
O recinto está preparado, a audiência se iniciará em poucos minutos. Os gentis-homens se posicionam com suas graves roupas, adequadas ao ofício que exercem. Chapéus bem arrumados, meias bem esticadas, túnicas bem alinhadas, casacões postos. Um deles passa a mão grossa pelo largo rosto e ajeita a barba; e com sobrancelhas fechadas, olhos diminutos e atentos farejando uma vítima, um réu, um culpado. O home que chega então anuncia que o réu não poderá tomar o lugar que lhe deve e um advogado é indicado. Outro grave homem se senta e espera que se dê início à sessão, pois ali o réu maldoso, o mal encarnado, o facínora será julgado.
A sessão tem início e o julgamento começa à revelia do ausente réu; a saber: um rato, e este talvez seja um dos mais estranhos julgamentos, mas não é o único de sua espécie. Continuar lendo “Quando ratos foram réus num julgamento e um advogado malandro os salvou”



O Millôr dizia que quando o primeiro espertalhão encontrou o primeiro otário, nasceu a primeira religião. Religião sempre foi uma forma ótima de separar os otários de seu dinheiro, e não estou nem levando em conta da exploração de senhoras humildes, querendo um cantinho no Céu. Estou falando de gente com mais dinheiro que juízo que compra qualquer merda, principalmente quando tem religião no meio.