O que move legiões de cientistas a trabalhar numa empreitada de pesquisa baseada em especulação? Enquanto a comunidade de psicólogos cognitivos se divide entre times que trabalham para tentar provar diferentes teorias da consciência, centenas de físicos dedicam suas vidas a uma teoria (ainda) insondável, segundo a qual os componentes fundamentais da matéria e da energia não são partículas mas sim pequenas cordas vibrando.
É à especulação, afinal, que os cientistas se apegam enquanto suas ferramentas não conseguem produzir as evidências de que precisam. Mas, apesar de a divagação livre ser uma parte essencial da atividade científica empírica — é preciso especular algo para poder testar –, pedir a um cientista para pisar a fronteira nebulosa entre o palpite e a certeza é sempre delicado. Muitas vezes isso é mesmo um tabu. Continuar lendo “Cientistas expõem teses nas quais acreditam sem poder provar”

A cadeira robótica FX-1 foi desenvolvida pelo Hubo Lab do KAIST (Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coréia do Sul), os mesmos criadores do
É a primeira vez que são obtidas mais de cem medições sucessivas de um fóton isolado. Experimento pode ter implicações na construção de nova geração de computadores.
Imagine poder abrir mão do mouse e acessar links utilizando os olhos e apenas um botão. É isso que pretende a tecnologia desenvolvida por Manu Kumar, estudante de doutorado da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, em conjunto com o professor Terry Winograd. Chamado de EyePoint, o software usa uma tela especializada de computador equipada com uma câmera de alta definição e luzes infravermelhas, baseado no sistema de rastreamento do movimento dos olhos utilizado por pessoas com dificuldade de movimento.
Os filmes de ficção científica são muito mais charmosos do que a realidade quando o assunto são as naves espaciais. Na realidade virtual, motores que emitem apenas luz aceleram as naves a velocidades de dobra espacial e levam nosso heróis para mundos distantes, senão num piscar de olhos, pelo menos no tempo de um intervalo comercial.
Dexter se adapta a diferentes ambientes e tarefas, como fazem os humanos. Após tentativas frustradas, robô modifica seus movimentos para conseguir andar.
Em geral, cientistas não ficam chocados ao lerem artigos de seus colegas, pois estão mais ou menos a par do que vem acontecendo na área. Esse não foi o caso de um resultado de física experimental no qual um pulso de luz foi injetado em um aglomerado de matéria e resgatado em outro local, intacto. O trabalho pode ter implicações importantes para o desenvolvimento de computadores quânticos e armazenamento de informação através da luz.
Um robô que se adapta à água e à terra oferece aos cientistas uma oportunidade de duas vias, em que a biologia ajuda a tecnologia e vice-versa. Além de contribuir para mostrar aos pesquisadores como os animais vertebrados se locomovem, essa máquina que imita características da natureza pode atuar futuramente em cenários de risco, como no resgate de pessoas em enchentes. O autômato desenvolvido na Suíça pesa cerca de três quilos e mede 85 centímetros.
Por Ron Cowen
Pela primeira vez, foi observada diretamente uma nanoliga metálica. O fio, de dimensões nanoscópicas, formado por poucos átomos de ouro e prata enfileirados, foi obtido experimentalmente por pesquisadores de três instituições cientificas brasileiras. Os resultados da equipe, considerados muito importantes, abrem uma nova linha de investigação nas áreas de nanociência e nanotecnologia. O artigo foi publicado em Nature Nanotechnology.