja, sigo a corrente linguística do gerativismo, proposta pelo Noam Chomsky em meados da década de 50. O André me perguntou sobre isso esses dias, quando enfiaram o FoxP2 num rato pra ver no que dava. Então, vou falar um pouquinho sobre essa área da linguística.

Sobre Bárbara Rocha

Quero ser linguista quando crescer.

O que é sotaque?

Olá amiguinhos(as)!

A gente já viu muito sobre a fala e sua complexidade, mas ainda há muitas dúvidas sobre isso. E outro dia me deixaram encasquetada no twitter falando sobre sotaques. Então… Você sabe o que é sotaque?

Eu já disse que a primeira coisa que a gente aprende quando aprende a falar é a variante diatópica de lugar onde aprendemos a falar, ou seja, o dialeto. Isso inclui aprender as palavras e construções típicas dessa região, além da fonologia específica (por exemplo, se vai usar o "chiado" [o termo técnico é africada, em oposição às oclusivas, sem "chiado"] ao falar |tia|dia|). Mas o que mais faz diferença mesmo entre os dialetos e que mais "marca" a fala das pessoas é o sotaque.

Sobre Bárbara Rocha

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Sobre gramáticas: contribuição do Mattosão

Oi amiguinhos(as)!

Quem me acompanha no twitter sabe que eu estou me preparando para a seleção do mestrado em linguística teórica e descritiva da Universidade Federal de Minas Gerais. Ontem, durante uma "sabatina" dos meus estudos, meu namorado me deu uns livrinhos muito bacanas do Joaquim Mattoso Câmara Jr. sobre linguística descritiva.

Eu já falei sobre gramáticas aqui e aqui, sobre a diferença entre fala e escrita aqui, e sobre os diferentes usos da língua aqui, mas não sei se ficou claro o suficiente. Então resolvi deixar pra vocês um trechinho da introdução da Estrutura da Língua Portuguesa, do Mattosão, que fala sobre isso.

Sobre Bárbara Rocha

Quero ser linguista quando crescer.

Sobre escrita e ortografia

Olá amiguinhos(as)!

Agora que nós já vimos que a língua é um fenômeno bem complexo, que apresenta variedades bem distintas e vários níveis de variação em diferentes graus, e não é muito bem definido cientificamente, podemos ver como isso complica na hora de padronizar o uso da língua.

Por que, afinal de contas, se ela é tão variável, como a gente consegue se entender de boa? E como a gente vai criar um sistema de escrita, que é infinitamente mais rígido e durável que a fala, de uma maneira que todo mundo entenda, mesmo que falem dialetos diferentes?

Sobre Bárbara Rocha

Quero ser linguista quando crescer.

O complexo fenômeno linguístico

Eu já disse nos textos anteriores que a língua é um fenômeno supercomplexo. Já disse que há, pelo menos, dois jeitos diferentes de se expressar linguisticamente – pela fala e pela escrita. Também já disse que há níveis de formalidade na fala e na escrita, salientando a questão da adequação. Vou falar mais sobre isso agora.

Na linguística, costumamos falar que a língua é um diassistema: um sistema de sistemas. Como assim, tia Bárbara? Eu explico. Cada "nível" linguístico de variação é um sistema em si, e todos juntos formam o fenômeno da linguagem.

Sobre Bárbara Rocha

Quero ser linguista quando crescer.

Decreta-se a língua portuguesa como fora-da-lei!

Sim, pois é só isso o que falta!

Estamos num caminho sem volta, rumo à ignorância. Estamos sem salvação frente à massa ignorante, apedeuta, débil mental, analfabeta e estúpida. Um povo que se recusa a aprender qualquer coisa. Um povo cuja maior ostentação foi ter um analfabeto na Câmara dos Deputados e um ignorante se sentir orgulhoso por ser ignorante e ter chegado à Presidência.

É o pais dos atoleimados, dos vis, dos pulhas, dos biltres, dos descompassados, dos torpes, dos pusilânimes, dos desclassificados, daqueles que me dão vergonha de possuírem características de Homo sapiens, mas deveriam ser enquadrados como Homo idiotens.

Sobre André Carvalho

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