Aproveitando o quebra-quebra aí? No Brasil, pessoal saindo na porrada e eu com pipoca e guaraná torcendo para eles se matarem, enquanto estão no meio de uma pandemia, ajudando a dar aquela alavancadinha gostosa nas estatísticas de contaminados. Eu estou no aconchego d meu lar e vocês? Aproveitem e leia os artigos da semana.
Categoria exploracao espacial
Um telescópio ao alcance de sua mão
Chegou o sabadão. Claro, estamos na quarentena (alguns) e meio que sem ter o que fazer. Bem, que tal passar o tempo montando um satélite? Quando eu era garoto, montava muitos modelos de papel (não existia smartphones nem internet na época). Era um passatempo muito legal e eu me recrimino até hoje por não ter dado o devido valor. Mas você não precisa ser idiota como eu era. Monte seu próprio telescópio espacial!
O vídeo mostra um timelapse da montagem de um modelo de papel do Telescópio Espacial Fermi de raios gama. É legal, divertido e você pode aprender um pouco sobre ele. Para baixar o modelo (entre outros), baixe a imagem AQUI e imprima. Aí, é só partir para a montagem.
Panorama da Curiosity com 1,8 bilhão de pixels
Este panorama mostra “Glen Torridon”, uma região ao lado do Monte Sharp que o Curiosity está explorando. O panorama foi tirado entre 24 de novembro e 1º de dezembro de 2019, quando a equipe do Curiosity estava de folga no feriado de Ação de Graças.
Como o rover ficaria parado com poucas outras tarefas, enquanto esperava a equipe retornar e fornecer seus próximos comandos, o rover teve uma rara chance de imaginar o ambiente ao redor por vários dias seguidos sem se mover, gerando um imenso panorama com 1,8 bilhão de pixels.
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Hubble: uma viagem que não foi feita. Ainda!
O que você veria se pudesse voar para o Recife Cósmico? A nuvem nebulosa NGC 2014 parece um recife oceânico que reside no céu, especificamente no LMC, a maior galáxia satélite da nossa Via Láctea. Uma imagem detalhada desta nebulosa distante foi tirada pelo Telescópio Espacial Hubble para ajudar a comemorar 30 anos de investigação do cosmos. Dados e imagens deste recife cósmico foram combinados no modelo tridimensional apresentado no vídeo a seguir.
Todos esses dados e animados por computador. Mesmo porque, não é assim que os telescópios “enxergam”. Ainda assim, é magnífico ver estas imagens.
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O robô abelhudo de Marte
Marte tem uns problemas para sua exploração: sua atmosfera é fina. Como sabemos, o que mantém um avião no ar é o próprio ar. Sendo assim, fica difícil ter aeronaves voando por sobre o planeta vermelho. Mas e se tivéssemos robôs com formato de abelhas com longas asas? Así sim ficaria mais fácil, certo?
Um universo, várias vidas, uma história
Nossa história mescla-se com a história do Universo, porque fazemos parte do Universo. Começamos quando havia a singularidade e tudo começou a expandir, formando estrelas, sistemas, galáxias, mais planetas, mais estrelas, mais planetas e o nosso Sistema Solar, com os planetas e a nossa Terra, passando pelos éons do espaço-tempo, começando o surgimento da Vida, passando por dinossauros e até chegar em nós, quando começou a Aventura Humana e chegou nos dias de hoje
Este vídeo magnífico e profundo (apesar da trilha sonora ser chata) mostra esta história, ainda que de forma resumida. Discute nossa própria existência sem dizer nada, mas mostra o pior de nós, mas nossas conquistas também
As maravilhosas noites celestiais ao redor do mundo
Eu gosto de timelapses do céu noturno. Na verdade, eu gosto de todos os timelapses, mas os do céu à noite são especiais, pois mostra um céu que eu não consigo ver de casa. Um céu cm estrelas e a espinha dorsal da Via Láctea se movendo pelo céu (sim, eu sei).É uma impressão mágica, tão mágico quanto tudo o que está fora do nosso campo de visão.
A grande poluição luminosa obscurece o brilho frio das estrelas de forma injusta e ficamos incapazes de testemunhar essa grandiosidade. Por isso, timelapses como o que você verá a seguir é tão precioso. Nos faz viajar e desejar estar nesses lugares, sentindo-nos tristes por não estar lá, mas grandiosos por termos tecnologia para podermos vê-los mesmo assim.
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Indra pode olhar pra baixo e ver a Índia agora (por enquanto)
A índia é um lugar fascinante. Sua sociedade é paradoxal ao ponto de ter ciência avançada a ponto de mandar uma sonda para orbitar Marte e acertar a órbita de primeira (se bem que eles inventaram a aritmética e até os números), mas em contrapartida ainda vivem em castas, como desde antes da Idade Média. Parte disso é explicado pelo seu índice demográfico com 1,353 bilhão de habitantes, a tendência a uma ampla diversidade cultural é altíssima. Isso vai das pessoas mais atrasadas até as que têm maior acesso à educação.
Em 25 de março de 2020, o governo indiano meteu o louco e colocou sua população em quarentena severa, com direito a maravilhosas imagens da polícia solicitando educadamente que o povo fosse para casa. Isso acarretou numa redução drástica no tráfego de carros, ônibus, caminhões e aviões. E isso foi bem detectado pela NASA.
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Um mergulho nos anéis de Saturno, audaciosamente indo aonde nenhum documentário jamais esteve

Eu não sei vocês, mas desde criança eu me imaginei viajando pelo Espaço numa nave. Dar um rolê pelo Sistema Solar, dá tchauzinho pra Marte, passar (com cuidado) por Júpiter, até chegar nele, o Senhor dos Anéis: Saturno. Pensem nas inúmeras voltinhas que a sonda Cassini deu ao orbitar Saturno, mergulhar nos seus anéis de poeira, rocha e gelo, e examinar seus satélites.
Algumas das primeiras imagens da Cassini foram digitalmente ajustadas, cortadas e compiladas num magnífico vídeo, que faz parte de um projeto de filme IMAX em desenvolvimento maior chamado In Saturn’s Rings. Na sequência final, Saturno aparece cada vez maior ao se aproximar, enquanto Titan volita, preso no campo gravitacional do planetão. Com Saturno girando ao fundo, Cassini é retratada sobrevoando Mimas, com a grande Cratera Herschel claramente visível.
Pesquisadores usam melhor amigo das mulheres para saber como são as coisas no centro da Terra

Algumas pesquisas são fascinantes. De minha parte, parte dessa fascinação nem é tanto pelo alvo da pesquisa, mas sim pelo ferramental usado. Foi isso que me chamou a atenção na pesquisa que irei relatar neste artigo. Um bando de cientistas japoneses, provavelmente vestidos de Pikachu e de Mário (vai, pergunta!), resolveu simular o interior da Terra, mais especificamente seu núcleo de ferro fundido, que só não está mal-pago porque tem ouro lá embaixo, o que não adianta nada se não tem shopping também.
Teve de tudo na pesquisa: prensa de diamante, raios-X… só faltou ter Hefesto e seu martelão do mal para dar umas marteladas nos corpos de prova.
