Extraído do livro “O Mundo assombrado pelos demônios”
Quando desci do avião, uma pessoa me esperava, tendo nas mãos um papel com o meu nome. Era o motorista que os organizadores da conferência de cientistas na TV amavelmente haviam me providenciado. “Permite que lhe faça uma pergunta?” ele disse, enquanto esperávamos minha bagagem. “Não dá confusão você ter o mesmo nome do daquele cientista?” Eu não entendi. Estaria ele me gozando? “Sou eu o cientista”, respondi. Ele sorriu: “Desculpe. Pensei que você tinha o mesmo problema que eu”. Estendeu a mão e se apresentou: “Meu nome é William F. Buckley”. O nome era muito parecido com o de um polêmico entrevistador de televisão. Já no carro, me confessou que estava encantado por saber que eu era “aquele cientista” e indagou se havia algum inconveniente em que me fizesse algumas perguntas sobre ciência; mas não foi sobre ciência sobre o que falamos. Continue lendo »

Alguns anos atrás, alguém da Microsoft percebeu que eles tinham um pequeno probleminha de recursos. Recursos humanos para ser específico. Eles tinham um monte de vagas abertas (milhares, para ser exato ;-)) e um monte de aplicações em desenvolvimento (centenas de milhares). Não era fácil designar o programador certo para a aplicação certa. Então eles decidiram reinventar a Entrevista de Emprego.
O que é que as pessoas comuns pensam quando as palavras ciência ou cientista são mencionadas? Faça você mesmo um exercício. Feche os olhos e veja que imagens vêm à sua mente.