Multidão de imbecis assassinam mulher por acharam que ela era uma bruxa

Carnaval é notícia de ontem e já tivemos que voltar ao trabalho, e aos chefes maníacos e à insânia dos colegas e às loucuras do mundo. PAUSA! Respira fundo. Conta até dez. Tenta o método da meditação, do chá de camomila, do aplicativo de mindfulness que você baixou e nunca abriu. Não vai adiantar. Porque a humanidade, com aquela generosidade que só ela tem, acabou de entregar mais um episódio da série favorita de todo mundo: Sou um imbecil e farei de tudo para provar isso!

Estamos em 2026, ano em que a Inteligência Artificial escreve romances, robôs operam pacientes e bilionários brigam por quem chega primeiro em Marte. E em Jharkhand, estado no leste da Índia, um grupo de idiotas se reuniu numa noite de fevereiro, pegou querosene, foi até a casa de Jyoti Sinku, 32 anos, com o filho de dois meses no colo, e ateou fogo em tudo. Motivo: acharam que ela era uma bruxa.

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Químicos sumérios já faziam o melhor que químicos fazem: inventaram o futuro

Uma das maiores inovações tecnológicas trazidas pela indústria do petróleo foi o asfalto. O asfalto é tão onipresente que virou sinônimo de modernidade urbana, de progresso industrial, de engenharia do século XX. Algo bem recente na História da Civilização, certo? Bem, não é bem assim. Os sumérios da Mesopotâmia já dominavam a lógica por trás dele há mais de quatro mil anos. Sem laboratório moderno, sem espectrômetro e, presumivelmente, sem nenhum PowerPoint de apresentação para a diretoria. Só observação, repetição e um conhecimento acumulado que atravessou gerações de artesãos em algum canto quente e úmido do que hoje é o sul do Iraque.

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O falecimento da Internet

Uma das maiores invenções do século XX foi a computação pessoal. Saímos dos grilhões que dependíamos de terminais burros acessando mainframes. Cada um podia ter seu próprio computador, fazer seus próprios programas ser senhor do seu pequeno mundo virtual. O problema é que você tinha que saber muito de eletrônica, tinha que saber muito de programação e ter o seu próprio computador mas para simples satisfação pessoal, o que não ajudava muito. Então, surgiu o Altair: sabendo programação, você podia usar as chavinhas para programá-lo. Veio Steve Wozniak e fez algo amigável. Veio os diferentes tipos de computadores (Commodore, Z-Spectrum, Amiga etc). Cada máquina com seu Sistema Operacional próprio. E então, o IBM-PC e o mundo foi outro. Você podia instalar o DOS e ter uma imensa variedade de programas, com a grande virada do Windows, que transformou tudo em muito mais amigável.

Ah, sim, veio o MacOS que jura que foi kibado pelo Windows, mas sabemos muito bem que tio Bill Gates pagou uma grana gostosa para a Xerox para ter a interface gráfica, enquanto a Apple praticamente roubou na cara dura com anuência dos executivos da fábrica de copiadoras, no que resultou em pedido de demissão em massa do PARC da Xerox. Continuar lendo “O falecimento da Internet”

Vai, confia na tecnologia durante o percurso, vai

Eu adoro a Amazon e o Mercado Livre (Fuck You, Correios!). Um dos motivos é terem entregadores que… bem, que entregam a sua mercadoria. O problema é que ninguém mjais sabe dirigir. Já pode ver o Uber: o miserável fica rodando pela cidade mas se não tiver o GPS, ele não sabe por onde vai, como chega e sequer onde é. Daí pessoal desenvolve uma fé cega, quase religiosa, pelo GPS. Uma confiança que ultrapassa laços familiares, opiniões de especialistas e, aparentemente, o instinto básico de não dirigir para dentro de um estuário com maré subindo.

Sim, o idiota não viu a porra de UM ESTUÁRIO! Continuar lendo “Vai, confia na tecnologia durante o percurso, vai”

O homem que acreditava ser o rei da França

Era uma vez um homem que acordou numa bela manhã de setembro de 1354, como sempre acordara nos seus 38 anos de vida: um próspero comerciante de Siena, ocupado com os negócios de sempre, preocupado com lucros, prejuízos e as pequenas intrigas da tosca República de Toscana. O mundo dá voltas mas de vez em quando ele capota, e quando a noite caiu sobre aquele mesmo dia, ele já se acreditava o legítimo rei da França. Não houve febre, não houve delírio, não houve nenhum cogumelo mágico medieval que justificasse a transformação. Houve apenas uma convocação, uma conversa e uma revelação tão absurda que parecia ter saído diretamente de uma novela.

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Pesquisadores criam IA que estuda ressonância de cérebro e diagnóstico não faz feio

A ressonância magnética do cérebro é uma experiência peculiar. Você se deita numa máquina claustrofóbica que parece ter sido projetada por alguém que perdeu uma aposta, passa meia hora ouvindo barulhos que variam entre britadeira industrial e show de música experimental finlandesa, e então sai de lá para esperar. E esperar. E esperar um pouco mais. Dias, às vezes semanas, até que algum radiologista sobrecarregado consiga sentar-se, analisar suas imagens, fazer muxoxo ao descobrir o que você tem na cabeça e emitir um laudo.

Todo mundo (vai, confessa que você também faz isso!) atualmente tá mandando pro ChatGPT analisar, e segundo minhas experiências, tem acertado muito bem… ou, se errou, o médico também errou, porque um confirma o que o outro diz. Continuar lendo “Pesquisadores criam IA que estuda ressonância de cérebro e diagnóstico não faz feio”

Artigos da Semana 292

A chuva tá desabando lá fora enquanto passei o domingo trabalhando. E-hey! Amo a vida de professor. Daí algum animal vem falar de escala 6×1. Só se isso for para dar mais tempo para as pessoas lerem o que foi postado no meu blog. Simbora!

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Penisgate: a Olimpíada de Inverno e a batalha aerodinâmica mais constrangedora da história do esporte

A Agência Mundial Antidoping (World Anti-Doping Agency, WADA) já teve que lidar com muita Coisa ao longo dos anos. Sangue sintético, urina congelada de terceiros, testosterona escondida em cremes e shampoos, aquele esquema russo digno de roteiro de John le Carré envolvendo buraco na parede do laboratório. Mas nada, absolutamente nada na gloriosa história da trapaça esportiva preparou a WADA para o momento em que, a menos de 24 horas da cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de 2026 em Milão, seu diretor-geral teve que sentar numa coletiva de imprensa e responder com a cara mais séria possível se a agência ia investigar atletas olímpicos que supostamente estavam injetando ácido hialurônico no pênis para ganhar medalhas no salto de esqui.

Pausa para você reler essa frase e confirmar que não, você não está tendo um derrame, e sim, vivemos numa linha do tempo completamente surreal em que tem que dar uma guaribada no pinto para não entrar numa fria em meio a uma competição.

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Etsy pisa no tomate e conhece a fúria de bruxas

Existe uma regra básica de sobrevivência no mundo moderno que deveria vir junto com o manual do micro-ondas: não mexa com gente que monetiza o sobrenatural. Mas o Etsy, aquela feira virtual de bugigangas fofinhas e baixa autoestima artesanal, vendendo porta-copos de crochê e quadrinhos motivacionais escritos em Comic Sans decidiu que onze anos de cumplicidade silenciosa com o ocultismo comercial eram suficientes resolveu desafiar o destino e cutucar um clã inteiro de bruxas com o equivalente corporativo a um graveto molhado.

Agora, num ataque súbito de moralidade corporativa que ninguém pediu, resolveram banir milhares de bruxas que sustentavam metade do tráfego do site. É como se a Netflix cancelasse todos os doramas e ficasse só com documentário sobre chinchilas. Genial! Continuar lendo “Etsy pisa no tomate e conhece a fúria de bruxas”

Mulher que se dizia pastora agiu feito pastora e catou dinheiro de velhinhas

Na máxima Pequeníssimas Igrejas, Grandes Chances de Tirar Dinheiro, temos mais um exemplo do poder sacerdotal em… bem, não em salvar almas ou fazer trabalho pastoral, mas separar crédulos do seu dinheiro. Normalmente, isso é feito por meio da fé e pastores usam seus poderes religiosos para convencer pessoas em lhes dar dinheiro, mas o exemplo de hoje é meio estranho que uma dona foi em cana por se passar por pastora evangélica e capou 50 mil reais de duas idosas. Continuar lendo “Mulher que se dizia pastora agiu feito pastora e catou dinheiro de velhinhas”