O ouro líquido de Roma: o número 1 da Economia

A história humana está repleta de práticas que fazem você agradecer por ter nascido na era dos antibióticos e do saneamento básico. Mas poucas dessas práticas atingem o nível de “MAS HEIN?” que a relação dos romanos antigos com urina conseguiu alcançar. Estamos falando de uma civilização que construiu aquedutos magníficos, estradas que duraram milênios e um império que dominou o mundo conhecido e… bem, e que também fazia largo uso de urina para atividades do dia a dia.

Romanos achavam que o xixizão era recurso natural valioso demais para desperdiçar. Não estamos falando de um uso ocasional e discreto. Os romanos transformaram urina em indústria, cobraram impostos sobre ela e a incorporaram em praticamente todos os aspectos da vida cotidiana, da lavanderia à medicina. Bem-vindo ao mundo onde fazer xixi era literalmente seu dever cívico! Continuar lendo “O ouro líquido de Roma: o número 1 da Economia”

Artigos da Semana 275

Infelizmente, percebo que os dias de temperatura amena estão acabando, já que hoje fez calor aqui. Ruim de péssimo, mas fazer o quê? Sai de casa já não é legal (vide a quantidade de gente atacada por cães, assaltos, aviões caindo, gente despencando de vulcões e encontrar o vizinho chato). O bom mesmo é fcar em caas, no ar-condicionado, muita comida na geladeira e o resumo do que foi publicado durante a semana.

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Vitamina D: quando o suplemento trabalha contra você

Se você já anda tomando suplementos de vitamina D e acha que tá fazendo tudo certo, dá uma segurada: pode ser que você esteja reforçando o inimigo ao invés de fortalecê-lo. Pesquisadores descobriram que tomar vitamina D2 pode abaixar seus níveis de vitamina D3, aquela forma que o corpo humano realmente usa com eficiência. Ou seja: o remédio pode estar sabotando o efeito.

É quase como trocar etanol por metanol na sua manguaça. Ok, metanol é álcool, mas não o álcool que você vai querer ingerir. Continuar lendo “Vitamina D: quando o suplemento trabalha contra você”

Mundo dos primatas de luto: faleceu Jane Goodall

Era uma vez alguém que queria entender nossa ancestralidade. Como nossos ancestrais não estão disponíveis, a saída era estudar os nossos primos bem próximos de nós. Seu nome era Valerie Jane Morris Goodall, mais conhecida como Jane Goodall, e ela começou a estudar a cultura chimpanzé no Parque Nacional Gombe Stream, na Tanzânia, em 1957.

Infelizmente, Jane Goodall era humana, e estava fadada ao Eterno Sono, e partiu hoje, aos 93 anos de idade.

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Mulheres da Geração X não largam os ultraprocessados (e você não tá longe disso)

Todo mundo passou anos sabendo (coloque as aspas você, eu estou com preguiça) que comida industrializada é prática, moderna e até saudável; cof cof… então, acaba descobrindo, décadas depois, que esse cardápio era menos um estilo de vida e mais um convite elegante ao vício.

Se você acha que essa coisa de “vício em comida” é papo de autoajuda ou teoria furada de quem tá de dieta, temos mais uma ótima para adicionar ao plantel: pesquisadores da Universidade de Michigan descobriram que mulheres 50+ cumprem mais critérios clínicos de dependência em ultraprocessados do que gerações mais velhas. E não é pouco: é como se fosse um vírus sutil, silencioso, que ninguém avisou que estava chegando e que agora aparece de repente no laudo científico. Continuar lendo “Mulheres da Geração X não largam os ultraprocessados (e você não tá longe disso)”

Darwin indiano chama mais um por brincar com cobra

O TikTok foi uma das melhores invenções da humanidade… pelos motivos errados. Esse laboratório a céu aberto da estupidez humana onde a Ciência de Darwin ganha episódios em tempo real. É a plataforma onde receitas de bolo com Coca-Cola viram PhD em Gastronomia, onde rebolar de shortinho vira carreira promissora e onde enfiar o pescoço numa cobra venenosa é confundido com “conteúdo de qualidade para toda família”.

Se você ainda tinha dúvidas de que a evolução humana deu uma paradinha para tomar um cafezinho, é só dar uma passadinha no TikTok às 3h da manhã. É como um National Geographic dirigido por quem cheirou muita cola no colégio e apresentado pelo Zé do Caixão. Continuar lendo “Darwin indiano chama mais um por brincar com cobra”

E com vocês o prêmio IgNobel 2025

A 35ª Cerimônia Anual do Prêmio Ig Nobel foi realizada na noite de quinta-feira, 18/09, pela revista Annals of Improbable Research, na Universidade de Boston, em Massachusetts. Os prêmios não são pra qualquer um: eles celebram pesquisas que, à primeira vista, parecem saídas de algum filme do Adam Sandler, mas que, no fundo, cutucam o cérebro humano pra pensar “peraí, isso faz sentido?”. O lema oficial? “Pesquisas que fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Porque, vamos combinar: em um mundo onde estudos sérios custam fortunas pra provar que gatos ronronam pra manipular humanos, o Ig Nobel é o alívio cômico que a Ciência merece.

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Walter Summerford: o homem que virou para-raios humano

Se você acha que tem azar na vida, prepare-se para conhecer Walter Summerford, um sujeito que transformou o ditado “o raio não cai duas vezes no mesmo lugar” numa piada de muito mau gosto do Universo. Este major britânico conseguiu a proeza de ser atingido por raios com mais frequência que político muda de partido, e olhe que estamos falando de um período em que a meteorologia ainda engatinhava e ninguém ficava grudado no celular consultando aplicativos de previsão do tempo. Continuar lendo “Walter Summerford: o homem que virou para-raios humano”

A academia mais cara do Universo (literalmente)

Enquanto você está aqui embaixo discutindo se vale a pena pagar R$ 150 por mês numa academia que tem uma esteira quebrada desde 2019, a 408 km de altura, sete astronautas acabaram de protagonizar o episódio mais surreal de “Malhação no Espaço” que já se viu. Na Estação Espacial Internacional, onde uma única flexão custa aproximadamente o PIB de um país pequeno em combustível de foguete, o pessoal da Expedição 73 decidiu que exercitar-se não é apenas questão de saúde, é literalmente questão de sobrevivência da espécie. Continuar lendo “A academia mais cara do Universo (literalmente)”

O anatomista que viu um bolo onde nascem bebês

Se você pensava que nomear crianças já era complicado, imagine nomear órgãos humanos. No século XVI, o anatomista italiano Matteo Realdo Colombo enfrentou exatamente esse dilema ao se deparar com aquela massa carnuda e circular que conecta mãe e bebê durante a gravidez. E sabe o que ele viu? Um bolo. Literalmente. Não é que o homem estava com fome na hora do batismo científico; ele simplesmente decidiu que aquele órgão se parecia muito com uma placenta, o famoso bolo italiano feito de camadas de queijo e mel. Assim nasceu uma das palavras mais estranhas da medicina: placenta. Porque às vezes a Ciência é só uma questão de perspectiva gastronômica. Continuar lendo “O anatomista que viu um bolo onde nascem bebês”