As Tábuas de Kultepe: quando a Anatólia se tornou o berço do comércio

A história está cheia de personagens interessantes e outros um pouco, como direi, não muito chegados à honestidade, como é o caso de Ea-Nasir, o pior comerciante do mundo. Mas o comércio é a mola mestra das civilizações, existindo desde que o mundo é mundo, para horror do seu amigo que compra camisa na Che Store e odeia o capitalismo.

E nas profundezas da Anatólia, uma descoberta nos dá um vislumbre da história do comércio. Em Kültepe, uma antiga cidade situada a 18 km do centro de Kayseri, na Turquia moderna, arqueólogos fizeram uma revelação impressionante: uma tábua cuneiforme de 4.000 anos que detalha a fundação da primeira empresa conhecida na região. Continuar lendo “As Tábuas de Kultepe: quando a Anatólia se tornou o berço do comércio”

Uma pequena história de membros cortados e substituídos

Ser um primata é ótimo, ainda mais simiiforme, com polegar opositor e o escambau. Poder usar ferramentas e nossas mãos SEREM as ferramentas é algo incomparável. Entretanto, tem um pequeno probleminha: ter membros alongados implica em eles estarem expostos a todo tipo de dano. Alguns desses danos são irreparáveis e visando mal menor, bem maior, eles acabam tendo que ser removidos. Chamamos este processo de “amputação”. A necessidade de substituir estas partes do corpo levou a uma corrida de como poder criar algo que possa ser útil e eficiente. Foi uma corrida atrás do que chamamos próteses. Continuar lendo “Uma pequena história de membros cortados e substituídos”

Quando uma disputa entre torcidas fanáticas salvou um império

Você deve ter aprendido no colégio que a Queda de Constantinopla se deu em 29 de maio de 1453, marcando o fim da Idade Média e início da Idade Moderna. Obviamente, isso é muito mais complicado do que a princípio parece, mas deixe-me voltar um pouquinho mais no tempo. Quando vários sujeitos fanáticos por esporte, verdadeiros hooligans, salvaram Constantinopla e o próprio Império Bizantino.

Vamos nos situar primeiro. Continuar lendo “Quando uma disputa entre torcidas fanáticas salvou um império”

A arma dura grega que fazia estrago nos inimigos

Todo mundo gosta das histórias medievais com seus cavaleiros e suas armaduras reluzentes. A saber, eram bem poucos que podiam arcar com o custo de uma armadura completa, mas isso não significa que na Idade do Bronze fosse assim. Pelo contrário, os soldados tinham armaduras padronizadas. Uma dessas remanescentes ficou conhecida como A Panóplia de Dendra (ou Armadura de Dendra), descoberta em maio de 1960 em um túmulo na vila grega de Dendra por arqueólogos suecos, sendo a armadura com peitoral inteiro totalmente feito de bronze batido, datada do final do século XV A.E.C.

Até então a pergunta: soldados realmente usaram esta armadura ou era apenas para fins cerimoniais (porque tudo oque se encontra é quase sempre “para fins cerimoniais”.

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O segredo das mulheres de ferro das tumbas celtas

Em um mundo onde o passado é frequentemente esquecido, a Arqueologia serve como uma ponte para as civilizações que vieram antes de nós, com uma lanterna procurando a verdade há muito enterrada. Essa luz pode iluminar recônditos escondidos e trazer até nós descobertas que desafiam tudo o que pensávamos saber sobre uma sociedade antiga. No coração da Europa da Idade do Ferro, vindos de um passado distante, os Celtas nos contam um pouco sua história muda através das evidências arqueológicas.

E isso graças a algumas tumbas. Continuar lendo “O segredo das mulheres de ferro das tumbas celtas”

Bebuns agora podem se livrar da ressaca, mas só se forem ratos

Você, sim, você mesmo, seu pudim de cachaça, que já trocou o Corote por Pitu porque o Corote está te dando ardência no rabo. Acorda no dia seguinte com aquele gosto de cabo de guarda-chuva aberto sem saber como ganhou glitter na nuca e em outros recônditos da sua anatomia. Seus problemas com a ressaca terminaram, pois a Ciência resolveu isso pra você mas não com aquelas receitas que seus amigos bebuns compartilham que normalmente se resume em “evite a ressaca, mantenha-se bêbado”

Cientistas desenvolveram um gel que ajuda a metabolizar o álcool de forma rápida e segura (em ratos, você que se dane).

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As diferentes estátuas e seus tamanhos

Entre as maravilhas da arte e da engenharia, as estátuas se destacam como monumentos imponentes que impressionam e inspiram pela sua grandiosidade. Desde tempos imemoriais, a humanidade tem se esforçado para imortalizar sua existência e conquistas através da criação de estátuas. Estas obras de arte, esculpidas em pedra, metal ou outros materiais, são mais do que meros objetos; são testemunhos tangíveis da rica tapeçaria da história humana.

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USP seguindo antiga tradição paulistana de avaliar quem tem e quem não tem direitos

Nietzsche alertou para não combater os monstros temendo se tornar um deles, e que se você olhar para dentro de um abismo, o abismo olhará para dentro de você. Um perfeito exemplo disso é a escolha de quem pode e quem não pode se candidatar a vagas em universidades públicas pelo critério de cotas com análise se você tem a cor certa, as feições certas, o cabelo certo, só faltando pedir um exame de DNA. Aliás, se pedissem um exame de DNA não passariam (tanta) vergonha. E a vergonha é generalizada, como o caso da USP que negou vaga para um rapaz pardo, porque, segundo o tribunal racial, ele não é pardo e nem escocês; acho que acertaram a metade.

Avaliando suas informações antropométricas para saber se você pode comentar aqui, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “USP seguindo antiga tradição paulistana de avaliar quem tem e quem não tem direitos”

Dois casos de violência. Dois países. Um é imundo, nojento, superpopuloso e corrupto. O outro é a Índia

A Índia tem um problema sério com castas. Elas existem até hoje e ainda causa muitos problemas. Um desses problemas tem a ver com as camadas mais baixas, como os daliths, ou dalites ou sudras. Trata-se de um grupo formado por trabalhadores braçais, considerados como intocáveis e impuros. São vistos como menos que gente. Com isso, acha-se que pode-se fazer qualquer coisa com eles e sairão impunes, mas pelo visto, ainda há Juízes em Uttar Pradesh, em Berlim, talvez, no Brasil… bem, Brasil…

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Quando Roma enfrentou um inimigo monstruoso

Ninguém nega que o Império Romano foi uma formidável máquina de guerra. Seu exército era imbatível, invencível, indestrutível (calem-se, germânicos!). Graças a esse fabuloso exército, Roma era conhecida e temida. A bravura de seus legionários era de conhecimento de todos, mas alguns ainda ousaram desafiá-los. Entre eles, um monstro inenarrável. Continuar lendo “Quando Roma enfrentou um inimigo monstruoso”