2010: O ano da vida artificial?

synthia Seres vivos são sistemas químicos fechados, capazes de se autossustentar, replicarem-se e capazes de evolução biológica. Até hoje os cientistas buscam a feitura de seres vivos em laboratório, ainda que bem primitivos. Ao que parece, talvez estejamos mais próximos disso do que pensávamos; entretanto, quando falamos em vida artificial, não estamos nos referindo em Exterminadores ou na deliciosa Daryl Hanna baixando o sarrafo no Harrison Ford. Estamos nos referindo realmente em organismos primitivos, como bactérias, que pode parecer pouco, mas seria um feito e tanto em termos de ciências biológicas. Continuar lendo “2010: O ano da vida artificial?”

Publicado o primeiro volume da Enciclopédia Microbiológica

Cientistas adoram bactérias. Não porque elas podem ser patogênicas ou ajudar no nosso trato digestivo; mas porque são seres vivos simples e nos fornecem dados importantes, onde podemos mapear muito facilmente seu código genético. Alguns cientistas separam as classificações Archaea e Bacteria como dois reinos independentes, mas a maioria ainda classifica ambas como pertencentes ao mesmo reino: o Monera, embora este esteja caindo em desuso.

Archaeas são organismos procariotas (seu material genético não está protegido por uma membrana nuclear, e sim disperso como pedaços de macarrão numa sopa), sobrevivendo em ambientes extremos, como fontes de água quente, lagos ou mares muito salinos, pântanos (onde produzem metano) e ambientes ricos em gás sulfídrico e com altas temperaturas; por isso, são também chamados de Extremófilos. Como são seres muito rudimentares, qualquer deriva genética incapacitará sua aptidão de sobreviver nesses locais. Por isso, sua variância é quase nenhuma, pois as espécies derivadas desses extremófilos não estavam aptos para sobreviver e morreram sem deixar descendentes. A Seleção Natural dá, a Seleção Natural toma.

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Conflitos sexuais e evolução moldam a morfologia genital dos patos

Pela foto aí ao lado, você pode até estar pensando que o pobre patinho está morrendo à míngua, com suas tripas expostas ao vento, morrendo de uma forma brutal. Na verdade, não. Aquilo que você está vendo ali esticado não tem nada a ver com os intestinos, é o pênis do dito pato.

Não, você não leu errado, logo, pare de ficar se admirando no espelho achando que é o tal. Aquele pato tem um pinto (irônico, não?) maior que o seu em todos os sentidos. O pior é que, como divulgador de Ciência, acabo tendo que compartilhar histórias assim. A vida não é fácil. A dita realmente é dura… Continuar lendo “Conflitos sexuais e evolução moldam a morfologia genital dos patos”

Bactérias são a solução contra o aquecimento global?

Está havendo uma corrida para diminuir os efeitos do aquecimento global. Duas classes estão em disputa: Os eco-chatos – para quem tudo tem que ser “verde” e “orgânico” (isopor é uma substância orgânica, caso não saibam), preocupados em sequestrar carbono, pedindo sua alma como resgate – e os eco-céticos, que afirmam que o mundo é assim mesmo, sempre foi e sempre será.

É bem verdade que a Terra passa por ciclo climáticos, mas também é fato que desde a Revolução Industrial estamos jogando pra atmosfera toneladas de CO2 e, sim, ele ajuda na absorção de energia térmica, intensificando o Efeito Estufa, que é natural. Isso aliado ao metano, amplia os efeitos do Efeito Estufa e podemos dizer que sim, há interferência humana no clima. A construção de uma hidrelétrica muda totalmente o clima da região, já que temos uma grande massa de água, a qual foi responsável pela remoção de árvores e vida nativa. Tal massa de água vai evaporar, transformar-se em vapor e, dependendo do local, ajudará no que eu chamo Efeito Sauna. Continuar lendo “Bactérias são a solução contra o aquecimento global?”

Polímero regenera ossos

Um polímero combinado com células-tronco foi implantado por pesquisadores em defeitos ósseos no crânio de ratos. Os animais tinham perfurações na calota craniana de cerca de 5 milímetros de diâmetro, dimensão considerada crítica, uma vez que está além da capacidade de regeneração natural do organismo.

O resultado da bioimplantação foi observado em duas, quatro e oito semanas. Em duas semanas foi observada diferença na quantidade de tecido ósseo e de vasos sanguíneos nos três tipos de materiais utilizados – com diferença no tamanho dos poros. Continuar lendo “Polímero regenera ossos”

Obesidade infantil é ligada a mutação genética

Cientistas da Universidade de Cambridge, Inglaterra, afirmam que a obesidade infantil pode ser causada por uma mutação genética. Os resultados de sua pesquisa mostram pela primeira vez que a condição pode ser genética, e não o resultado puramente com relação à alimentação.

O estudo pode cair como uma bomba em cima dos serviços sociais, já que ele mostra que não é uma questão simplesmente de comer no McDonald’s que você ficará balofo. Isso pode ser ruim pois poderá estimular os jovens a continuar comendo aquela tosqueira que chamam de sanduíche. Continuar lendo “Obesidade infantil é ligada a mutação genética”

Altos índices de gás carbônico podem aumentar tamanho dos crustáceos

O aumento de gás carbônico (CO2) na atmosfera não causa apenas intensificação do efeito estufa (não confunda efeito estufa com aquecimento global). O aumento da concentração de CO2 afeta a química dos oceanos também, produzindo maior quantidade de ácido carbônico (H2CO3) e, de quebra, pode fazer com que alguns crustáceos se tornem maiores e mais fortes, conforme sugere pesquisa da Universidade de North Carolina em Chapel Hill.

A descoberta pode ter implicações importantes para a cadeia alimentar marinha (além de nos dar a sensação que algum alien do Distrito 9 apareça para dar um “olá”). Continuar lendo “Altos índices de gás carbônico podem aumentar tamanho dos crustáceos”

Por que fêmeas vivem mais do que machos?

Nós, homens, temos muitos problemas. Em relação às mulheres, temos muitas desvantagens, como por exemplo, ninguém dar lugar pra gente no ônibus, mesmo que estejamos com uma mala do tamanho de um Boeing, enquanto que mulheres de bolsinha são prontamente instadas a sentarem, senão isso, há quem ofereça para segurar suas minúsculas bolsas. Obviamente, eu nunca seguraria mochila de marmanjo também.

Mas as mulheres possuem organicamente mais vantagens, como maior longevidade. Pesquisadores no Japão descobriram que ratos fêmeas produzidas utilizando material genético de duas mães, mas nenhum pai (exato, não houve fuc-fuc. Foi quase um nascimento lésbico) vivem significativamente mais do que os ratos com a mistura normal de genes maternos e paternos. Seus resultados fornecem a primeira evidência de que os genes do esperma pode ter um efeito prejudicial na esperança de vida dos mamíferos. Isso é, no mínimo, aterrorizante. Continuar lendo “Por que fêmeas vivem mais do que machos?”

Desvendado base do sistema imunológico das bactérias

Bactérias são seres vivos que dependem de hospedeiros. Todos nós temos essas criaturinhas incríveis que ajudam a nossa absorção de nutrientes (sim, seu corpo está cheio de bactérias). O problema é que nosso corpo não vê com bons olhos estes seres e tratam de atacar qualquer coisa estranha. No entanto, bactérias se defendem de nossos sistemas de defesa, já que elas não querem ser destruídas.

Além do sistema imunológico dos hospedeiros, as bactérias ainda possuem outros inimigos naturais, como os vírus bacteriófagos, que, como o próprio nome diz, alimentam-se de bactérias. Para isso, a Seleção Natural determinou que bactérias com uma adaptação que as permitisse lutar contra seus inimigos pudesse resistir mais tempo, gerando descendentes etc. Continuar lendo “Desvendado base do sistema imunológico das bactérias”

Pesquisadores franceses criam pele com células-tronco humanas

Pesquisadores franceses afirmaram ter descoberto uma forma de usar células-tronco embrionárias humanas para criar pele nova, que poderia ser usada em vítimas de queimaduras graves. De acordo com os pesquisadores do Instituto de Terapia com Células-Tronco de Evry, na França, as células-tronco podem ser cultivadas e transformadas em pele em 12 semanas. Esta pele de células-tronco poderia resolver os problemas de rejeição que os pacientes com queimaduras sofrem atualmente.

Christine Baldeschi, que liderou o estudo, afirmou que os resultados são promissores, e que a nova técnica poderá levar à criação de um “recurso ilimitado para a substituição temporária da pele em pacientes com grandes queimaduras, que aguardam enxertos”. Continuar lendo “Pesquisadores franceses criam pele com células-tronco humanas”