Picatrix: O Manual de Instruções do Feiticeiro Malvado

Se você já se perguntou como um vilão medieval se tornava vilão de verdade (e não apenas aquele rei chato que cobrava impostos absurdos), a resposta está condensada em um único livro. Um livro que, por sinal, andava circulando pelas melhores bibliotecas da Europa durante séculos, com a mesma normalidade que livros de auto-ajuda tipo “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, que foi febre lá pelo início dos anos 2000. Esse livro se chama Picatrix, e ele é, sem exagero, um dos documentos mais estranhos, mais mórbidos e mais fascinantes que a Idade Média nos legou.

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Artigos da Semana 290

Tá chovendo a semana toda. Eu estou aqui, com uma caneca de chocolate quente, entre minhas cobertas, feliz da vida ainda de férias. Lancei esta semana dois livros em que eu conto histórias, e lançarei mais livros separando os volumes por eras e assuntos. Tem até um artigo que eu só falo disso, além de outras coisas que eu postei durante a semana. Bóra ler?

E comprem meus livros. Custa só R$24,90 cada um.

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Lançados livros de História como você nunca leu. Quem escreveu? Eu, André

Este é um ano que começou com novidades em termos de projetos. Um projeto que eu já vinha conduzindo há um tempo e com cuidado. Algo que finalmente deslanchei (ainda que não totalmente). Então, depois de revisões e tal, começou a saírem eles: meus livros! Continuar lendo “Lançados livros de História como você nunca leu. Quem escreveu? Eu, André”

Melhores artigos de 2025 parte 6

Este é a última parte das memórias do que foi postado ano passado. Espero que todos vocês estejam bem, assim como eu espero estar bem. Devo estar. Não sei. Tomara! Contei muitas histórias em 2025, mas elas acabam aqui. Daqui pra frente, só coisa nova, só coisa inédita. Mas amanhã terá algo maneiríssimo e tenho certeza que estará no rol de melhores artigos do ano que vem. Sobre o que é? Volta aqui a amanhã e descubra.

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Melhores artigos de 2025 parte 4

Fala, rapeize, que era como jovens se chamavam lá pela década de 80. Nenhuma saudade de ser chamado assim, mas manterei because zoeira. Ao longo do ano, contei muitas histórias de paz e de guerra, de aventureiros, de pedras, fontes de água, tartarugas heroicas (não as ninjas) e até um azarado que foi várias vezes atingindo por raios. Bóra dar uma olhada. Valeu, fui!

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Melhores artigos de 2025 parte 3

Estou meio resfriado hoje. Deve ser por dias de farra. Talvez, quem sabe, ou não, já que esta mensagem foi escrita muito antes. Sim,´pegadinha do Ceticismo, RÁ! Eu sou um pândego (e provavelmente tido como idiota. Sei lá, capaz de estar so falando sozinho aqui. Maaaaaaaaaas, se tiver alguém aí lendo, dá uma olhadinha na parte 3 do que foi postado ano passado.

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Melhores artigos de 2025 parte 2

Eu não sei que horas acordei hoje, mas a foto representa bem a noite de ontem. Aliás, eu nem sei como foi a noite de ontem, mas espero que tenha sido boa, já que esta postagem é automática e foi escrita em dezembro. ¯\_(ツ)_/¯

Espero que vocês estejam bem, e eu tenho certeza que eu estou bem no momento que esta postagem subir (espero). Bem, aqui tem mais uma parte do que eu postei esta semana. Eu sei que você aí não leu todas elas ao longo do ano. Taí sua chance!

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Quando o Ano Novo significava um tapão na fuça do Rei

Você adora comemorar réveillon que eu sei. Cair de boca no peru, passar a mão na coxinha da galinha, encher a caveira d álcool e fingir que você não é cuzão por natureza, tudo foi culpa da manguaça. Agora, imagine celebrar o Ano Novo com um ensopado de cordeiro e beterraba, um banquete digno de um rei. Problema que nessa festança, o rei da Babilônia seria arrastado pelos cabelos, forçado a ajoelhar-se e levaria um tapa tão forte no rosto que precisaria chorar de verdade, ou ia dar muito ruim.

Bem-vindo ao Akitu, o festival de Ano Novo da antiga Babilônia, onde humildade real, mitologia sangrenta e banquetes elaborados se encontravam numa celebração que durava mais de uma semana. Continuar lendo “Quando o Ano Novo significava um tapão na fuça do Rei”

Analisando séries e filmes de super-heróis XXXVII

O governo estuda a redução da jornada de trabalho para 5×2, mas acho que deveria aumentar, já que tem muita gente que passa 24/7 com tempo livre. Daí, por faltado que fazer, estão implicando com nulidades. A bola da vez é o filme A Odisseia, do Christopher Nolan; e isso porque estão falando que está totalmente errado do ponto de vista histórico.

Como eu gosto de filmes de super-heróis, darei meus dois centavos por causa do trailer que veio. Continuar lendo “Analisando séries e filmes de super-heróis XXXVII”

Quando Drácula foi para a Islândia e virou outro personagem

O negrume da noite se espraia pelas terras esquecidas. Não há brilho de estrelas neste lugar e a Lua, mesmo que saindo, se recusa a derramar sobre a terra o seu véu prateado. O frio enregelante acossa as minhas entranhas, mesmo eu estando de pé em frente a imensa lareira. O vento uiva como um lobo espectral e o manto do medo cobre o castelo onde estou. Tremo mais uma vez, o ranger das tábuas velhas ao sabor do vento me deixa inquieto. O ar se torna pesado e o vapor do meu hálito se condensa. O frio se torna mais cruel. O barulho açoita meus ouvidos e as criaturas da noite fazem-se escutar.

Eu não queria estar aqui depois das minhas experiências naquele lugar remoto na Romênia. Aqui, nas geladas terras da Islândia, pensei estar protegido do mal eterno, mas eu não me livrei, pelo contrário! Estou face a face a ele de novo, mas nada vejo. A mão gelada toca minha face e, num instante que pareceu durar uma eternidade, sinto que agora, não escaparei desta vez. Fecho os olhos e rezo, mas Deus não me ouvirá, eu sei disso. Continuar lendo “Quando Drácula foi para a Islândia e virou outro personagem”