Pareidolia e o Vale da Estranheza

A pareidolia é o fenômenos de ver e ouvir coisas que não estão lá. Trata-se meramente de nossa capacidade de reconhecimento que entra em curto e queremos ver coisas que, em princípio, não estão lá. Mas, as semelhanças fazem com que façamos ligações mediante nossa vivência. Assim, pessoas vêem Jesus em torradas, monstros em explosões e santas em vidraças.

Aliado a isso, algumas vezes temos sensações desconfortáveis, onde não gostamos do que vemos ou mesmo o repudiamos, à medida que alguma coisa tenta ser algo, mas não consegue chegar perto. É o Vale da Estranheza.

O presente artigo esmiuça nossa herança evolutiva, correlaciona a nossa capacidade de reconhecermos rostos desde nosso nascimento, e como isso nos influencia ao ver o mundo que nos cerca.

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Grama especial ‘pode reduzir gás produzido pelo gado’

Cientistas da Irlanda (nenhum, que seja meu parente) andaram metendo o pé na jaca esses dias, antes dos festejos do Ano Novo. Ou isso, ou alguém tá afim de ganhar o prêmio IgNobel de 2009.

Cientistas de uma universidade da Irlanda, muito preocupados com o meio-ambiente, acreditam que um tipo diferente de grama poderia ajudar a diminuir a quantidade de gases produzidos pelo gado que dela se alimentar. Em suma, eles querem controlar a flatulência do gado, já que, devido ao seu processo de digestão, o gado produz grande quantidade de metano (CH4), um gás que age fortemente no agravamento do efeito estufa, assim como o dióxido de carbono (CO2), e há anos pesquisadores têm buscado formas de diminuir o problema. Continuar lendo “Grama especial ‘pode reduzir gás produzido pelo gado’”

O cérebro da mulher de Flores

Durante o ano de 2003, uma equipe de antropólogos australianos encontrou um conjunto de fósseis na caverna de Luang Bua, situada na ilha de Flores (Indonésia), e iniciou uma enorme controvérsia sobre a origem dos seres humanos modernos.

Tratava-se do esqueleto bastante completo de uma mulher com cerca de 30 anos de idade, completamente bípede, com aproximadamente 1 metro de altura, que havia vivido na região há 18 mil anos. Esse esqueleto ficou conhecido como LB1. Depois, foram encontrados mais ossos ou fragmentos pertencentes a outros indivíduos, junto com utensílios de pedra, sinais de uso de fogo e resquícios de animais que indicavam a prática da caça.

A equipe, liderada pelos antropólogos Michael Morwood e Peter Brown, publicou a descrição dos fósseis em 2004, propondo a hipótese de que a mulher da ilha de Flores seria uma ancestral humana pertencente a uma nova espécie, Homo floresiensis, derivada da espécie Homo erectus, que habitou a Terra até cerca de 50 mil anos atrás. Continuar lendo “O cérebro da mulher de Flores”

Primeira viagem humana à Lua completa 40 anos

Para os desavisados de plantão, o dia dia 21 de dezembro pode apenas significar que chegou o verão, com amor no coração e outras bobagens cantadas pela Marina (Lima). Mas nesse dia, no ano de 1968, a Apollo 8 partiu em direção à Lua. Os astronautas Frank Borman, Jim Lovell e Bill Anders foram os primeiros homens a circunavegar a Lua, abrindo o caminho para o pouso histórico em nosso satélite, que aconteceria sete meses mais tarde, com a Apollo 11.

A missão da Apollo 8 serviu como tira-teima final para o gigantesco foguete Saturno V, que demonstrou ter a potência suficiente para tirar os módulos de comando e de serviço da Apollo da ação da gravidade da Terra e colocá-los em órbita da Lua. Continuar lendo “Primeira viagem humana à Lua completa 40 anos”

Bactérias bloqueadas

A estrutura da molécula de DNA, descoberta por James Watson e Francis Crick em 1953, está sendo usada por cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, como base para desenvolver um alternativa para combater a resistência a antibióticos em bactérias, um dos principais problemas de saúde na atualidade.

Bactérias cada vez mais resistentes a medicamentos causam milhares de mortes em todo o mundo a cada ano. Um exemplo é a Staphylococcus aureus, a mais violenta das espécies de estafilococos e uma das principais causas de infecções hospitalares. Chamada de “superbactéria”, é resistente à penicilina, tetraciclina, meticilina e a praticamente todos os outros antibióticos já desenvolvidos. Continuar lendo “Bactérias bloqueadas”

Estudo sugere perfil do ancestral comum da vida na Terra

Fim-de-semana tá chegando. E para comemorar, vamos dar de presente para nossos criaBURRIcionistas de plantão algo pra fazer seus estômagos embrulharem. Depois, a gente limpa as gaiolinhas e colocamos um rolete novo para eles brincarem. ;-)

Uma pesquisa realizada por cientistas no Canadá e na França sugere um novo perfil para o mais antigo ancestral comum universal – LUCA, na sigla em inglês (não, não tem nada a ver com a Suzanne Vega) – tido como o organismo que antecede toda a vida na Terra.

“Até agora a comunidade científica acreditava que o LUCA era um organismo ‘hipertermofílico’, que vivia a temperaturas acima dos 90ºC”, disse o especialista em bio-informática Nicolas Lartillot, da Universidade de Montreal, e um dos autores da pesquisa. “Mas os dados que coletamos sugerem que o LUCA era, na realidade, bastante sensível ao calor e vivia em climas onde a temperatura era abaixo dos 50ºC”, completou. Continuar lendo “Estudo sugere perfil do ancestral comum da vida na Terra”

Bactéria retém metais pesados de ambientes contaminados

Uma bactéria naturalmente resistente a metais pesados foi utilizada em pesquisa do engenheiro químico Ronaldo Biondo, no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, para criar uma linhagem de microorganismos modificada geneticamente, capaz de reter partículas metálicas e fazer a biorremediação de ambientes.

A nova bactéria, cuja foto está ao lado (não, aquilo não é um kibe), será utilizada no tratamento de efluentes contaminados por metais tóxicos, com possibilidade de ser adotada também para recuperar resíduos de minério perdidos durante as atividades de mineração. Continuar lendo “Bactéria retém metais pesados de ambientes contaminados”

Vaticano condena células-tronco e clonagem

Nada como a chegada do fim-de-semana! Pássaros cantando, sol brilhando e, se você não der muita sorte, um mar de lama invade a sua casa por culpa de um poder público retardado que não investe em infra-estrutura.

Deixando tais coisas de lado, o Império do Mal Vaticano mais uma vez dá o ar de sua graça sem graça, afirmando mais uma vez que a vida é sagrada, que aborto é crime hediondo e que quem não aceitar isso irá se entender com Satã. Nada de novo sob o Sol (que para eles ainda deve girar ao redor da Terra).

A Igreja Chatólica aparece mais uma vez vendendo sua ladainha irritante que a vida é um bem maior e merece ser defendida. Além disso, os toscos padrecos condenaram a fertilização artificial, a pesquisa de células-tronco embrionárias, a clonagem humana, as pílulas anticoncepcionais e até anti-gripais, posto que Vírus também são seres vivos (e mais inteligentes que os Pedófilos de Cristo). Continuar lendo “Vaticano condena células-tronco e clonagem”

Gralha-azul possui estrutura ocular incomum

Ave-símbolo do Paraná, responsável pela dispersão de sementes da araucária, a gralha-azul (Cyanocorax caeruleus) tem bulbos oculares (olhos) diferenciados. Em estudo feito recentemente, o veterinário Fabiano Montiani-Ferreira, do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), identificou nessa ave da família dos corvídeos uma estrutura óssea incomum no nervo óptico, também conhecido como ossículo de Gemminger, ou osso óptico. Esse elemento mostrou-se rico em medula óssea.

Embora a ocorrência de anel ósseo ao redor da parte branca do olho (esclera) seja comum entre as aves, a presença de um osso em torno do nervo óptico é exclusiva de alguns grupos. “Esse pequeno osso já havia sido descrito na década de 1950 em algumas espécies de aves, mas só agora foi identificado na gralha-azul”, ressalta Montiani. A real função da estrutura permanece desconhecida, pois ainda não foi suficientemente investigada. Suspeita-se que sua presença torne o ponto de inserção do nervo óptico na esclera mais rígido, o que ajudaria a dar sustentação à estrutura anatômica e a reduzir as conseqüências de impactos mecânicos. Continuar lendo “Gralha-azul possui estrutura ocular incomum”

Cérebro é uma gambiarra evolutiva

Engenheiros americanos costumam usar a gíria “kluge” ao se referirem a soluções improvisadas para problemas em projetos. A falta de iluminação numa casa nova pode rapidamente ser resolvida, por exemplo, com um fio desencapado, uma lâmpada velha, uma extensão e esparadrapo. Esse tipo de gambiarra, diz o psicólogo Gary Marcus, da Universidade de Nova York, é também a melhor analogia para descrever a mente humana.

“Kluge” é o título do novo livro de Marcus, dedicado a mostrar como nossas faculdades mentais mais caras – consciência e raciocínio lógico – foram construídas pela evolução aproveitando estruturas cerebrais primitivas, na falta de algo melhor. Dá para o gasto, mas o preço que pagamos por não sermos fruto de um “projeto inteligente” é que nossa gambiarra cerebral freqüentemente entra em curto-circuito. Continuar lendo “Cérebro é uma gambiarra evolutiva”