A pereirina é um alcalóide encontrado na casca do pau-pereira (Geissospermum vellosii), árvore da família das apocináceas. A substância, usada durante muito tempo como medicamento contra febres (inclusive as provocadas pela malária), foi isolada pela primeira vez em 1838, no Rio de Janeiro, por um farmacêutico brasileiro. O isolamento desse alcalóide, reivindicado também por pesquisadores de outros países, mostra que na primeira metade do século 19 já se faziam estudos químicos de produtos naturais no país. Continuar lendo “Pereirina: O primeiro alcalóide extraído no Brasil”
Categoria Biologia
Cientistas criam fórmula para roupa de “homem-aranha”
Cientistas italianos estão realizando pesquisas para chegar a uma roupa de “homem-aranha”, que possibilite àqueles que a usam escalar paredes como o super-herói do cinema. Os estudiosos estão analisando o funcionamento da “tecnologia natural” existente em aranhas e lagartixas, que possuem minúsculas estruturas semelhantes a pêlos que as permitem se aderir a vários tipos de superfície. Continuar lendo “Cientistas criam fórmula para roupa de “homem-aranha””
Medo: Quando o cérebro decide que é hora de fugir
William James, filósofo do final do século 19 e começo do século 20, uma vez disse que as pessoas não temem um urso quando o vêem, mas quando saem correndo dele.
Cem anos depois, um novo estudo de imageamento do cérebro prova que James poderia estar certo. Usando um jogo de vídeo game similar ao Pac-Man e imagens de ressonância magnética funcional (fMRI), os cientistas demonstraram que quando um estímulo provocador de medo (como um urso, por exemplo) é detectado à distância, o cérebro humano liga um circuito que analisa o nível de ameaça e maneiras de evitar o animal ou o perigo. Se o urso se aproximar – aumentando a ameaça –, outras regiões do cérebro, mais reativas, entram em ação, desencadeando uma resposta imediata de proteção, seja lutar, fugir ou ficar paralisado. Continuar lendo “Medo: Quando o cérebro decide que é hora de fugir”
Vulcões podem explicar oxigênio na atmosfera
Os indícios mais antigos da existência de oxigênio na atmosfera da Terra remontam a cerca de 2,5 bilhões de anos atrás. No entanto, há evidências de que as cianobactérias – os primeiros seres vivos a produzirem esse gás por meio da fotossíntese – existem há pelo menos 2,7 bilhões de anos. Por que então o oxigênio não apareceu antes na atmosfera? Uma dupla de pesquisadores propõe agora que uma mudança no tipo de vulcões que predominavam no planeta pode explicar esse mistério.
O geólogo Lee Kump, da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA), ficou intrigado com um novo cálculo da data em que os níveis de oxigênio aumentaram na atmosfera. Essa estimativa pode ser feita a partir da medição da proporção de isótopos de enxofre preservados em rochas sedimentares. Kump constatou que as novas estimativas, obtidas recentemente por outros pesquisadores, coincidiam com a data de um importante evento da história geológica da Terra. Continuar lendo “Vulcões podem explicar oxigênio na atmosfera”
Cientistas criam “supermouse” em laboratório
Lembra do supermouse, aquele ratinho superforte dos desenhos animados (a imagem ao lado, pô)? Pois ele acaba de se tornar realidade. Calma, ele ainda não fala, nem luta contra o mal. Mas cientistas conseguiram criar em laboratório um “supercamundongo”, quatro vezes mais musculoso que um roedor comum. O processo, no futuro, pode ser usado para engordar gado e em pessoas com distrofia muscular. Continuar lendo “Cientistas criam “supermouse” em laboratório”
SciVee: o YouTube dos cientistas
O SciVee marca o que pode ser considerado uma revolução meio acadêmico. Basicamente, ele é uma espécie de “YouTube” voltado à Ciência. Cientistas poderão utilizá-lo para fazer upload de seus papers. Papers, segundo a ABNT são um pequenos artigos científicos, elaborados sobre determinado tema ou resultados de um projeto de pesquisa para comunicações em congressos e reuniões científicas, sujeitos à sua aceitação por julgamento (o chamado “refereeing”). Continuar lendo “SciVee: o YouTube dos cientistas”
Família canibal
A cena é um jantar de família. O menino olha desanimado para o prato e reclama:
– Mamãe, eu não gosto do meu irmãozinho.
– Tá bom, filhinho. Então come só as batatinhas.
Eu sei que é um truque barato começar uma coluna com essa piada jurássica. Mas, se você já deu pelo menos uma risadinha ao ouvi-la, então sacou o que a faz engraçada e ao menos ligeiramente subversiva. Afinal, pessoas que fazem jus ao nome de gente não se sentam à mesa para comer carne humana, muito menos transformam um dos próprios filhos em filé mignon. O absurdo da situação é óbvio. Certo? Hein? Continuar lendo “Família canibal”
Carvão líquido x Gasolina
Os congressistas de ambos os partidos nos Estados Unidos, estão propondo emendas para o chamado projeto de lei da independência energética, que subsidiaria fortemente a indústria na produção do carvão líquido como substituto do petróleo estrangeiro. O projeto de lei original tem como objetivo aumentar a eficácia dos combustíveis em carros e caminhões leves, incentivar a produção de biocombustíveis e fornecer fundos para o desenvolvimento tecnológico para captação das emissões do dióxido de carbono das usinas. Continuar lendo “Carvão líquido x Gasolina”
Mamonas assassinas… Porém sagradas
Planta bastante disseminada nos terrenos baldios, a carrapateira nos lembra a infância com alegria, pois o seu fruto substituía a pedra usada como bala de baladeira.
Apesar de ser um instrumento bélico dos meninos, nunca provocou mais que a alegria e agitação dos adolescentes traquinos. Eles não sabiam que das bagas daqueles frutos, com a aparência de carrapatos, extraía-se o óleo de rícino, usado no passado próximo como eficiente vermífugo.
O tal óleo de rícino era o óleo de mamona, odiado por todos que foram obrigados a tomar. Para concluir aquela terrível degustação, o jovem era obrigado a tomar uma xícara média de café amargo.
O resíduo da extração daquele odiado óleo é muito venenoso, assassino, mas que nunca matou ninguém. Continuar lendo “Mamonas assassinas… Porém sagradas”
Guerra de nervos no trabalho
O stress no trabalho é uma das principais causas de absenteísmo e acidentes. Estudo feito pelo governo britânico em 2000 estimou em cerca de 40 milhões as faltas ao trabalho, em apenas um ano, devido a distúrbios relacionados ao stress. Nos Estados Unidos, esse número chega a 550 milhões de faltas por ano. O médico americano Martin Moore-Ede, um dos maiores especialistas do mundo em fadiga laboral, calculou, em 1993, o custo mundial dos acidentes ? na indústria, no trânsito e no campo ? em cerca de 60 milhões de dólares por ano. Continuar lendo “Guerra de nervos no trabalho”
