A mais antiga cratera encontrada

Está lá você, acordando de manhã e talz. Daí – PUMBA! – descobrir que seu quintal é, na verdade, o cenário de um evento cósmico cataclísmico de bilhões de anos atrás. Isso porque um pedregulhão veio viajando a uma velocidade estonteante de 36 mil km/h, colidiu com a Terra primitiva há 3,5 bilhões de anos, gerando um evento cataclísmico. Você ficaria sem palavras, certo? Foi mais ou menos isso que aconteceu com um grupo de pesquisadores da Universidade Curtin, na Austrália, quando encontraram evidências da cratera de impacto de meteorito mais antiga já registrada na Terra.

Essa descoberta, feita no Domo do Polo Norte (não aquele cheio de neve, mas uma região quente da Pilbara, na Austrália Ocidental), e pela data mencionada acima, isso significa que essa cratera é mais antiga do que qualquer outra conhecida – a que detinha o recorde anterior tinha “apenas” 2,2 bilhões de anos. Continuar lendo “A mais antiga cratera encontrada”

O Panteão de Roma: não precisa mais nada no título

Eu tenho um problema. Aliás, não. Muitos milhares: jovens. Motivo? Eles existem. Ainda hoje uma criatura de 20 anos que estuda computação teve a pachorra de me dizer que hoje arquitetos não fazem um panteão, mas fizeram a casa do Gustavo Lima (vai com um T, mesmo. Foda-se) que é a mesma coisa.

Malditos jovens! Continuar lendo “O Panteão de Roma: não precisa mais nada no título”

Aguaceiro Mundial: quando choveu por 2 milhões de anos

O viajante foi muito longe dessa vez. Ele está olhando o evento. Ele presencia algo e esse algo ditará consequências incríveis. Caiu uma gota sobre o viajante, e esta gota escorre pela sua roupa de proteção. O viajante sabe o que vai acontecer, ele estudou sobre isso antes, mas não antes de acontecer; ele estudou muitos milhões de anos depois de acontecer. Este homem não é apenas um viajante que cruza distâncias, e sim um viajante que cruza as Eras. É um Viajante do Tempo. Continuar lendo “Aguaceiro Mundial: quando choveu por 2 milhões de anos”

Artigos da Semana 243

O Carnaval tá chegando e eu estou muito animado, como a imagem de abertura mostra. Claro, estou me preparando para a folia. Enquanto isso, fiz esta postagem para lhe lembrar do que foi postado na semana!

Continuar lendo “Artigos da Semana 243”

A Primeira Última Morada de Tutmés II

A descoberta da tumba de Tutancâmon em 1922 foi um choque na comunidade acadêmica e na vida das pessoas. Finalmente pudemos ter um vislumbre do poder, glória e opulência de um rei egípcio, ainda que fosse irrelevante – sim, pois é. A importância de Tut foi ter sua tumba encontrada intacta, com toda a sua riqueza. Agora, o papo é outro, pois outro rei foi descoberto (já falei inúmeras vezes para pararem de chamar reis egípcios de “faraós”). A New Kingdom Research Foundation descobriu a localização da tumba original de Tutmés II.

Original? Sim, leia o texto para entender! Continuar lendo “A Primeira Última Morada de Tutmés II”

Artigos da Semana 242

Estamos no meio de fevereiro, já, ainda faltando duas semanas para o carnaval (não é lá grande coisa, mas pelo menos fico de folga até a quarta-feira de cinzas). Em meio ao calor abrasador, com Satanás mandando o shareware do que virá no Inferno, o lance é ficar no ar-condicionado enquanto lemos o que foi postado na semana.

Continuar lendo “Artigos da Semana 242”

Eslováquia: o reino onde as estações pintam histórias

Como diz um antigo provérbio eslovaco: “Koľko rečí vieš, toľkokrát si človekom” (Quantas línguas você fala, tantas vezes você é humano”. Esta sabedoria ancestral ecoa através dos séculos nas terras dos eslavos ocidentais, onde cada palavra carrega o peso da história e cada silêncio conta histórias de resistência e renascimento. E é ali, nas entranhas da Europa Central, entre montanhas majestosas e vales profundos que parecem tocar o céu, que repousa a Eslováquia – uma terra onde lendas e realidade se entrelaçam como os rios que serpenteiam suas planícies douradas. Continuar lendo “Eslováquia: o reino onde as estações pintam histórias”

Os registros muito antigos do clima zuado do passado

A reconstrução climática do passado é um campo de investigação essencial para compreendermos os padrões climáticos atuais e suas tendências futuras, mas é uma pesquisa ingrata. Como saber o que realmente aconteceu? Anéis de troncos de árvores, vestígios sedimentares e toda sorte de registros que a Natureza está sendo bem sacana em nos esconder. A história climática, um campo interdisciplinar que mescla geografia, meteorologia e historiografia, permite-nos decifrar os impactos do clima sobre as sociedades ao longo dos séculos.

Tomemos como exemplo a Transilvânia (sim, aquela), que atualmente parte da Romênia, mas no século XVI pertencia ao Reino da Hungria. Aquela região era um território estratégico marcado por fenômenos climáticos extremos, emergindo como um estudo de caso revelador sobre as interações entre condições climáticas e transformações sociais. E como sabemos disso? Através dos meus espiões que acham que eu não tenho o que fazer e me mandam notícias de coisas escritas em Húngaro para ficarem rindo da minha cara quando eu tento aprender um pouco desta coisa pavorosa. Continuar lendo “Os registros muito antigos do clima zuado do passado”

A bola prateada que telefona pra casa

Os homens contemplam sua criação. Simples homens, mas a criação deles é um ponto de virada no mundo, na Ciência, na Tecnologia, na História, na própria Humanidade. O brilho prateado refletivo tem um quê de místico e alienígena ao mesmo tempo. O suave toque, liso como seria a mais lisa das coisas é algo indescritível. Por milhares de anos não pudemos sair de algo mais que dar um pulinho aqui e ali. Chegamos a dominar os céus, mas aquilo? Era a ficção tornando-se realidade. Um dos homens ajeita o óculos. Ele olha para os seus companheiros, que sorriem, e levanta as sobrancelhas. Sim, claro, respondem eles sem verbalizar; então, o homem toca de novo. Liso e macio. Continuar lendo “A bola prateada que telefona pra casa”

As Ilhas do Céu parte 3

Este é o terceiro vídeo do projeto Islands in the Sky, um projeto que começou com o fotógrafo Christoph Malin. Após dois anos da segunda filmagem. Quando a noite cai, o céu se transforma em um espetáculo de estrelas. La Palma, com seus céus límpidos e livres de poluição luminosa, é um santuário para os amantes da astronomia. As estrelas brilham como diamantes, convidando-nos a sonhar e a contemplar o infinito. Continuar lendo “As Ilhas do Céu parte 3”