
E ele chegou, o dia da tristeza, do desespero, da infelicidade: acabaram-se as minhas férias. Volto a trabalhar amanhã. Estou triste e desconsolado. Vou reler o que foi postado durante a semana com uma dose de cachaça.

E ele chegou, o dia da tristeza, do desespero, da infelicidade: acabaram-se as minhas férias. Volto a trabalhar amanhã. Estou triste e desconsolado. Vou reler o que foi postado durante a semana com uma dose de cachaça.

Planeta Terra, cidade Tóquio. Como todas as grandes metrópoles em sua época, Tóquio tinha um grande problema: a Segunda Guerra Mundial. No amanhecer de 1943, o rugido de um avião irrompe o ar frio da manhã, cruza o céu e larga um container que parece uma bomba comum. Só que não é. A uns 300 metros de altitude, o troço se abre e liberta milhares de morcegos. Silenciosos, rápidos, quase invisíveis, eles se espalham pela cidade procurando um cantinho escuro para descansar. Infiltram-se sob telhados, em casas e prédios, sem critério especial. Mas esses não são morcegos comuns.
Cada um carrega uma pequena bomba incendiária amarrada ao corpo. Quando o sol nasce, o temporizador dispara. Milhares de ignições simultâneas incendeiam as construções de madeira do Japão. Em minutos, a cidade inteira está em chamas. Continuar lendo “A insana Bomba de Morcegos”

Voltei de viagem, felizmente. Digo felizmente, porque o bom mesmo é estar em casa e detesto ter que ser arrastado para fora do meu castelo. O bom é que eu continuo de férias, mas em casa, sem trabalhar. Deixei vários artigos agendados para vocês mas agora, tudo será nos moldes de sempre. Entyão, começo o ano agora, aqui, já, neste instante, com o que foi postado durante a semana, e já tenho o que postar amanhã.

O caos ensurdecedor caiu sobre as praias da Normandia no Dia D, 6 de junho de 1944! Os Aliados, liderados pelos britânicos e canadenses, desembarcaram com um plano audacioso: capturar a cidade estratégica de Caen, um hub vital de comunicações e estradas na França ocupada pelos nazistas, para abrir caminho para a liberação da Europa. O problema é que os krauts com suas divisões Panzer não estavam a fim de facilitar a vida de ninguém. Continuar lendo “A Batalha de Legos em Caen”

Iseltwald é uma joia delicadamente pousada às margens do Lago de Brienz, no coração do cantão de Berna. Lá, se revela como uma vila onde a Natureza parece sussurrar cantigas entre montanhas majestosas e águas de um azul profundo. A apenas alguns minutos de Interlaken, chega-se a esse refúgio por uma estrada que serpenteia o lago como um convite à contemplação, ou pelo barco que desliza serenamente até o pequeno porto, oferecendo uma chegada quase cinematográfica.
Ali, a turquesa das águas dança com a luz de um jeito quase hipnótico, como se o lago guardasse segredos que apenas os atentos conseguem ouvir. As montanhas ao redor, imponentes e silenciosas, moldam a paisagem como braços que acolhem quem chega, oferecendo abrigo e encantamento. Continuar lendo “Um suspiro chamado Iseltwald”

Este e um pequeno vislumbre de onde estou. Sem trabalho, sem dor de cabeças, só descanso. Sim, eu sei que vocês não me invejam porque adoram trabalhar e ajudam a criar um país mais democrático e mais justo, melhorando a sociedade e movimentando a economia, fazendo o Brasil crescer. Eu sim, sou um vagabundo e ninguém me inveja. Bem, continuem não me invejando enquanto leem o que andei postando nas duas últimas semanas.

O jovem está cansado e resolveu tirar um momento só para si de descanso. Dorothy estava só meia certa: não, não há lugar como nosso lar, mas isso não é tudo. A complementação mais certa é “não há lugar como nossa cama”. Estar refestelado é muito bom; pode até não dormir, mas só o fato de esticar o corpo e relaxar, tendo a certeza de que nada vai atrapalhar o seu descanso…
… exceto se um avião de guerra cai sobre você, lhe matando instantaneamente, de uma forma totalmente imprevisível. Continuar lendo “O caso do avião soviético que invadiu países e causou morte num membro da OTAN”

Existe uma máxima não escrita no mundo da arqueologia: cave fundo o suficiente e você vai encontrar merda. Literalmente. Mas raramente essa merda vira manchete internacional, é avaliada como “tão insubstituível quanto as Joias da Coroa” e acaba exposta num museu com toda a pompa que normalmente reservamos para relíquias sagradas e tesouros perdidos. Esta é a história do Coprólito do Lloyds Bank, possivelmente o cocô mais famoso da história ocidental; e não, não estou falando do sistema financeiro em 2008.
Ah, e quando falei “essa merda”, não é ofensa ou xingamento, é exatamente o que um coprólito é. Continuar lendo “A Saga do Coprólito Viking”

Este é a última parte das memórias do que foi postado ano passado. Espero que todos vocês estejam bem, assim como eu espero estar bem. Devo estar. Não sei. Tomara! Contei muitas histórias em 2025, mas elas acabam aqui. Daqui pra frente, só coisa nova, só coisa inédita. Mas amanhã terá algo maneiríssimo e tenho certeza que estará no rol de melhores artigos do ano que vem. Sobre o que é? Volta aqui a amanhã e descubra.

Estou bem triste com as minhas férias. Descansando muito e muita preguiça. Tanta preguiça que nem vou falar mais nada. Olhe os artigos do ano passado. Lê ai, ô!