
E ele chegou, o dia da tristeza, do desespero, da infelicidade: acabaram-se as minhas férias. Volto a trabalhar amanhã. Estou triste e desconsolado. Vou reler o que foi postado durante a semana com uma dose de cachaça.

E ele chegou, o dia da tristeza, do desespero, da infelicidade: acabaram-se as minhas férias. Volto a trabalhar amanhã. Estou triste e desconsolado. Vou reler o que foi postado durante a semana com uma dose de cachaça.

Existe algo profundamente perturbador em descobrir que uma doença que achávamos conhecer tão bem guarda segredos de 5.500 anos. É como abrir o armário de casa e encontrar um esqueleto (literalmente, no caso) que muda tudo o que você pensava saber sobre a família. E foi exatamente isso que aconteceu quando cientistas resolveram dar uma olhada mais atenta nos restos mortais de alguém que viveu na região de Bogotá, na Colômbia, numa época em que a roda ainda era uma ideia revolucionária e a escrita nem existia.
O que eles encontraram foi nada menos que o genoma mais antigo já recuperado da bactéria Treponema pallidum, aquela espiroqueta simpática responsável por doenças como sífilis, bouba e bejel. E aqui começa a ficar interessante: essa cepa ancestral não se encaixa em nenhuma das categorias modernas que conhecemos. Continuar lendo “A treponema que atravessou milênios”

Voltei de viagem, felizmente. Digo felizmente, porque o bom mesmo é estar em casa e detesto ter que ser arrastado para fora do meu castelo. O bom é que eu continuo de férias, mas em casa, sem trabalhar. Deixei vários artigos agendados para vocês mas agora, tudo será nos moldes de sempre. Entyão, começo o ano agora, aqui, já, neste instante, com o que foi postado durante a semana, e já tenho o que postar amanhã.

Este e um pequeno vislumbre de onde estou. Sem trabalho, sem dor de cabeças, só descanso. Sim, eu sei que vocês não me invejam porque adoram trabalhar e ajudam a criar um país mais democrático e mais justo, melhorando a sociedade e movimentando a economia, fazendo o Brasil crescer. Eu sim, sou um vagabundo e ninguém me inveja. Bem, continuem não me invejando enquanto leem o que andei postando nas duas últimas semanas.

Existe uma máxima não escrita no mundo da arqueologia: cave fundo o suficiente e você vai encontrar merda. Literalmente. Mas raramente essa merda vira manchete internacional, é avaliada como “tão insubstituível quanto as Joias da Coroa” e acaba exposta num museu com toda a pompa que normalmente reservamos para relíquias sagradas e tesouros perdidos. Esta é a história do Coprólito do Lloyds Bank, possivelmente o cocô mais famoso da história ocidental; e não, não estou falando do sistema financeiro em 2008.
Ah, e quando falei “essa merda”, não é ofensa ou xingamento, é exatamente o que um coprólito é. Continuar lendo “A Saga do Coprólito Viking”

Este é a última parte das memórias do que foi postado ano passado. Espero que todos vocês estejam bem, assim como eu espero estar bem. Devo estar. Não sei. Tomara! Contei muitas histórias em 2025, mas elas acabam aqui. Daqui pra frente, só coisa nova, só coisa inédita. Mas amanhã terá algo maneiríssimo e tenho certeza que estará no rol de melhores artigos do ano que vem. Sobre o que é? Volta aqui a amanhã e descubra.

Estou bem triste com as minhas férias. Descansando muito e muita preguiça. Tanta preguiça que nem vou falar mais nada. Olhe os artigos do ano passado. Lê ai, ô!

Estou meio resfriado hoje. Deve ser por dias de farra. Talvez, quem sabe, ou não, já que esta mensagem foi escrita muito antes. Sim,´pegadinha do Ceticismo, RÁ! Eu sou um pândego (e provavelmente tido como idiota. Sei lá, capaz de estar so falando sozinho aqui. Maaaaaaaaaas, se tiver alguém aí lendo, dá uma olhadinha na parte 3 do que foi postado ano passado.

Eu não sei que horas acordei hoje, mas a foto representa bem a noite de ontem. Aliás, eu nem sei como foi a noite de ontem, mas espero que tenha sido boa, já que esta postagem é automática e foi escrita em dezembro. ¯\_(ツ)_/¯
Espero que vocês estejam bem, e eu tenho certeza que eu estou bem no momento que esta postagem subir (espero). Bem, aqui tem mais uma parte do que eu postei esta semana. Eu sei que você aí não leu todas elas ao longo do ano. Taí sua chance!

Você provavelmente imagina que quando um imenso bloco de gelo derrete na Antártida, aquela água se espalha uniformemente pelo oceano global, como quando você enche uma banheira e o nível sobe igualmente em todos os cantos. É uma ideia reconfortante na sua simplicidade, quase democrática. O problema é que o planeta Terra tem um senso de justiça absolutamente deplorável e uma predileção preocupante por ironia física.
Enquanto toneladas de gelo derretem no fim do mundo, quem realmente vai sentir o maior impacto são lugares como as Ilhas Marshall, Jamaica e Palau, que ficam a milhares de quilômetros da Antártida e contribuíram praticamente nada para o aquecimento global. É como se alguém quebrasse sua janela e a conta aparecesse na casa do vizinho três quarteirões adiante. Continuar lendo “Como a Antártida vai afundar o Caribe primeiro”