
A Peste Negra do século XIV ganhou os livros, as pinturas macabras, as danças da morte e uma carreira invejável no imaginário do horror coletivo, com direito a matar um terço da Europa e inspirar séculos de paranoia sanitária. Mas havia uma outra praga, mais velha, mais misteriosa e muito menos fotogênica, que varou a Eurásia dois milênios antes, matou gente de Portugal até a Mongólia, e saiu de cena sem deixar um bilhete de explicação. Por anos, os cientistas coçavam a cabeça diante de um problema elegantemente inconveniente: essa praga mais antiga não se espalhava por pulgas como a medieval, mas aparecia em esqueletos humanos separados por milhares de quilômetros. Como? Via correio? Magia? Os historiadores da ciência precisavam de uma pista, e ela veio, com quatro mil anos de atraso e cheiro de rebanho, de uma ovelha. Continuar lendo “A ovelha que guardou o segredo da peste por 4 mil anos”









Nada é tão ruim que a religião não possa piorar. Aconteceu um desastre? Deus está punindo. Aconteceu uma doença? Só pega em infiéis, pois Deus está punindo. Seu marido meteu o focinho na cachaça? Infiel fidaputa! Claro, o Santo Povo de Deus está imune a isso. Vocês sabem, aquela bobagem do “cai mil ao teu lado blábláblá”, do Salmo nº 91. O problema é que tio Darwin não liga pra Davi, e alguns pastores deveriam saber disso. Um desses pastores idiotas tinha o poder mágico de curar o COVID-19 das pessoas ao fazer imposição das mãos.