Grandes Nomes da Ciência: John Goodenough

Os límpidos olhos cinzentos contemplam o momento. Empertigado em seu traje de gala, o corpo ereto, as costas firmes, o queixo decisivo. Seu nome é chamado junto com seus companheiros. Passo a passo, eles entram no local da cerimônia e seus movimentos são registrados graças à sua maior invenção, seu trabalho, suas pesquisas. Um daqueles homens era o homem mais velho a receber o prêmio Nobel até então, e o prêmio recebido – apesar da injustiça cometida no dia –  é mais do que merecido, pois sem a referida pesquisa, o mundo como você conhece não existiria.

O idoso que entrou contava com 97 anos de idade ,a época e é um revolucionário, mas um revolucionário de verdade, não algum adolescente com camisa imunda e cheiro de 5 dias sem banho. O homem é John Goodenough, e sua pesquisa é boa o suficiente para dizermos que ele mudou o mundo. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: John Goodenough”

Analisando séries e filmes de super-heróis XXXI

The Flash e a tortura do inevitável

Vi o filme The Flash com uma expectativa e esta expectativa foi atendida: ver o Batman do Michael Keaton sentando a porrada em bandido. Tinha Batman do Michael Keaton sentando a porrada em bandido e eu fiquei satisfeito, mas o filme não era só isso, era muito mais e o conjunto da obra ficou maravilhoso e surpreendente de uma maneira que eu mesmo não esperava. Continuar lendo “Analisando séries e filmes de super-heróis XXXI”

Semana de quatro dias nas empresas maravilindas. Um dia chega a sua vez (ou não)

Eu gosto dessas notícias de empreendedorismo porque eles falam com tanta convicção, que, se bobear, até eles acreditam (mas eu não tenho certeza disso. Uma constante (ainda mais na fauta de palta) é sobre home office. Aí voltam com aquele lance maneiríssimo de tendência mundial que home office é o caminho, a verdade e a vida, e o mai mió de bão (™Mineiros) é trabalhar 4 dias por semana, de segunda a quinta. Show, né? Todo mundo tinha que seguir isso, né? Continuar lendo “Semana de quatro dias nas empresas maravilindas. Um dia chega a sua vez (ou não)”

Um camelódromo de roupa no meio do deserto

Eu vi comentarem sobre o imenso lixão de roupas no Deserto de Atacama, no Chile. Isso não é recente, há décadas este lixão está lá, e vai crescendo, crescendo, crescendo… aquilo é que nem algo meu, que não para de crescer: a fatura do meu cartão. A área do Deserto do Atacama está se tornando uma das principais regiões de descarte de roupas em crescimento global, devido à produção acelerada de roupas baratas e “de grife”, conhecidas como fast fashion (ou “moda rápida”), sendo essencialmente moda de baixo custo. Esse fenômeno resultou em um alarmante desperdício, em que as empresas não têm onde enfiar essas roupas (eu tenho excelentes sugestões) e, por isso, jogam lá no meio do deserto e seja lá o que os deuses incas quiserem. Continuar lendo “Um camelódromo de roupa no meio do deserto”

A zona árida do Arizona

Arizona é um dos estados norte-americanos que a gente está acostumado de ver nos filmes antigos de bang-bang. Eu vi muitos, hoje eles são raros. Uma pena. Vi muitos daqueles filmes com cowboys cavalgando pradarias, lugares vazios, a vegetação rasteira (e índios. Claro que tinha que ter índios!). Até pensava como deveria ser dar um rolé por lá.

Continuar lendo “A zona árida do Arizona”

O vertiginoso crescimento de Singapura

Singapura não tem nada em comum com seus vizinhos do Sudeste Asiático. Localizada na ponta sul da Península Malaia, a República de Singapura não é um país grande, pelo contrário. Sua classificação seria a de uma cidade-Estado insular. Até a década de 60 era um cantão pobre, como sua vizinha Indonésia, mas uma profunda reforma política e administrativa alavancou Singapura e seu crescimento foi sem igual, ainda mais levando em conta que diferente dos Emirados Árabes Unidos, lá não tem essa abundância toda de petróleo, embora seja forte no refino deste.

Continuar lendo “O vertiginoso crescimento de Singapura”

Você pode reclamar, mas é só isso mesmo

Quando eu anunciei que destinaria os vindouros artigos especiais para quem assina o Apoia.se,  eu já sabia de antemão o que ia acontecer, e seria duas coisas. Uma que pessoal realmente iria querer doar, nem que fosse 5 reau. Outra: os haters iriam surtar tempestivamente.

Como sempre, eu acertei.

Continuar lendo “Você pode reclamar, mas é só isso mesmo”

A perspectiva de comprar o azul para levantar o caído

Estava pensando ontem. Há bastante tempo eu já falei com vocês coo blogs estavam morrendo, e apesar dos meus esforços de fazer mais pessoas escrevendo, é tampar o sol com a peneira ao não reconhecer que redes sociais tomaram este nicho, ainda mais com o Shadowban do Google. Cliquem nesse link e vejam. Google é o motor de busca mais tosco de ridículo, mas ainda vai demorar pro Bing tomar o lugar dele, mesmo sendo turbinado com IA. Até a busca pelo Twitter está eficiente. O que fazer, então?

Continuar lendo “A perspectiva de comprar o azul para levantar o caído”

O clima de nossas vidas parte 3

Este é o último (espero que não o derradeiro) vídeo de time lapse mostrando fenômenos atmosféricos. Claro, vai ter outros, mas este é uma coleção, cujo primeiro (que eu postei aqui) subiu pro Tubo há 12 anos! Este vídeo foi filmado entre 2020 e 2022 nas Dolomitas e no sul da Alemanha. Capturar tempestades neste ambiente foi um desafio, mas as imagens são estupendas!

Continuar lendo “O clima de nossas vidas parte 3”

Descoberto o mais antigo jogo dos Maias

Jogos têm sido jogados por milhares de anos em culturas em todo o mundo. Jogar e se distrair é tão velho quanto os próprios seres humanos. O mais velho jogo de tabuleiro que se tem notícia é o O Jogo Real de Ur, com mais de 4.600 anos de idadade, sendo jogado na Mesopotâmia. O jogo de tabuleiro de xadrez Senet, jogado no Egito por volta de 3100 A.E.C., o jogo Mancala é jogado desde 1400 A.E.C. em reinos africanos, o xadrez tem origem na Índia há mais de 1.500 anos e o jogo estratégico Go começou na China há 2.500 anos.

Toda civilização tem seus jogos e formas de diversão e distração. A civilização maia não seria diferente! Continuar lendo “Descoberto o mais antigo jogo dos Maias”