O planeta que te deixa sem chão

Eu gosto de alguns conceitos são totalmente estranhos para nós. Por exemplo, você fica em pé aqui na Terra, anda de um lado para o outro, pega carro, ônibus e metrô. Legal, né? Você jamais poderia fazer isso em Júpiter, pois o Planetão Gigantão não tem chão. Não, nenhuma superfície. Não há nada para andar e nenhum lugar para pousar uma nave espacial.

Mas como pode ser isso? Se Júpiter não tem superfície, o que ele tem? Como pode se manter unido? Pode parecer absurdo, mas é isso mesmo. É um dos conceitos que mais vai de encontro ao nosso senso comum: Júpiter é um mundo sem superfície, o que é realmente difícil de entender. Continuar lendo “O planeta que te deixa sem chão”

Artigos da Semana 229

Ontem foi feriado. Nada mais inútil que um feriado no fim de semana… ok, talvez, não, porque temos pessoas que trabalham nos fim de semana. Reconheço, feriado é sempre bem-vindo. Foi dia de finados, mas não choveu aqui e… bem, cansei do enche-linguiça. Vejam o que foi postado na semana.

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Lunar Trailblazer: desvendando o mistério da água na Lua

Água é muito importante, mas não só para se ter vida; ela ajuda a entender a formação do próprio Sistema Solar. Tomemos como exemplo a Lua; sim, a Lua! A Lua seria um lugar legal para achar água. Ela parece ser um pedregulhão estéril, quase hostil à vida como a conhecemos (ok, é isso, mesmo que ela é); no entanto, a água presente em Jaci pode nos dar muitas respostas para perguntas. Como? Sim, isso, mesmo! Tem água lá.

Então, quem poderá nos ajudar com isso? Bem, ano que vem a missão Lunar Trailblazer da NASA começará a orbitar a Lua para revelar toda a história por trás da água que tem no nosso satélite natural. Continuar lendo “Lunar Trailblazer: desvendando o mistério da água na Lua”

O asteroide jardineiro

Imagine um pedregulhão do mal do tamanho de quatro vezes o Monte Everest colidindo com a Terra. Ok, você já viu vários filmes sobre isso e sempre dá ruim. Obviamente, se você for tipo a Maria Porcão, você ia emendar logo como isso seria bom para você. Sim, pior que até pode ser bom. No caso de hoje veremos como o impacto do meteorito S2, não só moldou a superfície do nosso planeta, mas também desempenhou um papel crucial na evolução da vida: ele praticamente serviu de um enorme, gigantesco, cataclísmico jardineiro. Continuar lendo “O asteroide jardineiro”

Elementos-traço zoando com ecossistemas marinhos

Estamos acostumados a ouvir todos os dias que as mudanças climáticas vão ferrar a vida vida das pessoas, aumentando temperaturas, mudando o clima e fazendo com que seu chefe sempre chegue perto de você quando estiver dormindo no trabalho. Bem, além disso tudo, mudanças climáticas também afetam a química dos oceanos de maneiras que muitas vezes passam despercebidas, moldando o planeta da pior maneira possível.

Um dos aspectos menos discutidos, mas igualmente cruciais, é como essas mudanças afetam os elementos-traço nos ecossistemas marinhos costeiros. Esses elementos, que incluem tanto nutrientes essenciais quanto contaminantes tóxicos, desempenham um papel vital na saúde dos oceanos e, por extensão, na nossa própria saúde. Quem poderá nos proteger? Continuar lendo “Elementos-traço zoando com ecossistemas marinhos”

Cadê a atmosfera de Marte que estava aqui?

Marte nem sempre foi o deserto frio que vemos hoje. Há evidências crescentes de que a água uma vez fluiu na superfície do Planeta Vermelho, bilhões de anos atrás. E se havia água, também deve ter havido uma atmosfera espessa para impedir que essa água congelasse. Mas, por volta de 3,5 bilhões de anos atrás, a água secou e o ar, antes pesado com dióxido de carbono, afinou dramaticamente, deixando apenas um resquício de atmosfera que se agarra ao planeta hoje.

Para onde foi a atmosfera de Marte? Continuar lendo “Cadê a atmosfera de Marte que estava aqui?”

Cientistas bancam os garis e fuçam o DNA lixo de peixes

Encontrar fósseis é algo hercúleo, já que larga maioria do que viveu não deixou registro. Aos que deixaram nem sempre tiveram sorte de seus fósseis sobreviverem. Mas, quando achamos, é motivo para comemoração, ainda mais quando é algo grande, bem grande, como foi o caso de um imenso genoma sequenciado de um bicho bem velho.

Dinossauros? Não, um peixe, mas não um peixe qualquer. É um peixe pulmonado! Continuar lendo “Cientistas bancam os garis e fuçam o DNA lixo de peixes”

Fungos: os alquimistas que retiram tungstênio do lixo

O tungstênio é conhecido por sua notável dureza e alto ponto de fusão, além de ser um material crítico usado em várias indústrias, incluindo eletrônicos, semicondutores, aviação e setores automotivos. Sua raridade e o número limitado de países onde pode ser extraído tornam o tungstênio um recurso inestimável.

À medida que as reservas naturais se esgotam, a capacidade de recuperar tungstênio de resíduos industriais torna-se cada vez mais importante. Então, uma recente pesquisa visa dar uma forcinha nessa área, fazendo uso de algo que você nunca imaginaria: fungos.

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A beleza espectral das auroras

A aurora boreal, também conhecida como “luzes do norte”, sempre encantou observadores com suas danças de luzes coloridas no céu noturno. Recentemente, cientistas deram um passo significativo na compreensão desse fenômeno ao capturar as primeiras imagens hiperespectrais da aurora boreal. Utilizando uma câmera hiperespectral ultra-sensível, instalada no Centro Espacial Esrange em Kiruna, Suécia, pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência da Fusão do Japão (NIFS) conseguiram revelar detalhes nunca antes vistos das auroras. Continuar lendo “A beleza espectral das auroras”

A Física e a Química do Aqueduto de Patara ou Delikkemer

Os aquedutos romanos foram uma das mais impressionantes realizações da engenharia da Antiguidade, vitais para fornecer água potável para as cidades, portos, fazendas e minas em todo o império. Essas estruturas podiam ter até 250 km de comprimento e transportar até 200.000 m³ de água por dia. Durante o período conhecido como Pax Romana, entre 25 A.E.C. e 200 E.C., quase todas as cidades importantes construíram seus próprios aquedutos, e atualmente são conhecidos mais de 1.400 grandes aquedutos romanos.

O Aqueduto Delikkemer perto de Kaş, Turquia, é um exemplo impressionante da engenharia romana antiga. Também conhecido como Aqueduto de Patara – localizado na antiga cidade portuária de Patara –, esta maravilha da Engenharia foi construída durante o reinado do imperador Cláudio (41-54 E.C.). Ele se destaca não só por sua complexidade técnica, mas também por sua adaptação ao terreno desafiador da região. Continuar lendo “A Física e a Química do Aqueduto de Patara ou Delikkemer”