Artigos da Semana 300

Hoje é dia do coelhinho (se eu fosse como tu…). Você deve ter pego em muitos ovos, se enchido de barras de chocolate até transbordar e outros duplos sentidos que na verdade é um sentido só: comemorar a Páscoa. Vamos ver o que foi postado durante a semana que não teve nada a ver com Páscoa, mas enfim…

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Quando DNA decide virar engenheiro e caçar doenças

Se tem uma coisa que a ciência adora fazer é pegar algo banal, olhar com atenção suficiente e, de repente, transformar aquilo em tecnologia de ponta. Desta vez, o escolhido foi o DNA. Sim, o mesmo que carrega sua herança genética agora está sendo promovido a operário microscópico, com potencial para circular pelo seu corpo, detectar problemas e agir com uma precisão que faria qualquer tratamento atual parecer um chute no escuro.

A ideia parece ficção científica, mas é só bioquímica bem aproveitada. O DNA não é apenas um arquivo de informações; ele também é um material estrutural extremamente previsível. As bases se encaixam com regras rígidas, permitindo que cientistas projetem formas tridimensionais com precisão quase obsessiva. Fitas simples funcionam como dobradiças flexíveis; fitas duplas viram hastes rígidas. Com isso, dá para montar estruturas que imitam braços, garras e articulações em escala nanométrica. É robótica, só que invisível. Continuar lendo “Quando DNA decide virar engenheiro e caçar doenças” →

Artigos da Semana 299

Hoje é domingo de ramos, dia que você vai com os galhinhos para benzer na igreja, esperando elo incrível dia de sentar a porrada em Jesus, sentar a porrada em Judas e depois se entupir de chocolate. A vida é boa na época da Páscoa. Bem, vejamos o monte de maluquices que eu postei durante a semana, entre capivaras fujonas, garrafas enfiadas onde o sol não brilha, navios esmerdalhados e o RH do Vaticano contratando.

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O vaso de guerra que perdeu a guerra para o vaso com cocô

A Marinha dos Estados Unidos opera com um orçamento anual na casa dos US$200 bilhões. Uma quantia tão colossal que quase exige trilha sonora de música clássica e um pedido formal de desculpas à realidade e o motivo você vai saber enquanto estiver lendo o texto. Por enquanto, basta saber que esse montante visa projetar poder global, manter frotas inteiras, desenvolver tecnologias que beiram a ficção científica e, em tese, assegurar que a máquina militar mais sofisticada do planeta funcione, inclusive no básico.

Pelo menos, no papel. A realidade costuma ser mais sacana, como um naviozão gigantão dominado por um cagalhão. Continuar lendo “O vaso de guerra que perdeu a guerra para o vaso com cocô” →

Artigos da Semana 297

Hoje é dia da premiação do Oscar, e mais um ano eu não irei assistir. Quando tiver filmes que prestem concorrendo, aí é outra história. Enquanto isso, o arranca-rabo no Irã ainda está acontecendo e minha fatura de cartão está alta. Adivinhem com qual coisa estou me importando?

Nisso, vejam o que foi postado durante a semana.

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Artigos da Semana 296

O entrevero lá no Oriente Médio já é notícia de ontem e ninguém mais liga. Entra aiatolá, se atola o aiatolá, bomba daqui, bm da dali, tudo a mesma coisa. Só tem uma coisa que não é a mesma coisa: meus artigos, que sempre é algo novo e diferente.

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Como o clima que derrubou a Dinastia Tang

Existe uma certa idiossincrasia arrogante das pessoas em achar que tudo tem a ver literalmente com elas, insistindo em acreditar que a crise climática é um problema moderno, um capricho do século XXI que surgiu junto com o plástico e as redes sociais; parece que e só hoje que uma simples mudança no clima vai nos fazer voltar pra Idade da pedra, onde passaríamos a ser caçadores coletores, comer carne crua e termos a sorte de não termos jovens enchendo o saco porque poderíamos atirá-los aos tigres dente-de-sabre. Só nos resta torcer para isso chegar.

De qualquer forma, a história, como de costume, discorda dessa visão idiota; e quando a história discorda, ela costuma trazer documentação. No caso mais recente, a documentação vem de anéis de árvores milenares, registros militares da China do século IX e um estudo internacional publicado em 2025 que, sem cerimônia, conecta secas, enchentes e o colapso de um dos impérios mais fascinantes que o mundo já produziu. Continuar lendo “Como o clima que derrubou a Dinastia Tang” →

A beleza da liberdade persa

Hoje é um dia diferente no Irã. Acostumados a criarem problemas com todo mundo, desde ocidentais, israelenses e árabes, choveu democracia lá enquanto o regime do Aiatolá estava arrumando problemas com os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kwait, Israel e até Arábia Saudita. Em operação conjunta dos EUA e Israel, Aiatolá Khamenei is no more, e a população está comemorando direto, para infelicidade de pessoal levógiro. Continuar lendo “A beleza da liberdade persa” →

O homem que virou o Deus dos Aspiradores

Em 2003, Scott McNealy, então CEO da Sun Microsystems, disse uma frase que o mundo da tecnologia fingiu não ter ouvido: “Você não tem privacidade. Supere isso.” À época, algumas pessoas riram nervosamente, como quem ouve uma piada de mau gosto num jantar de família. Hoje, vinte e dois anos depois, um homem chamado Sammy Azdoufal se sentou no sofá com a intenção de conectar seu aspirador robô a um controle de PlayStation 5, e acidentalmente se tornou o senhor absoluto de quase sete mil lares espalhados por vinte e quatro países. McNealy não estava sendo cínico. Estava sendo profético! Continuar lendo “O homem que virou o Deus dos Aspiradores” →

As dez vezes que o mundo quase acabou

Existe uma pergunta que nenhum livro de história costuma fazer com a seriedade que merece: quantas vezes a civilização humana sobreviveu não por competência, estratégia ou sabedoria diplomática, mas por pura e simples sorte? A resposta, se você tiver estômago, é: pelo menos dez vezes documentadas, só na segunda metade do século XX. Provavelmente mais, porque boa parte dos arquivos ainda está registrada como “SECRETO” e somente pros olhos de alguém bem importante. O que se sabe já é suficiente para tirar o sono de qualquer pessoa com menos de três drinques no corpo.

Bombas nucleares caindo sobre o território americano. Submarinos prontos para lançar torpedos atômicos porque a água estava quente demais. Exércitos soviéticos em alerta máximo porque a OTAN decidiu fazer um joguinho de guerra realista demais. Um bando de cisnes voando sobre a Turquia. Um urso, sem filiação política conhecida, quase iniciando a Terceira Guerra Mundial. Continuar lendo “As dez vezes que o mundo quase acabou” →