Ecossistema marinho sofreu forte abalo há 250 milhões de anos

Comunidades mais simples, como equinodermos, foram em grande parte suplantadas por comunidades complexas, como crustáceos.

A Terra não só registrou sua maior extinção há 250 milhões de anos, quando um evento eliminou aproximadamente 95% das espécies marinhas e 70% das espécies terrestres, como também gerou um transtorno total do ecossistema marinho. Continuar lendo “Ecossistema marinho sofreu forte abalo há 250 milhões de anos”

Computadores de DNA ganham vida

Por Ehud Shapiro e Yaakov Benenson

Cientistas exploram o poder de computação de moléculas biológicas e criam máquinas minúsculas capazes de falar diretamente com células vivas.

Quando o matemático britânico Alan Turing concebeu a noção de uma máquina de computação programável universal, a palavra “computador” tipicamente se referia não a um objeto, mas a seres humanos. Era 1936, e pessoas que tinham o trabalho de computar, em termos modernos, trituravam números. Turing projetou uma máquina capaz de realizar o trabalho deles – calcular qualquer problema computável – e armou o cenário para o estudo teórico da computação que permanece como base para a ciência da computação. Mas ele nunca especificou quais materiais deveriam ser usados para construí-la. Continuar lendo “Computadores de DNA ganham vida”

A (não)-sobrevivência dos mais magros

anorexia.jpgDiante de uma morte estúpida e aparentemente evitável, como a da modelo Ana Carolina Reston, de 21 anos, que foi vitimada pela anorexia e chocou o país nesta semana, a reação humana básica é, quase sempre, tentar imaginar como alguém se deixa cair numa situação dessas. Continuar lendo “A (não)-sobrevivência dos mais magros”

Uma nova era no estudo dos neandertais

Por Bernardo Esteves

Nosso conhecimento sobre os hominídeos mais próximos do Homo sapiens – os neandertais, extintos há cerca de 30 mil anos – é inferido a partir de fósseis e artefatos deixados por eles. Mas isso está prestes a mudar: com a determinação de seqüências de DNA do núcleo de células dessa espécie, dois grupos de pesquisadores inauguram esta semana um novo capítulo no estudo dos homens de Neandertal, que deve levar ao seqüenciamento do genoma dessa espécie. Continuar lendo “Uma nova era no estudo dos neandertais”

O único debate válido sobre Design Inteligente

Moderador: Estamos aqui hoje para debater este assunto controverso que é Evolução versus Design Inte… (Cientista puxa um bastão de basebol)

Moderador: Ei, o que você está fazendo?

(Cientista quebra a patela do proponente do Design Inteligente)

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Design da evolução

Cientistas estão retraçando os passos por meio dos quais a evolução obteve seus sucessos. Estão descobrindo que o mesmo kit de ferramentas genéticas pode construir estruturas tanto simples quanto complexas.

Olhos, asas – a natureza está repleta de estruturas complexas. Os cientistas vêm descobrindo como elas surgiram. Das minúsculas criaturas marinhas aos seres humanos, genes iguais são responsáveis pela estruturação do corpo, revelando a trajetória evolutiva dos primórdios elementares às formas mais intricadas. Continuar lendo “Design da evolução”

Os répteis marinhos do passado

Organismos que viveram no passado geológico do nosso planeta podem ter formas bem diferentes e até mesmo extravagantes quando comparados com as espécies que vivem atualmente. Isto não é novidade para ninguém – estão aí dinossauros como o Maxakalisaurus , pterossauros como o Feilongus e formas intermediárias entre os peixes e os primeiros tetrápodes (vertebrados que conquistaram a terra firme) como o Tiktaalik , para citar só alguns exemplos. Mas poucos organismos surpreendem mais do que os ictiossauros. Continuar lendo “Os répteis marinhos do passado”

Pesquisadores sugerem que a origem da vida era inevitável

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/origemdavida.jpg&#8221; alt=”origemdavida.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ /><em>Por <a href=”http://estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/nov/14/329.htm&#8221; target=”_blank”>Carlos Orsi</a></em>

<em>A idéia oferece uma conseqüência previsível: todos os planetas onde há condições semelhantes às da Terra acabarão gerando os princípios da vida.</em>

A origem da vida na Terra costuma ser vista como um fenômeno único e altamente improvável, requerendo uma cadeia complexa de materiais, energia disponível e muita sorte. Mas, agora, dois cientistas americanos sugerem que, na verdade, a vida é um fenômeno inevitável, como um relâmpago que surge quando há uma diferença muito grande de carga elétrica entre nuvens e solo. <!–more–>A vida serviria, ainda, a uma função análoga à do raio: permitir a dissipação de energia acumulada.

Em artigo divulgado pelo Santa Fe Institute, Harold Morowitz e Eric Smith sugerem que, da mesma forma que raios são estruturas que surgem por conta de diferenças de voltagem, e permitem a dissipação dessas diferenças, os processos químicos da vida surgem por conta de diferenças de energia acumuladas em processos geológicos, como erupções vulcânicas, e atuam de forma a dissipar esses acúmulos.

Os pesquisadores argumentam que a geoquímica da Terra, em seus primórdios, gerava grandes acúmulos de energia sob a forma de diversos tipos de moléculas, e que a vida – por meio do metabolismo – foi o canal encontrado para dissipar essa energia, do mesmo modo que raios dissipam potencial elétrico e furacões dissipam diferenças de temperatura.

Em seu artigo, os cientistas argumentam que “um estado da geosfera que inclui a vida torna-se mais provável que um estado puramente abiótico (sem vida)”, já que os seres vivos atuam consumindo a energia acumulada no ambiente.

Desse modo, o surgimento dos seres vivos teria sido um “colapso para uma maior estabilidade” no planeta.

Morowitz e Smith reconhecem que ainda não têm todo o aparato teórico necessário para desenvolver a hipótese da “vida inevitável” em maiores detalhes, mas sua idéia oferece uma conseqüência previsível: a de que todos os planetas onde há condições semelhantes às da Terra acabarão desenvolvendo, pelo menos, os estágios iniciais da vida.

Polegares de Panda

por Eduardo Augusto Geraque

Diferença entre divulgação científica e jornalismo de ciência deve ser mais explicitada.

O biólogo e divulgador da ciência Stephen Jay Gould mostrou em seu livro O polegar do panda que a evolução da vida sobre a Terra pode ser mais bem explicada pelo modelo dos equilíbrios pontuados do que pelo gradualismo, o modelo defendido por Charles Darwin. Em vez de pequenos saltos, o mais sensato seria imaginar que as “linhagens mudam pouco durante a maior parte da sua história, mas eventos de especiação rápida ocasionalmente pontuam essa tranqüilidade. A evolução é a sobrevivência diferencial e o desdobramento dessas pontuações. O processo pode demorar centenas e até milhares de anos”. Continuar lendo “Polegares de Panda”

Chuva vermelha pode ter trazido vida alienígena para Terra

Em julho de 2001, uma misteriosa chuva vermelha atingiu uma grande área do sul da Índia.

Moradores acreditavam que a chuva era um anúncio do fim do mundo, mas a explicação oficial foi de que a chuva havia sido causada pela poeira do deserto que foi soprada da península Arábica. Continuar lendo “Chuva vermelha pode ter trazido vida alienígena para Terra”