O coral branquinho que apelou para o colorido

Nas profundas profundezas, ocorre um tipo de tragédia que acontece em câmera lenta e que quase ninguém vê com o drama que merece: o branqueamento dos corais. Quando a água esquenta além do que o bicho aguenta, ele expulsa as microalgas que moram em seus tecidos e que lhe fornecem a maior parte da energia. Sem elas, o coral fica branco como um fantasma e passa fome. Muitas vezes morre, soterrado por algas oportunistas que aparecem para o velório e ficam com o imóvel.

Recuperar-se disso é possível, mas lento. Os sobreviventes dependem de algumas algas remanescentes que se multipliquem, ou de captar as que flutuam pela água e pelos sedimentos, em quantidades minúsculas. Tudo isso leva meses. Para um coral em crise, é como esperar o Bolsa Família chegar de pombo-correio. Pois, bem, cientistas acabam de descrever um atalho tão simples que quase soa como piada: encostar o coral doente num saudável. Continuar lendo “O coral branquinho que apelou para o colorido” →