por Augusto Damineli e Tasso Napoleão
Ao longo de todo este ano a humanidade terá a oportunidade inédita de reafirmar uma profunda conexão com o Universo, estimulando a consciência de sua origem cósmica. A matéria que forma o corpo de cada um de nós, por exemplo, por familiar que possa parecer, na realidade foi forjada no interior de estrelas de grande massa que explodiram ao final de sua vida. Elas fertilizaram o espaço com os elementos químicos que elaboraram em seu interior, os tijolos básicos para a construção do mundo: de estruturas vivas a formas inanimadas.
No imaginário da maioria das pessoas, vivemos “aqui em baixo” numa realidade dura em que tudo se desfaz com rapidez, enquanto “lá em cima” é o lugar da eternidade, da matéria em estado mais puro. Esse quadro mental foi cristalizado ao longo de milênios e resistiu às grandes revoluções que se aceleraram nos últimos 500 anos. A disseminação do conhecimento pela escola, livros e mídia não foi capaz de dissolver essa memória partilhada mesmo por pessoas com instrução universitária.
A declaração de 2009 como o Ano Internacional da Astronomia pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura a (Unesco) tem o propósito de oferecer às pessoas, em todo o mundo, a oportunidade de (re)fazer suas ligações com uma realidade mais rica e complexa que os sentidos revelam, à primeira vista. O Brasil, junto com a Itália e a França, desde 2003 esteve na liderança da ação que levou a Unesco a apoiar a proposta feita pela União Astronômica Internacional (IAU) de declarar 2009 o Ano Internacional da Astronomia. Continuar lendo “O legado de Galileu”

Cientistas da Irlanda (nenhum, que seja meu parente) andaram metendo o pé na jaca esses dias, antes dos festejos do Ano Novo. Ou isso, ou alguém tá afim de ganhar o prêmio IgNobel de 2009.
Você achava que o mundo era estranho o suficiente? SURPRESA!!! Ele ficará mais esquisito ainda depois de você ler o que os australianos descobriram: abelhas agem como humanos sob o efeito de cocaína. E não, meus caros. O único pó branco que uso é açúcar, logo eu estou careta enquanto escrevo isso.
A estrutura da molécula de DNA, descoberta por James Watson e Francis Crick em 1953, está sendo usada por cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, como base para desenvolver um alternativa para combater a resistência a antibióticos em bactérias, um dos principais problemas de saúde na atualidade.
Fim-de-semana tá chegando. E para comemorar, vamos dar de presente para nossos criaBURRIcionistas de plantão algo pra fazer seus estômagos embrulharem. Depois, a gente limpa as gaiolinhas e colocamos um rolete novo para eles brincarem. ;-)
Garrafas PET e fibra de coco podem ser uma solução simples, barata e original para resfriar água quente derivada de processos industriais. Esses materiais podem ser usados nas torres que resfriam a água e permitem, assim, seu reaproveitamento pelas indústrias. Um protótipo do equipamento, feito por pesquisadores do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), está sendo testado com sucesso.
Uma bactéria naturalmente resistente a metais pesados foi utilizada em pesquisa do engenheiro químico Ronaldo Biondo, no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, para criar uma linhagem de microorganismos modificada geneticamente, capaz de reter partículas metálicas e fazer a biorremediação de ambientes.
Embora, entre as matrizes vegetais, a soja seja a principal base do biodiesel do Brasil, sua escala de produtividade é baixa – de 400 a 600 quilos de óleo por hectare – e tem apenas um ciclo anual. O girassol pode produzir um pouco mais, de 630 a 900 quilos. No entanto, pesquisa realizada no Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) indica que microalgas encontradas no litoral brasileiro têm potencial energético para produzir 90 mil quilos de óleo por hectare.
Ave-símbolo do Paraná, responsável pela dispersão de sementes da araucária, a gralha-azul (Cyanocorax caeruleus) tem bulbos oculares (olhos) diferenciados. Em estudo feito recentemente, o veterinário Fabiano Montiani-Ferreira, do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), identificou nessa ave da família dos corvídeos uma estrutura óssea incomum no nervo óptico, também conhecido como ossículo de Gemminger, ou osso óptico. Esse elemento mostrou-se rico em medula óssea.