A mais antiga cratera encontrada

Está lá você, acordando de manhã e talz. Daí – PUMBA! – descobrir que seu quintal é, na verdade, o cenário de um evento cósmico cataclísmico de bilhões de anos atrás. Isso porque um pedregulhão veio viajando a uma velocidade estonteante de 36 mil km/h, colidiu com a Terra primitiva há 3,5 bilhões de anos, gerando um evento cataclísmico. Você ficaria sem palavras, certo? Foi mais ou menos isso que aconteceu com um grupo de pesquisadores da Universidade Curtin, na Austrália, quando encontraram evidências da cratera de impacto de meteorito mais antiga já registrada na Terra.

Essa descoberta, feita no Domo do Polo Norte (não aquele cheio de neve, mas uma região quente da Pilbara, na Austrália Ocidental), e pela data mencionada acima, isso significa que essa cratera é mais antiga do que qualquer outra conhecida – a que detinha o recorde anterior tinha “apenas” 2,2 bilhões de anos. Continuar lendo “A mais antiga cratera encontrada”

Seres humanos deram rolê pelas florestas antes do que se pensava

As florestas tropicais sempre foram consideradas lugares difíceis para a sobrevivência humana. Por muito tempo, os cientistas acreditaram que nossos ancestrais não haviam habitado essas regiões até recentemente (ou “recentemente”). Mas uma nova descoberta mostra que humanos já viviam em florestas tropicais há pelo menos 150 mil anos, muito antes do que se imaginava, após terem sido encontradas evidências de seres humanos vivendo em florestas na atual Costa do Marfim. Continuar lendo “Seres humanos deram rolê pelas florestas antes do que se pensava”

Aguaceiro Mundial: quando choveu por 2 milhões de anos

O viajante foi muito longe dessa vez. Ele está olhando o evento. Ele presencia algo e esse algo ditará consequências incríveis. Caiu uma gota sobre o viajante, e esta gota escorre pela sua roupa de proteção. O viajante sabe o que vai acontecer, ele estudou sobre isso antes, mas não antes de acontecer; ele estudou muitos milhões de anos depois de acontecer. Este homem não é apenas um viajante que cruza distâncias, e sim um viajante que cruza as Eras. É um Viajante do Tempo. Continuar lendo “Aguaceiro Mundial: quando choveu por 2 milhões de anos”

Alguns passarinhos bebem água que passarinho não bebe

E estamos na quinta-feira, que não é sexta, nem dia da maldade, mas sempre é dia de tomar ela, a mardita, o mé, a cana. A questão é as pessoas não são as únicas que se deliciam em tomar uns golinhos da água que passarinho não bebe. Quer dizer, alguns passarinhos podem não beber, mas outros sim, além de lêmures e macacos. Se bem que “beber” não seria o termo certo, mas o consumo de frutas e néctar naturalmente fermentados, e como vocês sabem (vocês sabem, né?) fermentação de açúcares por fungos produz álcoois, principalmente etanol.

Sim, eles comem para ficarem “alegrinhos”. Continuar lendo “Alguns passarinhos bebem água que passarinho não bebe”

Os registros muito antigos do clima zuado do passado

A reconstrução climática do passado é um campo de investigação essencial para compreendermos os padrões climáticos atuais e suas tendências futuras, mas é uma pesquisa ingrata. Como saber o que realmente aconteceu? Anéis de troncos de árvores, vestígios sedimentares e toda sorte de registros que a Natureza está sendo bem sacana em nos esconder. A história climática, um campo interdisciplinar que mescla geografia, meteorologia e historiografia, permite-nos decifrar os impactos do clima sobre as sociedades ao longo dos séculos.

Tomemos como exemplo a Transilvânia (sim, aquela), que atualmente parte da Romênia, mas no século XVI pertencia ao Reino da Hungria. Aquela região era um território estratégico marcado por fenômenos climáticos extremos, emergindo como um estudo de caso revelador sobre as interações entre condições climáticas e transformações sociais. E como sabemos disso? Através dos meus espiões que acham que eu não tenho o que fazer e me mandam notícias de coisas escritas em Húngaro para ficarem rindo da minha cara quando eu tento aprender um pouco desta coisa pavorosa. Continuar lendo “Os registros muito antigos do clima zuado do passado”

O mistério mesozoico das montanhas Zagros

As imponentes Montanhas Zagros, que se estendem pelo Irã, Iraque e Turquia, guardam um segredo oculto a quilômetros de profundidade. Sob essa cadeia montanhosa, os resquícios da antiga placa oceânica Neotétis continuam a influenciar a geodinâmica da região. Um estudo recente conduzido por pesquisadores da Universidade de Göttingen revelou que essa placa, que outrora separava os continentes Arábico e Euroasiático, está se rompendo horizontalmente, com uma fratura que se propaga do sudeste da Turquia até o noroeste do Irã. Continuar lendo “O mistério mesozoico das montanhas Zagros”

Artigos da Semana 239

Hoje é domingo e estou na minha última semana de férias. Ainda estou curtindo de montão e espero que vocês estejam  trabalhando muito para poderem ter dinheiro e mandar din-din pra mim via generosas doações. Enquanto vocês consultam as finanças, que tal verem o que foi publicado na semana?

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Pesquisa investiga o branqueamento de corais

A Grande Barreira de Corais, um dos maiores e mais impressionantes ecossistemas do planeta, é um mundo subaquático vibrante, repleto de cores e vida, onde cada recife de coral é um pequeno universo de biodiversidade. No entanto, esse paraíso marinho está enfrentando uma ameaça sem precedentes: o branqueamento de corais.

Recentemente, um estudo alarmante revelou que a Grande Barreira de Corais está passando por um ciclo de branqueamento catastrófico. Mas o que exatamente é o branqueamento de corais e por que isso é tão preocupante? Continuar lendo “Pesquisa investiga o branqueamento de corais”

A surreal história de como a COVID-19 levou ao caos uma cidade remota na Amazônia peruana

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Juan Pablo Vaquero foi declarado morto na cidade peruana de Iquitos, na Amazônia, na primeira onda da COVID-19, em abril de 2020. Sua irmã não teve permissão para ver seu corpo. Três dias depois, ele apareceu na casa dela, após supostamente ter acordado em uma pilha de cadáveres na selva.

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Marte: O Poema do Cosmos

O Universo é um vasto palco onde estrelas dançam e nebulosas sussurram segredos antigos. Cometas apresentam-se fantásticos, exuberantes, bem apresentados em sua cabeleira estupenda. Mas Marte? Ele se ergue como um enigma rubro, um farol de mistério e fascínio. Este planeta, nosso vizinho celestial, é um convite para sonhadores e exploradores, um chamado irresistível para aqueles que ousam olhar além do horizonte terrestre. Continuar lendo “Marte: O Poema do Cosmos”