Ciência comprova indica: corpo cheio de microplásticos é um saco!

A gente já sabia que o plástico estava em todo lugar. No oceano, no ar, no sal de cozinha, no peixe que comemos, no pulmão, no sangue, no fígado, no cérebro… e agora, como se não bastasse, ele resolveu invadir os bastidores mais íntimos da existência humana: lá, onde tudo começa e tudo se resolve.

Sim, pois, é. Os safadinhos microplásticos estão agora oficialmente na terra prometida da fertilidade: esperma e ovários. Agora, o termo “saco plástico” ganha outras conotações. Continuar lendo “Ciência comprova indica: corpo cheio de microplásticos é um saco!”

Artigos da Semana 259

Enquanto está havendo (mais um) arranca-rabo pelo Oriente Médio, com as mesmas figurinhas carimbadas de sempre, devemos lembrar que se faz guerra por qualquer, desde comida, silos nucleares e até uma… barba. Foi um dos artigos desta semana, além de termos pólens, timelapse, macaco ladrão, rio sacaneando a atmosfera e até, OH-NO!!, políticos corruptos. mas como assim?

Vou fazer mais pipoca!

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Grãos de pólen lembram daquilo que esquecemos

Se você está espirrando muito nos últimos dias, pode culpar as plantas. Todo ano elas liberam uma chuva invisível de grãos de pólen — partículas minúsculas que são, basicamente, o “DNA ambulante” da reprodução vegetal. Para quem tem alergia, é uma tortura. Para os cientistas, uma dádiva, e isso porque o pólen é muito mais do que um gatilho de espirros. Ele é um registro microscópico do mundo como ele já foi. Cada grão tem uma casca resistente que o protege por eras — até mesmo milhões de anos. E quando ficam enterrados no fundo de lagos, rios ou oceanos, esses grãos viram fósseis que contam com detalhes como era o ambiente, a vegetação e até o que andavam fazendo os seres humanos por ali.

Essa é a missão dos palinólogos: cientistas que investigam esses arquivos microscópicos da história da Terra. E o que eles já descobriram com a ajuda do pólen é de fazer qualquer um repensar aquela crise alérgica de primavera. Continuar lendo “Grãos de pólen lembram daquilo que esquecemos”

Rios muy amigos botando gás carbônico pra fora e ferrando nossa vida


à meia-noite eu vou aquecer o seu planeta!

Durante muito tempo, os cientistas acreditaram que havia uma espécie de cofre subterrâneo onde o carbono antigo dormia em paz, intocado há milênios. Um descanso digno, protegido por camadas de solo, rochas e otimismo geológico. Mas acontece que esse carbono resolveu acordar, bocejar e, de forma nada discreta, dar um pulinho nos rios — e, de lá, voltar direto para a atmosfera em forma de CO₂. Sim, senhoras e senhores, o passado voltou. E está no ar.

Um estudo mostrou que mais da metade do carbono que os rios liberam na atmosfera não é material orgânico fresquinho, recém-chegado da decomposição de folhinhas caídas, como se imaginava. Não. É carbono velho. Muito velho. Tipo aposentado há milênios, do tipo que veio de camadas profundas do solo ou de rochas que vêm sendo intemperizadas desde quando mamutes ainda estavam de pé. Continuar lendo “Rios muy amigos botando gás carbônico pra fora e ferrando nossa vida”

Artigos da Semana 255

O mundo das esquisitices está alegre, feliz e satisfeita. Tem loucura de todo tipo. Desde puliça queimando maconha de qualquer jeito, fazendo que uma cidade inteira ficasse doidona, seja o presidente da nação mais poderosa do planeta sacaneando um traficante vagaba ou mesmo um camarão malévolo da pré-hist´[oria. Claro, sempre tem um pouco de normalidade, como ganhadoras de prêmios científicos pelo seu trabalho tão importante.

Tudo isso postado esta semana.

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O monstro marinho que respirava pelo rabo tinha 3 olhos e não era australiano

Normalmente, todo tipo de coisa esquisita, maníaca, assassina e prestes a nos matar vem da Austrália, só que a mais recente esquisitice vem do Burgess Shale, no Canadá, onde pesquisadores identificaram um predador marinho de 506 milhões de anos com características nunca antes vistas. A… coisa é tão bizarra que recebeu até um nome em homenagem a Mothra, o insetão kaiju que enfrentou o Godzilla. No caso, esse ser das profundezas também é um artrópode, mas não um inseto.

Continua sendo feio a dar com pau.

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Grandes Nomes da Ciência: Mariângela Hungria

A mulher que enverga a roupa branca olha pelas lentes de seus óculos a peça de vidro. Uma simples peça de vidro com tampa. Dentro daquela peça de vidro que também tem uma tampa de vidro tem… coisas… coisas vivas. Minúsculos seres que farão a diferença no mundo. Seres responsáveis por alimentar países, erguer nações, acabar com a fome. A mulher do jaleco branco pousa a peça de vidro que é o pequeno universo que ela ajudou a criar, mas ela não é uma mulher qualquer. É alguém paciente, convicta, insistente, e por longas décadas ela logrou o seu intento. Não, ela não é uma mulher qualquer, ela é uma cientista. Ela é Mariângela Hungria. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Mariângela Hungria”

O lado alucinante do mel

Nem todo mel adoça, ao contrário do que você possa pensar (e não estou falando de produto adulterado). Ao contrário do que o paladar está acostumado — aquele toque suave e dourado que acompanha o chá ou se espalha sobre torradas — existe uma versão um tanto quanto inusitada que sorrateiramente nos traz tanto o fascínio quanto perigo. Chamado popularmente de “mel louco”, este produto exótico tem uma história marcada por rituais, intoxicações e batalhas vencidas sem espadas. Continuar lendo “O lado alucinante do mel”

Artigos da Semana 253

Mais um feriadão pra conta. Tenho até medo de ter gasto todos os feriados, mas chequei o calendário e vamos para outro mês que vem. Excelente! Como sempre sou um cara legal, deixei alguns artigos prontos para vocês não sentirem saudades de mim.

Ah, bem, eis os artigos da semana:

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Uturuncu: o vulcão zumbi

Vulcão é algo lindo, majestoso e incrível, de preferência quando ele está inativo e você está a milhares de quilômetros dele. Agora, imagine um vulcão que não entra em erupção há 250 mil anos, mas ainda assim apresenta sinais de atividade, como terremotos e emissões de gases. Não, não é algo legal, mas eu estou a milhares de quilômetros dele. Ainda bem.

O vulcão que estou falando é o Uturuncu, que além de estar localizado na Bolívia, vai servir de muita piadinha por aí. Este fofinho foi apelidado de “vulcão zumbi” por sua inquietante persistência. Mas será que ele está prestes a despertar? Continuar lendo “Uturuncu: o vulcão zumbi”