Artigos da Semana 284

Tá cada dia mais quente, avizinhando o verãozão (prefiro não morrer de calor). Era para eu cuidar de umas cosas em casa, mas preferi ficar refestelado descansando. Então, pensei em vocês e trago aqui o que foi postado durante a semana.

Tá tudo aqui, vou pra soneca da tarde!

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Como mulheres contribuem para a destruição da camada de ozônio

Há perguntas que a humanidade jamais deveria ter feito por causa de implicações inerentes e o desenrolar de acontecimentos a partir delas. “Existe vida após a morte?” é uma delas. “O que havia antes do Big Bang?” é outra. Mas a mais perturbadora de todas pode ser: “O pum de quem cheira pior? Homens ou mulheres?”. O problema dessas pergutas, ao serem feitas, é que fatalmente alguém vai tentar responder. As duas primeiras ainda não se tem uma resposta definitiva do ponto de vista científico, mas a última sim.

E eu acho apavorante alguém tê-la feito. Continuar lendo “Como mulheres contribuem para a destruição da camada de ozônio”

SOHO: 30 anos bisbilhotando o Sol e sobrevivendo a tudo que deu errado

Em 2 de dezembro de 1995, a ESA e a NASA lançaram o Solar and Heliospheric Observatory, o SOHO para os íntimos, com a modesta ambição de observar o Sol por dois anos. A ideia era posicionar o satélite a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, num ponto privilegiado entre nosso planeta e o astro-rei, e deixá-lo espiar a estrela sem interrupções. O que os engenheiros não esperavam é que esse observador solar se tornaria o satélite mais teimoso da história espacial, recusando-se terminantemente a se aposentar mesmo três décadas depois. Continuar lendo “SOHO: 30 anos bisbilhotando o Sol e sobrevivendo a tudo que deu errado”

Chimpanzés bêbados explicam sua vontade de tomar uns gorós

Está aí você, meu amigo, minha amiga, com aquela vontade irresistível de tomar uma cervejinha gelada depois do expediente. Bem, se alguém criticar, diga que não é exatamente uma escolha sua, mas sim uma herança genética de milhões de anos. Sim, você pode culpar seus ancestrais macacos. Mais especificamente, pode culpar chimpanzés comedores compulsivos de figos fermentados que vagavam pelas florestas africanas enquanto consumiam o equivalente a dois drinks por dia. E não, eles não dividiam.

Macaco manguaceiro tá certo! Continuar lendo “Chimpanzés bêbados explicam sua vontade de tomar uns gorós”

Capivara na USP vira cadáver de fim de expediente e a Ciência agradece… ou quase isso

Hoje é sex(y)ta-feira. O Brasil lá fora rindo, fritando pastel, entornando chope, beijando bocas e reclamando do trânsito rumo ao bar. E eu aqui preso, lançando nota e ouvindo choramingo quando me chega a Elise relatando a brilhantíssima aventura acadêmica que consiste em pegar uma capivara morta, enfiar dentro de um saco de lixo e levar para dar um rolécomo se fosse entrega do iFood. Honestamente, se isso não é o retrato espiritual da humanidade em 2025, eu realmente não sei mais o que é.

Fazendo roedores gingantes dançarem thriller, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Capivara na USP vira cadáver de fim de expediente e a Ciência agradece… ou quase isso”

Morra, bata papo com Jesus, volte e venda livro

Dizem que quem não morre não vê Deus. Olha, isso é bem possível ser verdade, já que pelo que fiquei sabendo a fórmula definitiva para provar a existência de Deus, do Céu e provavelmente do serviço de paisagismo celestial: não é fé, meditação, filosofia, teologia. A resposta é muito mais prática: basta desligar o cérebro por 90 minutos. Foi o que Robert Marshall fez em 2024. Morreu. Três vezes. Voltou. Com Jesus no currículo e livro na Amazon.

Eu ouvi um amém? Continuar lendo “Morra, bata papo com Jesus, volte e venda livro”

Hayli Gubbi: quando o vulcão acorda de mau-humor

Quando um vulcão passa mais de dez mil anos em silêncio, a humanidade tende a tratá-lo como um avô aposentado da Geologia, daqueles que só contam histórias antigas e nunca levantam da poltrona, passando mais tempo dormindo do que fazendo efetivamente algo. O problema é que o planeta Terra não é estático, parado, morto. É um planeta com geologia bem ativa, e não deveria causar assombro o que aconteceu. Mas causou! Continuar lendo “Hayli Gubbi: quando o vulcão acorda de mau-humor”

Os antigos segredos metalúrgicos do Cazaquistão

Todo mundo sabe que o Cazaquistão é a melhor nação do mundo, e os governantes dos outros países são apenas garotinhas. O que você não sabe é que a região de Semiyarka era uma espécie de proto-Manhattan da Idade do Bronze que estava ali, esperando pacientemente há 3.600 anos, a 180 km de Pavlodar, no nordeste do Cazaquistão. Continuar lendo “Os antigos segredos metalúrgicos do Cazaquistão”

Artigos da Semana 282

E acabou-se o feriadão. Feriadão que eu não aproveitei porque tive a desventura, tristeza e infelicidade daquela prática de “visitar parente”, e o parente nem é meu. Já não bastava ter que dar oi pras visitas, a visita fui eu e tive que dar oi pro pessoal. FML.

Mas não deixei vocês sem artigos. Vejamos o que e postei esta semana, ainda que agendado.

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A mamute de 40 mil anos que virou mensageira molecular da pré-história

Imagina a cena: você morre em uma tempestade de neve na Sibéria há 40 mil anos, ainda jovem, seus músculos contraindo pela última vez antes do frio eterno do permafrost te abraçar como um freezer horizontal gigante. Quarenta milênios depois, um bando de cientistas suecos decide bisbilhotar suas últimas atividades celulares como se fossem detetives moleculares investigando uma cena de crime congelada. Pois é exatamente isso que aconteceu com Yuka, uma mamute pequenina que queria vo… nah, ela só queria brincar, mas deu ruim para ela, e milhares de anos depois, em 2010,  seu corpo foi descoberto no nordeste da Sibéria. Continuar lendo “A mamute de 40 mil anos que virou mensageira molecular da pré-história”